Resumo: Neste artigo tratamos da escrita autobiográfica de Carolina Maria de Jesus (1914-1977), destacando os livros Quarto de despejo: diário de uma favelada (1960); Casa de Alvenaria (1961) e Diário de Bitita (1986). A escritora inscreve na narrativa uma experiência pautada nos lugares de raça, gênero e classe que desloca o lugar comum do sujeito tradicional do discurso autobiográfico, fazendo emergir uma nova voz na literatura brasileira.Palavras-Chave: Autobiografia. Carolina Maria de Jesus. Escrita afro-feminina. Literatura periférica