Monografia do Programa de Residência Multiprofissional em Atenção Básica/Saúde da Família da Universidade do Extremo Sul Catarinense-UNESC.Objetivo: As alterações na saúde bucal das crianças também podem interferir na saúde geral, necessitando que no momento da hospitalização recebam cuidados e orientações específicas para as diferentes situações. Métodos: Estudo longitudinal, de abordagem quantitativa e observacional, realizado em um hospital infantil de alta complexidade, em um município do sul catarinense, com uma amostra de 80 crianças. Foram incluídos pacientes internados em condições de saúde que viabilizassem a realização do estudo e acompanhados de seus cuidadores e/ou responsáveis e excluídos aqueles com doenças infectocontagiosas que inviabilizassem o contato. Resultados: Na primeira etapa foram entrevistados 80 internados. A média de idade das crianças foi de 27,1 meses (±29,7), de anos de estudo dos responsáveis, de 8,8 (±2,8), e da renda familiar, de R$ 1947,00 (±1115,20). 56,8% das mulheres que possuem maior escolaridade trabalham fora e as que possuem menor escolaridade ficam com os afazeres domésticos e cuidando dos filhos, 70% dos entrevistados não realizavam a higiene bucal nos internados. 35% das internações foram devido à doenças respiratórias. Os pacientes internados não receberam nenhum tipo de orientação de saúde bucal durante a internação. Na segunda etapa, 11 foram entrevistados. Destes 11, somente 1 entrevistado referiu ter realizado alguma atividade orientada. Conclusão: é importante a inserção do cirurgião-dentista no ambiente hospitalar para oferecer educação em saúde e contribuir para favorecer as condições gerais, bucais e de bem-estar do paciente infantil internado