Destoando do fenômeno chamado de ‘feminização das migrações’, a imigração senegalesa para o Brasil é majoritariamente masculina. Parte importante do atual boom de migrações Sul-Sul, especialmente nas regiões sul e sudeste do país, a comunidade de imigrantes senegaleses conta com cerca de 2% de mulheres. Neste artigo, propõe-se que, para analisar as experiências destas mulheres, não basta pensar nelas apenas como migrantes, mas sim considerar o caráter interseccional de suas vivências enquanto minoria dentro da própria comunidade e enquanto mulheres negras e imigrantes no Brasil