As dificuldades de prover a estimulaçao cardíaca de um grupo de pacientes que habitualmente nao recebe estimulaçao endocárdica bicameral (pacientes com endocardite e/ou pacientes com dificuldade de acesso às câmaras direitas: baixo peso, alteraçoes anatômicas da cadiopatia congênita ou presença de próteses valvares) levaram-nos à utilizaçao de eletrodos epicárdicos. Nosso alvo foram crianças pequenas e pacientes que apresentavam restriçoes ao uso do acesso endocárdico. Um grupo de seis pacientes foi operado, recebendo o implante de marcapasso dupla-câmara com eletrodos epicárdicos. Com exceçao de algumas complicaçoes menores tais como a estimulaçao frênica e a perda de comando do eletrodo atrial durante apenas a primeira semana de pós-operatório, 5 (83%) dos seis pacientes permaneceram sob o modo de estimulaçao VDD ou DDD após um seguimento de 13,1 meses. Nao houve aumento da morbidade ou da mortalidade em decorrência da técnica, que mostrou ser uma opçao adequada