Mestrado em FisioterapiaBackground: Practicing physical activity (PA) has shown to present health benefits at all ages,
namely in paediatrics. There are several methods to evaluate PA, however the most frequently
used are the self-report questionnaires and accelerometry. The latter is an objective measuring
tool, however it requires the use of relatively expensive devices. Questionnaires are easy and
quick to apply, and therefore a useful tool to evaluate PA. Despite the existence of some
questionnaires to evaluate PA in adolescents, there is still none validated against
accelerometry for the Portuguese population. This validation is important, since questionnaires
present an error associated to inaccuracies in recall activity.
Aims: To validate the Physical Activity Index (PAI), by comparing it with accelerometry in
adolescents according to gender and to explore if adolescents follow the physical activity
recommendations established for their age.
Methods: In this cross-sectional study, adolescents were recruited from 3 basketball teams, 2
classrooms from a school in Aveiro, and an orchestra band classroom. Socio-demographic,
anthropometric data and spirometry were collected from the adolescents who participated in
this study. Physical Activity (PA) was assessed with accelerometers (Actigraph model -
GT3XPlus, Actigraph MTI, Manufacturing Technology Inc., Pensacola, FL, USA) worn during 7
days and the PAI. Pearson correlation coefficients (rs) were calculated to explore the
correlations of moderate-to-vigorous PA (MVPA) (min.day-1) and steps per day vs. the PAI. To
analyse participants’ ability to follow the recommendations of PA levels, 60 minutes of MVPA
and 10,000 to 11,700 steps per day were considered. Chi-square (χ2) tests were used to explore
differences between male and female’s ability to reach international recommendations of
physical activity levels.
Results: Forty nine adolescents (57.14% female; mean age 14.43 ±0.96 years old) participated
in this study. Female and male presented similar PA levels measured with a subjective or an
objective measure. Correlations between objective and subjective measures were significant
and positive only for male (MVPA: r=.514, p=.017; Steps per day: r=.460, p=.041). Most
participants were sedentary when analysing the objective data and considering the PA
recommendations. Only 1 female (3.57%) and 3 males (14.29%) surpassed the 60 min.day-1
mark and, in terms of steps per day, only 13 females (46.43%) and 13 males (61.90%)
registered over 10000 steps per day.
Conclusion: When compared with accelerometry the PAI presented as a valid measuring tool
only for male adolescents. Adolescents of both genders presented similar levels of PA with
both measuring tools, and accelerometry results showed that the majority of adolescents were
sedentary. Thus, it is necessary to investigate further in the future about the correlation
between accelerometry and the PAI, as well as about the sedentary habits of adolescents.Enquadramento: A prática de atividade física (AF) tem vindo a apresentar benefícios para a
saúde em todas as idades, nomeadamente na pediatria. Existem vários métodos para avaliar a
AF, no entanto os mais utilizados são os questionários e a acelerometria. Esta última é uma
medida objetiva que, no entanto, requer o uso de instrumentos relativamente dispendiosos. Já
os questionários são instrumentos rápidos e fáceis de aplicar, sendo, assim úteis na avaliação
da AF. Apesar de existirem alguns instrumentos para avaliar AF em adolescentes, ainda, não
existe nenhum validado contra a acelerometria para a população portuguesa. Esta validação é
necessária, uma vez que os questionários, por serem medidas subjetivas apresentam um erro
associado a imprecisões na capacidade de relato de atividades passadas.
Objetivos: Validar o Índice de Atividade Física (IAF) comparando-o com a acelerometria de
acordo com o género e explorar se os adolescentes seguem as recomendações de AF
estabelecidas para as suas idades.
Métodos: Neste estudo transversal, os adolescentes foram recrutados de 3 equipas de
basquetebol, 2 turmas de uma escola de Aveiro e 1 turma de uma banda de música de
orquestra. Dados sociodemográficos, antropométricos e de espirometria foram recolhidos aos
participantes. AF foi medida com acelerómetros (Actigraph modelo - GT3XPlus, Actigraph MTI,
Manufacturing Technology Inc., Pensacola, FL, USA), usados durante 7 dias e com o IAF. O
coeficiente de correlação de Pearson (rs) foi calculado para explorar as correlações entre os
minutos de AF moderada a vigorosa (AFMV) (min.dia-1) e os passos por dia vs. o IAF. Para
analisar a capacidade dos participantes seguirem as recomendações dos níveis de AF, foram
considerados 60 minutos.dia-1 de AFMV e os 10,000 a 11,700 passos por dia. Testes Quiquadrado
(χ2) foram usados para explorar diferenças na capacidade de atingir os níveis de AF
estabelecidos em orientações internacionais entre rapazes e raparigas.
Resultados: Quarenta e nove adolescentes (57.14% raparigas; idade média 14.43 ±0.96 anos)
participaram no estudo. Raparigas e rapazes apresentaram níveis de AF semelhantes, medidos
com medidas subjetivas ou objetivas. As correlações entre as medidas subjetiva e objetiva
foram significativas e positivas apenas para os rapazes (AFMV: r=.514, p=.017; Passos por dia:
r=.460, p=.041). A maioria dos adolescentes mostraram-se sedentários na análise dos dados
objetivos e das recomendações de AF. Apenas 1 rapariga (3.57%) e 3 rapazes (14.29%)
ultrapassaram a marca dos 60 minutos.dia-1 de AFMV e em relação aos passos por dia, apenas
13 raparigas (46.43%) e 13 rapazes (61.90%) registaram valores acima dos 10,000 passos por
dia.
Conclusão: O IAF mostrou-se uma ferramenta válida na medição de AF em comparação com a
acelerometria, apenas para os rapazes. Adolescentes de ambos os sexos apresentaram níveis
de AF semelhantes, em ambos os instrumentos de medida, tendo-se a maioria revelado como
sedentários através da análise dos resultados obtidos pela acelerometria Desta forma, é
necessário investigar-se mais, no futuro, sobre a correlação entre a acelerometria e o IAF, bem
como sobre os hábitos sedentários dos adolescentes