O câncer de pênis acomete 10% dos homens nos estados das regiões Norte e Nordeste do Brasil. Dentre os tumores penianos, o carcinoma espinocelular é o mais comum, estando relacionado principalmente a locais de nível socioeconômico mais baixo, higiene inadequada e fimose. Desenvolve-se sob a forma de lesão exofítica, superficial ou ulcerada, podendo tornar-se invasivo com acometimento linfático e metástase visceral. O tratamento é particularizado, levando em consideração características da lesão primária e do estadiamento, sendo a penectomia o tratamento “padrão ouro” para a neoplasia peniana. O objetivo deste estudo é identificar evidências na literatura que abordem estratégias para prevenção e/ou identificação precoce do câncer de pênis. Estudo descritivo com abordagem qualitativa baseada em revisão bibliográfica integrativa, realizada por acesso a acervos disponíveis online e por livros impressos. Todos os trabalhos selecionados abordavam a prevenção primária, diagnóstico precoce e o tratamento do câncer de pênis. Os estudos foram unânimes ao afirmarem que a associação da circuncisão e higiene do órgão pode reduzir drasticamente a incidência da doença. A penectomia foi considerada pelos autores como o tratamento eletivo para a lesão primária do carcinoma espinocelular. Contudo, a baixa incidência mundial e o número limitado de publicações fazem necessários mais estudos e pesquisas sobre o referido tema, principalmente no que tange a sua prevenção.
Palavras-chave: Câncer de pênis. Carcinoma espinocelular. Prevenção primária. Postectomia