research

Qualidade de vida e ajustamento emocional em doentes com cancro ginecologico e mama

Abstract

Mestrado em Psicologia - Psicologia Clínica e da SaúdeO presente estudo teve como objetivo avaliar a qualidade de vida e ajustamento emocional aquando o diagnóstico e tratamento de sobreviventes de cancro ginecológico e da mama. Deste modo, foram examinadas as reações ao diagnóstico, tratamento e sobrevida, com o propósito de avaliar a relação entre a qualidade de vida e o ajustamento emocional à doença; sendo expectante quanto maior for a adaptação menor será a ansiedade, depressão e sintomatologia psicossomática. A amostra foi recolhida no Serviço de Ginecologia do Instituto Português de Oncologia de Coimbra onde foram entrevistadas 100 mulheres da consulta externa com patologia oncológica do colo, endométrio, ovário ou mama. Os instrumentos utilizados foram: Questionários Sociodemográficos, Escala de Depressão e Ansiedade Hospitalar, European Organization for Research and Treatment of Cancer- Questionários de Qualidade de Vida- qualidade de vida/core-30 com as subescalas: cervix-24, ovario-28 e mama-23; muitas conseguiram responder em formato de auto-resposta. Os dados revelaram que mais de metade das participantes da amostra referiu a necessidade de apoio profissionalizado. Os seguintes dados foram estatisticamente significativos: ansiedade e a depressão correlacionaram-se negativamente na qualidade de vida e no ajustamento emocional. A depressão também teve correlação negativa em relação à capacidade física, funcional e cognitiva. Não foi verificado relação significativa entre a ansiedade e a sintomatologia. No entanto, a depressão relacionou-se significativamente com a fadiga, dor, insónias e obstipação. Nos questionários referentes à mama, a ansiedade correlacionou-se negativamente com a imagem corporal, funcionamento sexual, satisfação sexual e perspetivas futuras. A depressão, neste grupo, correlacionou-se com a imagem corporal, funcionamento e satisfação sexual, perspetivas futuras e maior sintomatologia secundários. A idade teve impacto negativo na qualidade de vida global, capacidade física, satisfação e funcionamento sexual; e impacto positivo na depressão, capacidade social e com a perceção de sintomas. A escolaridade teve impacto negativo com a depressão e perceção de sintomas e positivo com a qualidade de vida global capacidade física e funcional, função e satisfação sexual. Como conclusões, no sentido de promover melhor qualidade de vida das sobreviventes do cancro ginecológico e da mama, são referidas medidas como o desenvolvimento de programas de intervenção cognitiva-comportamental e psicologia associada para mulheres que evidenciem maior vulnerabilidade psicológica

    Similar works