Brazilian Journals Publicações de Periódicos e Editora Ltda.
Abstract
A psoríase consiste em uma doença inflamatória crônica e autoimune caracterizada pelo aparecimento de placas eritemato-escamosas na superfície da pele, principalmente nos cotovelos, nos joelhos e no couro cabeludo, a qual afeta significativamente o bem-estar e a qualidade de vida dos portadores. Etiologicamente, sabe-se que a psoríase é multifatorial e está relacionada com fatores imunes, genéticos, ambientais, entre outros. Em virtude da sua variedade etiológica, a epidemiologia é variada e a incidência depende de diversos fatores. A patogênese se dá pela interação entre os linfócitos T e os queratinócitos da pele, resultando em uma proliferação exagerada dessas células. As manifestações clínicas decorrentes da psoríase são muito amplas e variam de paciente para paciente e conforme a apresentação e gravidade da doença. Contudo, a lesão clássica caracteriza-se como uma placa eritematoescamosa bem delimitada, podendo atingir qualquer parte da pele, o que diferencia os diversos tipos de psoríase existentes. No que tange ao diagnóstico, este é, frequentemente, clínico, baseado na história de evolução e características clínicas das lesões. Comumente, utiliza-se métodos para confirmação diagnóstica, como a curetagem metódica de Brocq e a biópsia da lesão. Ademais, escores de gravidade da doença são, usualmente, utilizados, como o PASI e o DLQI. O manejo terapêutico é imprescindível, a fim de evitar evolução do quadro e piora substancial na qualidade de vida. Inicialmente, o manejo pode ser realizado com terapias tópicas, como calcipotriol, agentes ceratolíticos, corticoides tópicos e etc. A fototerapia também é indicada, pelo seu benefício comprovado e, em casos graves, associa-se o uso de fármacos sistêmicos, como corticoides orais, agentes imunomoduladores e etc. Vale ressaltar que o uso de emolientes para a pele e a exposição solar controlada devem ser indicadas em associação à qualquer modalidade terapêutica