A concepção de “paradigma” na linguística funcional centrada no uso

Abstract

A incorporação da abordagem construcional aos estudos funcionalistas, nos termos de Traugott e Trousdale (2013) e Hilpert (2014), bem como apontado no Brasil por Rosário e Oliveira (2016), traz aos pesquisadores desta área relevantes contribuições e, por outro lado, novos desafios. Um desses desafios é justamente o de reinterpretar o paradigma gramatical, uma vez que o pareamento [[Forma] ß-> [Conteúdo]] vincula a pesquisa funcionalista a uma contraparte formalista. Como resposta a essa questão, apresenta-se a proposta de Diewald (2020), que assume o paradigma gramatical como uma hiperconstrução, um conjunto complexo de membros, semelhantes ou não em termos formais, na representação de especificidades categóricas e não gradientes de significado gramatical. A classe dos marcadores discursivos é usada para a ilustração das questões e pontos comentados

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