O presente artigo pretende investigar o conceito de propriedade nas obras de Santo Agostinho, através de uma revisão bibliográfica dos escritos do bispo de Hipona e dos filósofos da tradição judaico-cristã e grega que o influenciaram. Para Santo Agostinho, a propriedade deve ser exercida com o objetivo de satisfazer as necessidades de todos os homens, não apenas de um indivíduo que a acumule com avareza, pois é uma dádiva de Deus que faz parte da natureza. É uma espécie de função social, na qual todos os homens devem possuir condições de igualdade para usar dos bens criados por Deus, garantindo a sobrevivência e evitando conflitos com o próximo que tenham como causa o uso da propriedade