Avaliação do estresse oxidativo em cérebro de ratos em modelo animal quimicamente induzido de tirosinemia

Abstract

Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado para obtenção do grau de Bacharel no curso de Farmácia da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC.A deficiência da enzima tirosina aminotransferase caracteriza o erro inato do metabolismo tirosinemia tipo II, levando a um aumento dos níveis de tirosina e seus subprodutos. A tirosinemia tipo II apresenta lesões oculares, cutâneas e alterações neurológicas. Sabendo-se que estudos anteriores indicam o envolvimento de estresse oxidativo nesta patologia, o presente estudo possui a finalidade de avaliar os parâmetros de dano oxidativo em proteínas, lipídios, defesas antioxidantes (superóxido dismutase (SOD) e catalase (CAT)), em cerebelo, hipocampo e estriado de ratos após administração aguda de L-tirosina. Ratos Wistar jovens com 30 dias de vida, receberam uma única administração intraperitoneal de L-tirosina (500 mg/kg) e foram mortos por decapitação uma hora após. Os animais do grupo controle receberam salina no mesmo volume. As estruturas cerebrais foram separadas e as dosagens realizadas. Nossos resultados mostram que a administração aguda de L-tirosina, demonstrou dano oxidativo em proteínas no cerebelo, hipocampo e estriado, enquanto o dano em lipídios foi observado somente em hipocampo. A atividade da SOD apresentou-se diminuída após administração aguda de L-tirosina em hipocampo, estriado e cerebelo. Já a atividade da CAT apresentou-se aumentada somente em cerebelo. Em conclusão, os nossos resultados sugerem a presença de estresse oxidativo em cérebro de ratos jovens após a administração aguda de L-tirosina

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