O objetivo deste artigo é relacionar a teoria da imagem técnica de Vilém Flusser e a teoria do simulacro de Mario Perniola a fim de demonstrar que, por caminhos distintos, mas complementares, os dois autores aventam a tese de que a contemporaneidade pode manifestar elementos significativos de uma cultura barroca. Em Perniola, esta tese é amplificada como uma teoria da hiper-realidade e do simulacro, dirigindo-se a uma reflexão sobre a sociedade contemporânea. Em Flusser, destaca-se a interpretação do barroco mineiro como a síntese de uma nova cultura, cuja ordenação reflete o advento das imagens técnicas e seu impulso para a pós-história