Terapia larval, uma revisão bibliográfica / Larval therapy, a literature review

Abstract

A terapia larval, também conhecida como larvoterapia, biodesbridamento, bioterapia e biocirurgia, consiste na aplicação de larvas vivas e estéreis, de algumas espécies de moscas, para o tratamento de diferentes tipos de lesões em tecido humano. Uma característica importante na seleção das larvas é a escolha de larvas que cause apenas miíase secundaria, ou seja, se alimentar apenas de tecido necrosado, sendo então chamados de necrófagas. Pode ser considerada uma limpeza biológica com a finalidade de desbridamento, redução do número de microorganismos nelas existentes, diminuição do odor desagradável e promoção do processo de cicatrização. A larvoterapia pode ser usada no tratamento de diferentes feridas, como, feridas diabéticas, úlceras de decúbito e pressão, queimaduras, fasciítes necrotizantes, gangrenas, tumores, feridas pós-cirúrgicas, vasculogênicas, lesões traumáticas, dentre outros ferimentos necrosados, infectadas ou não. Atualmente, está terapia é realizado em países como Estados Unidos, Austrália, Israel, Colômbia, Reino Unido, Alemanha, Holanda, Suécia, Suíça, Bélgica, Áustria, Canadá, Ucrânia, Tailândia, Hungria, entre outros. No Brasil a maioria dos relatos encontrados é de estudos realizados apenas na aplicação em modelos animais experimentais, principalmente ratos, e em processos de esterilização dos ovos. Porém, em 2014, foi desenvolvido no Brasil o primeiro trabalho de Terapia Larval com aplicação em humanos, que demonstrou resultados positivos no tratamento de 5 paciente com lesão diabética em membros inferiores

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