10 research outputs found
DOI-CODI atualista: O tempo como tecnologia de controle social
Among the various tools available to the DOI-CODI system for social control, time was one of the most prominent. In this article, time is understood as an instrument of social control. Time not in the abstract, chronological sense, but as a social rhythm. In the case in question, the pace imposed by the DOI-CODI system was, above all, defined by the logic of updatism, with the permanent production of information, the automatic reproduction of an entire bureaucratic and military machinery that aimed to act quickly and intensely on its targets, having, therefore, operational ramifications in the strategies and tactics of combating the internal enemy. In this sense, we also seek to discover how the instruments used by the DOI-CODI in the fight against the so-called subversion, such as and especially systematic torture, obeyed this same temporal logic. At the end of the article, we consider that even with the end of the DOI-CODI, this logic survived the end of the Cold War.Entre as várias ferramentas de que o sistema DOI-CODI dispunha para o controle social, o tempo foi uma das mais destacadas. Nesse artigo, o tempo é entendido, assim, como um instrumento de controle social. Tempo não no sentido abstrato, cronológico, mas sim como ritmo social. No caso em questão, o ritmo imposto pelo sistema DOI-CODI era, sobretudo, definido pela lógica do atualismo, com a produção permanente de informações, a reprodução automática de toda uma maquinaria burocrática e militar que visava agir rápida e intensamente sobre seus alvos, tendo, por isso, desdobramentos operacionais nas estratégias e táticas de combate ao inimigo interno. Nesse sentido, buscamos também desvendar como os instrumentos usados pelo DOI-CODI no combate à chamada subversão, tais como e principalmente a tortura sistemática, obedeciam a essa mesma lógica temporal. No final do artigo, consideramos que mesmo com o fim dos DOI-CODI essa lógica sobreviveu ao fim da Guerra Fria
Neoliberalismo y transformaciones en el mundo del trabajo en la llamada "cuarta revolución industrial"
A partir de la crisis de 2007 se han extendido los estudios acerca de la llamada “cuarta revolución industrial” anclada en la fabricación digital y, en términos más específicos, en la fabricación aditiva, la robótica avanzada, la inteligencia artificial, la Internet de las Cosas, que cuentan con importantes desarrollos a nivel mundial e implicancias en nuestro país. El neoliberalismo, en tanto proyecto civilizatorio, constituye una dimensión fundamental en las transformaciones que propone el progresivo avance de las “tecnologías emergentes” en el capitalismo actual. En este sentido, nos interesa centrarnos en el progresivo desplazamiento del sujeto-trabajador hacia el sujeto-emprendedor en relación con las mutaciones socio técnicas. Nos proponemos plantear algunas reflexiones teóricas sobre el modo en que el neoliberalismo avanza sobre el “mundo del trabajo”, creando modos de ser, pensar y hacer anclados en la figura del “emprendedor” y el “emprendimiento”. Se trata de una forma específica de ejercicio del poder que nos invita a pensar en torno a la temporalidad del trabajo y el modo en que dicha transformación implicaría una mutación en las formas de gobierno de la fuerza de trabajo. Nos centraremos en documentos que construyen al trabajo como objeto de estudio actualmente y las condiciones históricas en las que emergen.Since the crisis of 2007, studies have spread about the so-called "fourth industrial revolution" based on digital manufacturing and, in more specific terms, additive manufacturing, advanced robotics, artificial intelligence, Internet of Things, which have had important developments worldwide and implications in our country. Neoliberalism, as a civilizatory project, constitutes a fundamental dimension in the transformations proposed by the progressive advance of the "emerging technologies" in current capitalism. In this sense, we are interested in focusing on the progressive displacement of the worker-subject towards the entrepreneur-subject in relation to sociotechnical mutations. We propose to raise some theoretical reflections on the way in which neoliberalism advances on the "world of labour", creating ways of being, thinking and doing based on the figure of "entrepreneur" and "entrepreneurship". It is a specific form of exercise of power that invites us to think about the temporality of labour and the way in which such transformation would imply a mutation in the forms of government of the work force. We will focus on documents that currently construct work as an object of study and the historical conditions in which they emerge.Fil: Presta, Susana Rita. Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas; Argentina. Universidad de Buenos Aires. Facultad de Ciencias Sociales. Instituto de Investigaciones "Gino Germani"; Argentin
Relaciones entre naturaleza-cultura-mercado en el neoliberalismo actual
Desde las últimas dos décadas, las transformaciones en los procesos socioeconómicos y las sucesivas crisis han marcado diversas tendencias político-ideológicas en las cuales aparecen conceptos como “huella ecológica”, “capital natural”, “desarrollo sustentable” (y la “economía social y solidaria” como uno de sus pilares) y “capital social”. Las políticas de desarrollo sustentable se constituyen en el marco de lo que podríamos denominar un “neoliberalismo híbrido”, es decir, una mixtura de heterogéneas racionalidades de gobierno que aglutinan en su seno incluso elementos en aparente tensión. Consideramos, entonces, que resulta necesario analizar las distintas racionalidades de gobierno confluyen en el neoliberalismo actual sobre la relación entre naturaleza-cultura-mercado. En el presente artículo nos proponemos analizar algunos documentos tanto de organismos nacionales (en este caso, de Argentina) como internacionales. Nos interesa realizar una aproximación crítica a los conceptos de “capital natural” y “desarrollo sustentable”, como así también, al lugar de la llamada “economía social y solidaria” en relación a los procesos socioeconómicos actuales.Since the last two decades, changes in socio-economic processes and the successive crises have marked various political and ideological tendencies in which appear concepts like “ecological footprint”, “natural capital”, “sustainable development” (and the “social economy and solidarity “as one of its pillars) and “social capital”. Sustainable development policies constitute the framework of what might be called a “hybrid neoliberalism”, in other words, a mixture of heterogeneous rationalities of government which combine elements within it even in apparent tension. We believe, then, that it is necessary to analyze the different rationalities of government jointed in the current neoliberalism on the relationship between nature-culture-market. In this article we analyze some documents of both national agencies (in this case, of Argentina) and international ones. We are interested in making a critical approach to the concepts of “natural capital” and “sustainable development”, as well as to the place of the “social and solidary economy” in relation to the current socioeconomic processes.Fil: Presta, Susana Rita. Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas; Argentina. Universidad de Buenos Aires. Facultad de Ciencias Sociales. Instituto de Investigaciones "Gino Germani"; Argentin
Knowledge and the Digital Reinvention of Citizenship – Social Emancipation and Creative Labor in the “City of Knowledge”
A iconomia é uma economia política dos ícones. É urgente a compreensão ampla do significado tecnológico, icônico e econômico da cidadania digital contemporânea, assim como seus impactos nas dimensões complementares da afetividade, da narrativa e do trabalho. A partir dessa compreensão iconômica torna-se possível desenhar a centralidade das políticas públicas que se determinam e avaliam cada vez mais sobre suportes e plataformas digitais com ampla expectativa da sociedade de participar desses processos. A visão da iconomia e das políticas de desenvolvimento humano com oportunidades em larga escala associadas à economia criativa e audiovisual, digital e global resultou de 14 anos de projetos de pesquisa, curadoria, consultoria, extensão cultural e formação continuada realizados pelo grupo de pesquisa Cidade do Conhecimento. Esse ensaio consolida três dimensões desse processo cujo mote mais amplo é a reinvenção digital da cidadania por meios criativos: a conceitualização da iconomia e sua dimensão capitalista global; a revisão histórica sumária da trajetória experiencial da Cidade do Conhecimento, desde seu início no Instituto de Estudos Avançados da USP até sua convergência recente em plataforma de incubação de projetos, redes e curadorias culminando no amadurecimento mais recente, teórico e prático, da Cidade para uma forma emergente de ecossistema criativo cujas linhas mestras tanto conceituais quanto tecnológicas e políticas são apontadas na conclusão, onde reafirmamos os potenciais de integração transdisciplinar e emancipação social abertas pela pesquisa, pela extensão e pela incubação de projetos em rede voltada à economia criativa, audiovisual e digitalIconomics is the political economy of icons. It is now urgent to reach a broad understanding of the technological, iconic and economic effects of contemporary digital citizenship, as well as its impacts on complementary spheres such as affectivity, narrative and labor. The iconomic phenomenology leads to the centrality of public policies in order to design and evaluate over digital platforms which are subject to a collective bias toward participation. This vision of an iconomy associated to human development policies leading to large scale opportunities in creative audiovisual markets on a global, digital basis results from 14 years of experience leading research, curatorship, consulting, cultural reachout and social learning programs and projects at the City of Knowledge Project. This review covers three aspects of the overall agenda for the digital reinvention of citizenship leveraged by creative media: the theoretical, conceptual sphere as a moment of global capitalist development; a historical review of the experiential memory of the City of Knowledge from its inception at the Institute of Advanced Studies of the University of São Paulo to the most recent convergence to the workings of an incubator which may foster a creative ecosystem. Our concluding remarks point to the technological, theoretical and political guidelines of this emerging ecosystem, while stressing the transdisciplinar integration and social emancipation potentials open to research, extensionism and project incubation focusing on the frontiers of the creative economy
LA ALTERIDAD COMO ESTADO DE CREACIÓN
Este texto foi originalmente publicado como um dos capítulos do livro Componer el plural: escena, cuerpo e política (2017) organizado pela editora Polígrafa (Barcelona). Dados catalográficos: ISBN: 978-84-343-1363-7; 340 páginas; idioma: castellano; Colección Danza y Pensamiento, nº 6. A TRADUÇÃO para o castelhano ficou a cargo de Marcela Canizo. A autora do presente artigo – La alteridade como estado de creación – Christine Greiner, gentilmente o cedeu para ser publicado no dossiê Arte e Comunicação da Revista Científica FAP
LA ALTERIDAD COMO ESTADO DE CREACIÓN
Este texto foi originalmente publicado como um dos capítulos do livro Componer el plural: escena, cuerpo epolítica (2017) organizado pela editora Polígrafa (Barcelona). Dados catalográficos: ISBN: 978-84-343-1363-7; 340 páginas; idioma: castellano; Colección Danza y Pensamiento, nº 6. A TRADUÇÃO para o castelhano ficou a cargo de Marcela Canizo. A autora do presente artigo – La alteridade como estado de creación –Christine Greiner, gentilmente o cedeu para ser publicado no dossiê Arte e Comunicação da Revista CientíficaFAP
A extração de lítio no deserto do sul da Califórnia e as disputas da nomeação
An economic plan announced by the United States government in 2021 to increase the production of electric vehicles has started to provide incentives for the extraction of lithium in the country, a mineral used in the manufacture of batteries. Following the announcement, the desert region of Imperial Valley County and the Salton Sea in Southern California, rich in lithium deposits, became the center of a sustainable development project focused on the extraction of the mineral. This article explores, through ethnographic research, the definitions of lithium and the region that are triggered in the disputes between the different agents involved in the project. By mobilizing names of the mineral, the subjects also fight for different definitions of the desert: as a space of restrictions and precariousness, which can be overcome with the extraction of lithium, or as an ancestral territory of production of life, which must be preserved.Un plan económico anunciado por el gobierno de Estados Unidos en 2021 para aumentar la producción de vehículos eléctricos comenzó a incentivar la extracción de litio en el país, mineral utilizado en la fabricación de baterías. Tras el anuncio, la región desértica del condado de Imperial Valley y el Mar de Salton en el sur de California, rica en depósitos de litio, se convirtió en el centro de un proyecto de desarrollo sostenible destinado a extraer el mineral. En este artículo, a través de una investigación etnográfica, se exploran las definiciones de litio y de región que se disparan en disputas entre los diferentes agentes involucrados en el proyecto. Al movilizar nominaciones del mineral, los sujetos también luchan por diferentes definiciones del desierto: como un espacio de restricciones y precariedad, que puede superar esta condición con la exploración del litio, o como un territorio ancestral de producción de vida, que debe ser conservado.Um plano econômico anunciado pelo governo dos Estados Unidos em 2021 para aumentar a produção de veículos elétricos deu início a incentivos para a extração de lítio no país, mineral utilizado na fabricação de baterias. Após o anúncio, a região desértica do condado do Imperial Valley e do Salton Sea, no sul da Califórnia, rica em depósitos de lítio, tornou-se o centro de um projeto de desenvolvimento sustentável voltado para a extração do mineral. Neste artigo, são explorados, por meio de uma pesquisa etnográfica, as definições do lítio e da região que são acionadas nas disputas entre os diferentes agentes envolvidos no projeto. Ao mobilizarem nomeações do mineral, os sujeitos também lutam por diferentes definições do deserto: como um espaço de restrições e precariedade, que pode superar essa condição com a exploração do lítio, ou como território ancestral de produção da vida, que deve ser preservado
Political ecologies of biopower: diversity, debates, and new frontiers of inquiry
This article reviews recent literature on the political ecologies of conservation and environmental change mitigation, highlighting the biopolitical stakes of many writings in this field. Although a large and apparently growing number of political ecologists engage the concept of biopower directly – in its Foucauldian, Agambenian, and various other formulations – recent writings across the humanities and social sciences by scholars utilizing an explicitly biopolitical lens provide us with an array of concepts and research questions that may further enrich writings within political ecology. Seeking to extend dialogue between scholars of biopolitics, of political ecology, and of both, then, this article surveys both new and shifting contours of the various ways in which contemporary political ecologies increasingly compel us to bring the very lives of various human and nonhuman populations, as Foucault once put it, "into the realm of explicit calculations." In doing so, 'new frontiers' of biopolitical inquiry are examined related to: i) species, varieties, or 'multiple modes' of governmentality and biopower; ii) critical (ecosystem) infrastructure, risk, and 'reflexive' biopolitics; iii) environmental history, colonialism, and the genealogies of biopower, and iv) the proliferation of related neologisms, such as ontopower and geontopower
Outro Género de Corpos. O materialismo tecnológico fisicalista de Beatriz Preciado
Dissertação apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Mestre em Filosofia ContemporâneaEsta dissertação centrar-se-á na forma como a questão da corporalidade se complexifica pela oferta de cada vez mais recursos técnicos que permitem pensar o género (nele incluído o sexo enquanto conjunto de significantes anatomo-fisiológicos) como algo construído e não uma natureza dada. Esta concepção não é nova mas as reflexões produzidas por estes novos corpos criticam a falta de enraízamento material e tecnológico das concepções filosóficas dominantes sobre género, nomeadamente a de Judith Butler. O Manifeste Contra-Sexuel de Beatriz Preciado tem a particularidade de levar em consideração estas novas vozes e de tentar construir uma filosofia da corporalidade que as escute e dissemine (daí tratar-se dum manifesto); para o fazer dialoga não só com uma série de práticas tecnocientíficas, como também grupais e artísticas, convocando para isso instrumentos conceptuais que provém de tradições filosóficas continentais e anglo-saxónicas.
Preciado pensa a corporalidade como produção tecnológica, ou seja, como produto de tecnologias de dominação primordialmente materiais, de fazeres técnicos. A esta visão da corporalidade chamaremos um materialismo tecnológico, no sentido em que recorre apenas à materialidade corporal e às suas interacções com a materialidade técnica, assentando portanto num fisicalismo (tudo o que existe são processos físicos e não mentais). Esta produção do corpo exerce uma violência político-social sistemática e é por nós considerada como causadora de trauma político. A resistência ao trauma seguirá uma estratégia de negociação e deslocação dos limites e posições contruídos por essas tecnologias. Neste sentido, Beatriz Preciado denuncia o dualismo de género e a (hetero)sexualização dos corpos como normatividade anatomo-política traumática.
No entanto, os materialismos fisicalistas em geral, não só os tecnológicos, não são suficientes para pensar a corporalidade, uma vez que apenas concebem sujeitos ontológica e socialmente atomizados, sendo igualmente necessários outros instrumentos conceptuais. Por um lado, são necessários instrumentos conceptuais para pensar a normatividade, as hegemonias, nomeadamente ao nível da análise de campos discursivos e culturais a que muitas vezes se chama simbólicos; por outro lado, são ainda necessários instrumentos conceptuais para pensar a experiência intrapsíquica/imaginária do corpo. Apenas na confluência crítica e na inter-relação destes três tipos de abordagem poderemos reunir os meios necessários para pensar de forma complexa a corporalidade.
Tentaremos demonstrar igualmente que, e já ao nível dum pensamento das resistências, os materialismos fisicalistas corporais também não são suficientes para construir um aspecto político fundamental, a comunidade, pois que pelo seu carácter ingenuamente individualizador descuram o carácter relacional de toda a produção social, incluindo a corporal. Dessa forma não conseguem repensar os espaços, as linguagens e as políticas da relacionalidade, nomeadamente, e pela sua força actual, as práticas performativas comunitárias e as linguagens e políticas visuais. É também neste sentido que as resistências produzidas por estes materialismos podem, vivendo nós num capitalismo de voraz produção e consumo de imagens, ser frágeis, pois que enquanto imagens corporais pouco pensadas na sua forma de produção, difusão e partilha são rapidamente comodificadas (transformadas num bem ou serviço de consumo hegemónico acrítico)
Del panoptico a lo pancinético. El gran hermano feliz y el tecnofascismo en el algoriceno. Del biopoder al ontopoder, y por qué la IA no tiene futuro.
The current mutations of power require a new conceptual framework, summarized here in several shifts. On the one hand, we move from the panopticon model theorized by Foucault, associated with visual surveillance, to a panchoreographic model that organizes the movements of bodies in every mode and scale. On the other, we move from a biopower that optimizes the performance of bodies inthe industrial extractivist system to an ontopower that capitalizes on the future and an affect-capital and hypercapital that capitalizes every behavior, where we are the product—a new form of allencompassing extractivism. All of this is associated with a docilization of populations where “Big Brother” allies with “Brave New World,” creating a dystopia that dwarfs all known science fiction, where we are at the mercy of unknowable algorithms that shape our very perception and the domain of the thinkable, at the service of toxic disinformation. However, all of this occurs as the final phase of an era of exploitation that has no future, since these same extractive technologies are causing breakdown and ecosocial collapse. The age of algorithms, or the Algoricene, is also the age of extinctions, as it goes against the symbiotic and diversifying logic of life. We therefore urgently need to reinvent ourselves beyond these techniques of extinction with a return to the moving body, for the dismantling of exploitative societies, toward a rewilding of the Earth. The future is not AI but BI (Body Intelligence).Las mutaciones actuales del poder requieren ser abordadas desde un nuevo marco conceptual, que aquí se resume en varios giros. Por un lado pasamos del modelo panóptico teorizado por Foucault, asociado a la vigilancia visual, a un pancoreográfico que organiza los movimientos de los cuerpos en todo modo y escala. Por otro pasamos de un biopoder que optimiza el rendimiento de los cuerpos en el sistema extractivista industrial a un ontopoder que capitaliza el futuro y un afectocapital e hipercapital que capitaliza cada comportamiento y donde nosotres somos el producto, una nueva forma de extractivismo integral. Todo ello asociado a una docilización depoblaciones donde el “Gran Hermano” se alía con el “Mundo Feliz” creando una distopía hecha real que deja pálida toda ciencia ficción conocida, donde estamos a merced de algoritmos incognoscibles que dan forma a nuestra percepción misma y al dominio de lo pensable,al servicio de la desinformación tóxica. Sin embargo todo ello ocurre como fase final de una era de la explotación que no tiene futuro alguno, pues esas mismas tecnologías extractivistas son las que causan el colapso climático y ecosocial, donde la era de algoritmos o Algoricenoes también la era de extinciones, pues va contra la lógica simbiótica y diversificadora de la vida. Urge pues reinventarnos más allá de estas técnicas de la extinción con un retorno al cuerpo en movimiento, para un desmantelamiento de las sociedades de la explotación, hacia una resilvestración terrestre. El futuro no es la IA sino la IC (Inteligencia Corporal)
