Perfil Epidemiológico de Mulheres Submetidas ao Estudo Urodinâmico com Diagnóstico de Incontinência Urinária de Esforço em um Centro de Referência do Município de Criciúma no Período de Janeiro a Setembro de 2015

Abstract

Artigo submetido ao Curso de Medicina da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Medicina.Este estudo teve como objetivo avaliar o perfil epidemiológico de mulheres incontinência urinária de esforço diagnosticadas por meio do estudo urodinâmico, em um centro de referência em Criciúma/SC. Foi realizado um estudo quantitativo, observacional, transversal com coleta de dados primários. Foram incluídas 105 pacientes, as quais responderam um questionário, que abrangiam dados antropométricos, sociodemográficos, história clínica, obstétrica e os sintomas mais comuns. Os dados foram analisados com o auxílio do software IBM StatisticalPackage for the Social Sciences (SPSS) versão 21.0. A média de idade das participantes foi de 56,7 ± 11,2 anos. A média de gestações foi de 3,51 ± 1,68 por mulher, de modo que 63 (60,0%) realizaram somente parto normal, 4 (3,8%) apenas parto cesariano, 36 (34.3%) realizaram ambos e 2 (1,9%) não gestaram. A maioria, 78 (74,3%) das pacientes, relatavam perda urinária aos esforços como queixa principal. Aquelas que se queixavam de perda urinária insensível obtiveram maior média (4,07±1,07) de gestações (p = 0,019). Vários estudos sugerem que a gestação, independente da via de parto tem forte associação com a ocorrência de sintomas urinários irritativos. Ademais, quanto maior o número de gestações, maior a gravidade da IUE. Este estudo conclui que a frequência de IUE é alta em multíparas, apresentando maior associação com parto vaginal quando comparada a cesariana. Portanto, ressalta-se que gestação parece ser tão relevante, quanto o próprio número de nascimentos por partos vaginais

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