Análise tomográfica da espessura óssea vestibular e lingual a partir da inclinação dos implantes odontológicos

Abstract

A implantodontia tem-se mostrado uma área em franco crescimento, haja vista que a preocupação estética dos indivíduos é cada vez maior. Nesse cenário, é de suma importância que previamente à instalação de implantes, o cirurgião dentista faça um bom planejamento, levando em consideração quesitos como a espessura do remanescente ósseo vestibular e lingual/palatino, bem como considerar a inclinação dos dentes naturais. Para tanto, os exames de imagem, em especial a tomografia computadorizada que fornece uma imagem tridimensional da cavidade bucal do paciente, tornam-se ferramentas muito úteis, favorecendo um melhor planejamento e possibilitando uma maior longevidade dos implantes. A pesquisa foi calcada na análise documental de 70 tomografias computadorizadas, sem distinção de sexo ou idade dos pacientes. Foi avaliada a espessura de remanescente ósseo entre as faces vestibular e lingual/palatina à parede de implantes odontológicos. Os resultados obtidos foram tabelados no Microsoft Excel e, por meio de testes estatísticos de Mann-Whitney com , foram avaliados quantitativamente. Resultados: Foram encontrados onze implantes com remanescente ósseo vestibular e lingual/palatino abaixo do valor preconizado; três implantes com remanescente ósseo vestibular adequado e com remanescente ósseo lingual/palatino abaixo do preconizado; trinta e um implantes sem remanescente ósseo vestibular e lingual/palatino na região cervical do implante; e cinco implantes com ambos os remanescentes ósseos de acordo com a literatura. Devido à grande quantidade de falhas observadas, inferiu-se que o cirurgião dentista não está empregando a técnica mais adequada para análise de estruturas milimétricas

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