PPGM-UNIRIO - Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro
Abstract
Este artigo apresenta um recorte do neo-schenkerianismo, delineando uma trajetória da dissolução e inversão dos fundamentos da teoria original. Foca-se nos problemas metodológicos ocasionados a partir das aplicações da Análise Schenkeriana na música de Igor Stravinsky. São nomeadas quatro estratégias e organizadas da mais próxima à mais distante da teoria original. São elas: (1) a reconfiguração da superfície; (2) a dedução de estruturas profundas; (3) a reconsideração da unidade mínima de referência; (4) e a atualização de hierarquias. Estas estratégias são discutidas emseus aspectos metodológicos, estéticos e éticos. Esse levantamento fomenta um amplo debate epistemológico sobre os limites e alcances da análise musical; e sobre a relação entre os sujeitos que analisam, seus modos de investigação e os objetos de estudo da musicologia sistemática