Assessing language vitality in multilingual contexts: ethnographies versus computacional models

Abstract

O objetivo deste trabalho é o de discutir o alcance de estudos sobre a vitalidade linguística em regiões multilíngues, feitos no âmbito da teoria da complexidade por meio de modelagens computacionais. Um desses estudos será descrito e comparado com relatos etnográficos que expõem a dinâmica das relações socioeconômicas e políticas que caracterizam algumas ecologias multilíngues, como a do Alto Rio Negro na Amazônia brasileira. Considerando que assumir a língua como um sistema complexo, aberto, dinâmico e auto-organizado é uma avenida promissora para as investigações linguísticas, este trabalho sugere que etnografias e descrições sociolinguísticas parecem capturar mais adequadamente a dinamicidade e complexidade da língua como um fenômeno social do que alguns modelos computacionais que precisam simplificar sobremaneira a caracterização do sistema, e que se baseiam antes em escolhas feitas pelos pesquisadores do que em fatores que, de fato, são definidores do sistema.This paper aims at discussing the import of studies on language vitality in multilingual ecologies, carried out within the framework of complexity science by means of computer models. One of these studies will be described and compared with ethnographic reports which illustrate the dynamics of the socioeconomic and political relations which characterize some multilingual ecologies, in particular the Upper Rio Negro in Brazilian Amazonia. Considering that assuming language as a complex, open, dynamic and self-organized system is a promising path for linguistic investigations, this work suggests that ethnographies and sociolinguistic descriptions seem to capture the dynamicity and complexity of language as a social phenomenon better than computational models which simplify the characterization of the system, and which are based on factors chosen by the researchers a priori, rather than factors which actually define the system

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