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Discriminação baseada no peso: representações sociais de internautas sobre a gordofobia
The concept of fat phobia has been usually used to define ways of discrimination towards overweight bodies. The present work aimed to know the social representations of fat phobia elaborated by internet users. A documental research was conducted based on internet comments on an article about fat phobia published by the Superinteressante magazine. Selected opinions comprised a textual corpus which was submitted to a lexical analysis through IRAMUTEQ, revealing five thematic classes: (i) "Health as discourse to justify discrimination", (ii) "Fat versus Slim: instituting differences", (iii) "Weight loss: reinforcement versus deconstruction of the standard", (iv) "Fat phobia: invention or reality?" and (v) "Fat phobia and the (in)appropriateness of affirmative actions". Anchored on the technical and scientific argument which affirms that obesity is an epidemic disease, the representations of internet users legitimized discrimination and prejudice processes against overweight people. Moreover, ironic propositions against quota policy for overweight people showed a dissatisfaction about the existence of affirmative actions that promote equality among social groups, ratifying the idea that the privileges cannot be granted to “inferior groups” or depreciated groups, and these groups, in order to be respected by society, should try to fit their bodies into the refined standard. In this context, aiming to make fat phobia an irrelevant topic, disqualifying the magazine’s approach on this topic, representational strategies directed to deny its existence by comparing suffering between groups or setting differences (fats x thins) was observed. Considering the lack of researches about discrimination against overweight in Brazil, other studies on this topic are suggested
Lombalgia e obesidade
Trabalho de projecto de mestrado em Medicina (Medicina Fisica e Reabilitação), apresentado á Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra sob a orientação de João Páscoa PinheiroIntrodução: A obesidade e a lombalgia são entidades que têm vindo a adquirir nas sociedades actuais uma importância crescente, pois são cada vez mais prevalentes e influenciam a qualidade de vida do ser humano, tendo ainda implicações sociais, laborais e económicas na sociedade. A obesidade/excesso de peso é um dos factores que se suspeitam fortemente que possam estar relacionados com a lombalgia. Contudo, tal ainda não é certo à luz da evidência científica, nomeadamente no que diz respeito à sua causalidade.
Objectivos: Neste trabalho, pretende-se fazer uma revisão da literatura existente sobre esta matéria, de modo a clarificar e compreender melhor essa associação, dada a importância crescente que a dor lombar e o excesso de peso têm vindo a adquirir nas sociedades de hoje.
Métodos: Fez-se uma revisão da literatura existente entre 2000 e Março de 2011, para além de outros artigos anteriores a este período, referenciados e considerados relevantes.
Desenvolvimento: Há uma tendência para uma associação positiva entre obesidade (através do Índice de Massa Corporal) e dor lombar, quer em estudos longitudinais, quer em estudos transversais. Contudo, essa associação não é consensual, nem se verificaram provas acerca da existência de uma relação de causalidade nessa associação. Ultimamente esta associação tem sido estudada através de outros parâmetros relacionados com a obesidade (antropométricos – relacionados com a obesidade central – e sistémicos), de acordo com os hipotéticos mecanismos explicativos dessa relação (mecânicos, metabólicos, inflamatórios, ateroscleróticos, ou simplesmente associado a
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alterações do estilo de vida). Tem-se verificado um agravamento do estado funcional do doente com lombalgia quando estes são obesos. Verifica-se uma redução da dor lombar aquando de cirurgia bariátrica ou programa não cirúrgico de perda de peso; embora existam outros factores que possam contribuir para essa redução, a perda de peso foi considerado um factor importante.
Conclusões: Apesar da pobre evidência científica, é sensato considerar a obesidade como factor de risco para o desenvolvimento de dor lombar, em conjunto com outros factores concomitantes. Não se pode, contudo, dizer que a obesidade é causa desta condição. No futuro seria importante definir de forma mais uniforme os conceitos de lombalgia e obesidade, realizar estudos longitudinais de maiores dimensões e mais duradouros, e direccionar o estudo desta associação para condições patológicas concretas e não apenas considerando a lombalgia enquanto sintoma.Background: Obesity and back pain are entities that have been increasingly important in today's societies, because they are increasing their prevalence, affect quality of life, and have social, economic and labor implications in society. Obesity / overweight are factors with strong suspicions that might be related with low back pain. However, this is still unclear and without enough scientific evidence, particularly as regards its causation. Objectives: This work intends to make a review of existing literature on this subject in order to clarify and understand better this association, because of the increasing importance of back pain and excessive weight in today's societies. Methods: A literature review between 2000 and March 2011 was made, in addition to other articles prior to this period, referenced and considered relevant. Development: There is a tendency for a positive association between obesity (based on body mass index) and back pain, both in cohort studies or in transversal studies. However, this association is not a consensus, nor there is evidence concerning the existence of a causal relationship in this association. Recently this association has been studied through other parameters related to obesity (anthropometric - related to central obesity - and systemic), according to the putative mechanisms that underlie this relationship (mechanical, metabolic, inflammatory, atherosclerotic, or simply due to changes of lifestyle). There has been a worsening of functional status of patients with low back pain when they are obese. There is a reduction of low back pain after bariatric surgery or non-surgical weight loss program; although there are other factors that may contribute to this reduction, weight loss was considered an important factor. Conclusions: Despite poor scientific evidence, it is wise to consider obesity as a risk
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factor for developing back pain, together with other concomitant factors. However, it cannot say that obesity is the cause of this condition. In the future it would be important to define more uniformly the concepts of back pain and obesity, realize larger and longer longitudinal studies, and direct the analysis of this association to specific pathological conditions and not only considering the back pain as a sympto
Determinantes da incidência da obesidade na coorte EPIPorto
Objectivo: Identificar o contributo das características demográficas, sociais e comportamentais na incidência de obesidade numa população urbana de Portugal.
Métodos: Fazendo parte do estudo de coorte EPIPorto, avaliaram-se prospectivamente 1515 adultos (18-92 anos), residentes no Porto, seleccionados pela técnica de aleatorização de dígitos telefónicos. Os períodos de avaliação decorreram entre 1999-2003 e 2005-2007. Mediu-se o peso e altura em todos os participantes e foram classificados como obesos os indivíduos com IMC≥30 kg/m2. A informação foi recolhida através de um questionário estruturado, compreendendo questões acerca das características demográficas, sociais e comportamentais. Estimou-se a associação entre os determinantes e a incidência de obesidade, usando a regressão de Poisson.
Resultados: A taxa de incidência de obesidade entre os adultos do Porto foi de 1,9 (1,5-2,5) nas mulheres e de 1,1 (0,7-1,6) nos homens, por 100 pessoas ano. Em análise univariada, a incidência de obesidade associou-se inversamente com o sexo masculino, com o nível de escolaridade, com os fumadores regulares, com a ingestão energética, com o consumo moderado de álcool, e com o nível moderado de actividade física de lazer. Pelo contrário, foram encontradas associações positivas entre a idade, a ingestão de hidratos de carbono e a incidência de obesidade.
Em análise multivariada, os indivíduos mais velhos (≥65 anos) apresentaram 2,6 vezes mais risco de se tornarem obesos quando comparados com os mais novos (18-44 anos). Mantiveram-se após ajuste, associações inversas significativas entre o nível de escolaridade (>11 anos vs. <5 anos), RR=0,51 (0,27-0,95), a actividade física de lazer (vigorosa vs. leve), RR=0.55 (0,32-0,95) e a incidência de obesidade.
Conclusões: Nesta população, os principais determinantes de desenvolver obesidade foram a idade, o nível de escolaridade e a actividade física de lazer
Prevalência de sobrepeso e de obesidade em crianças e adolescentes na Região Autónoma da Madeira, Portugal
O objectivo foi estimar a prevalência de sobrepeso e obesi dade em crianças e adolescentes da Região Autónoma da Madeira, Portugal. Um procedimento estratificado proporcional foi usado para obter uma amostra representativa de crianças e adolescentes madeirenses dos 7 aos 18 anos. No total, 2503 sujeitos, 1266 rapazes e 1237 raparigas, participaram no estudo. A prevalência de sobrepeso e obesidade foi definida a partir do índice de massa corporal e de acordo com os pontos de corte propostos pela ‘International Obesity TaskForce’. A prevalência de sobrepeso foi de 14.22% e 10.99% para os rapazes e raparigas dos 7-18 anos, respectivamente. Os valores correspondentes para a obesidade foram 2.61% e 1.86%. Na maioria dos grupos etários, os elementos do sexo mas culino apresentaram uma prevalência mais elevada de sobrepeso e obesidade do que o sexo feminino. Percentagens mais baixas ou ausência de sobrepeso e obesidade foram obser vadas aos 16-17 anos. A prevalência de sobrepeso e obesid ade para as crianças e adolescentes madeirenses foi similar ou inferior a pesquisas desenvolvidas em Portugal e em outros países europeus. A prevalência de sobrepeso e obesidade, embora baixa, requer prevenção adequada.info:eu-repo/semantics/publishedVersio
Influence of estimated training status on anti and pro-oxidant activity, nitrite concentration, and blood pressure in middle-aged and older women
The purpose of this study was to compare the association between anti and pro-oxidant activity, nitrite concentration, and blood pressure (BP) in middle-aged and older women with different levels of estimated training status (TS). The sample consisted of 155 females (50-84 years) who were submitted to a physical examination to evaluate estimated TS through the "Functional Fitness Battery Test," BP measurements, and plasma blood samples to evaluate pro-oxidant and antioxidant activity and nitrite concentrations. Participants were separated by age into a middle-aged group (< 65 years) and an older (≥65 years) group and then subdivided in each group according to TS. Blood biochemistry was similar between groups. On the other hand, protein oxidation was lower in participants with higher TS, independent of age. Older females with higher TS presented higher nitrite concentrations, lower lipoperoxidation, and lower values of BP compared with those with lower TS. Lower GPx activity was observed in participants with higher TS compared with middle-aged with lower TS. Thus, our results suggest that good levels of TS may be associated with lower oxidative stress and higher nitrite concentration and may contribute to maintain normal or reduced blood pressure values.Fil: Jacomini, André M.. Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho; BrasilFil: Dias, Danielle da Silva. Universidade Nove de Julho; BrasilFil: Brito, Janaina de Oliveira. Universidade Nove de Julho; BrasilFil: da Silva, Roberta F.. Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho; BrasilFil: Monteiro, Henrique L.. Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho; BrasilFil: Llesuy, Susana Francisca. Universidade Nove de Julho; Brasil. Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas. Oficina de Coordinación Administrativa Houssay. Instituto de Bioquímica y Medicina Molecular. Universidad de Buenos Aires. Facultad Medicina. Instituto de Bioquímica y Medicina Molecular; ArgentinaFil: De Angelis, Kátia. Universidade Nove de Julho; BrasilFil: Amaral, Sandra L.. Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho; BrasilFil: Zago, Anderson S.. Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho; Brasi
Prevalência de obesidade e competência motora de crianças e idosos que partilham a mesma instituição
A maioria das instituições que acolhem idosos apresentam um ambiente empobrecido, proporcionando um estilo de vida sedentário. Este não é um problema exclusivo dos idosos, na infância, as crianças apresentam um estilo de vida sedentário, uma elevada prevalência de obesidade, e uma baixa competência motora. Neste contexto, foi desenvolvido um projeto, denominado “Projeto Intergeracional Avós e Netos: Contributo da Atividade Física na Melhoria da Qualidade de Vida”. Nesta comunicação, os autores têm como objetivo apresentar a baseline relativa à prevalência de obesidade e à competência motora dos idosos e crianças que coabitam na mesma instituição.
Método: A amostra integrou 83 sujeitos, 42 idosos (80,71±5,95anos); e 41 crianças (43,15±15,21meses). Foi recolhido o peso, a estatura, % de massa gorda e o perímetro da cintura. Para avaliar a prevalência de obesidade das crianças foi calculado o IMC e determinado o excesso de peso e a obesidade de acordo com os valores de corte de Cole et. al. (2000). Para os idosos foram utilizados os valores de corte da OMS. O equilíbrio estático dos idosos foi avaliado através do teste de Bohannon. Às crianças foram aplicadas: Peabody Developmental Motor Scales-2.
Resultados: A maioria dos idosos evidenciou: uma elevada prevalência de sobrepeso (50,7%) e obesidade (45,9%), elevada % massa gorda (38,22%±6,85), perímetro da cintura (106,8±10,2cm) e alterações no equilíbrio (≤20 segundos). A prevalência de sobrepeso e obesidade das crianças foi de 21,9%; perímetro da cintura (55,84±4,39cm), % massa gorda (23,84±3,47) e somente 41,5% obtiveram uma proficiência motora ótima, na componente da locomoção.
Conclusões: As crianças e os idosos que partilham a mesma instituição apresentam problemas comuns com repercussões na saúde, pelo que deverão ser desenvolvidas estratégias que promovam hábitos de vida saudáveis desde a infância e se prolonguem pela vida, promovendo a interação criança-idoso
Obesidade infantil: dimensão do problema, perspetivas futuras e questões metodológicas
Citação: Leitão, R. B., Rodrigues, L. P., Neves, L., & Carvalho, G.S. (2015). Obesidade Infantil: Dimensão do problema, perspetivas futuras e questões metodológicas. In: L. Santos, C. Parente, J. Ribeiro & A. Pontes (Eds.), Promoção da Saúde: Da Investigação à Prática. Lisboa: Sociedade Portuguesa de Psicologia da Saúde (SPPS), Editora, Lda, Vol. 1, pp. 48-51. (ISBN: 978-989-98855-1-6)A obesidade infantil tornou-se atualmente na doença nutricional mais prevalente em países desenvolvidos, sendo considerada pela Organização Mundial de Saúde um dos maiores problemas de Saúde Pública no Mundo. Apesar das variações que se verificam entre países e regiões a maioria dos estudos, independentemente dos métodos e critérios utilizados, têm mostrado que a prevalência do excesso de peso e obesidade em idade pediátrica aumentou de uma forma notável. Apresenta-se, de forma sucinta, os fatores implicados na obesidade bem como diversos métodos e técnicas utilizadas para a avaliação do excesso de peso e obesidade.CIEC - Centro de Investigação em Estudos da Criança, IE, UM (UI 317 da FCT
A influência do fator ambiental no sobrepeso e obesidade na infância e na adolescência: estudo comparativo
A obesidade infantil e o excesso de peso na infância e na adolescência constituem um problema de saúde pública preocupante, em virtude do crescimento célere da sua prevalência e por se apresentar como uma marcante questão com repercussões biopsicossociais. Por observação direta, comprovamos que a incidência do excesso de peso e obesidade nas crianças que frequentam valências de cresce, pré-escolar e primeiro ciclo do ensino básico têm aumentado nas últimas duas décadas. O presente trabalho, apresenta-se como uma análise comparativa de artigos de investigação. Em ambos, foram constituídos variáveis independentes, no estudo da prevalência do excesso de peso e obesidade infantil. Os artigos reportam à realidade de duas localidades portuguesas: (1) Bragança, cidade da região nordeste e (2) Arruda dos Vinhos, vila da região centro litoral. Para além das diferenças geográficas, pareceram-nos pertinentes por produzirem dados referentes a população estudantil de escolas públicas e privadas. Ambos os artigos objetivavam conhecer a prevalência da obesidade em populações escolarizáveis. Pretendiam, ainda, saber da relação entre os fatores ambientais, nomeadamente os alimentares e os comportamentais e a prevalência da patologia. Os resultados encontrados apontam no sentido da convergência de dados encontrados em estudos anteriormente realizados. As alterações socias verificadas nas últimas décadas marcam de forma nefasta a saúde das populações, pelo enraizamento de novos estilos de vida, apontando os resultados para uma influência do fator ambiental sobre a obesidade
Disfunção endotelial na Obesidade: o papel da adiponectina
Um estilo de vida sedentário e uma dieta rica em hidratos de carbono e gorduras são as principais causas para o aumento do número de casos de obesidade, tornando a síndrome metabólica num problema de saúde mundial. A síndrome metabólica carateriza-se por uma combinação de alterações que incluem a obesidade abdominal, a dislipidemia, a hipertensão arterial e a insulino-resistência (IR) as quais em conjunto, aumentam significativamente o risco de diabetes tipo 2 e doença cardiovascular.
A obesidade e a IR estão associadas a disfunção endotelial, que desempenha um papel fundamental na patologia cardiovascular. Os mecanismos que associam a obesidade, a IR e a disfunção endotelial são numerosos e complexos. A obesidade geralmente envolve a gordura visceral, o que conduz a um desequilíbrio de produtos metabólicos, hormonais e adipocitocinas como os ácidos gordos livres em circulação, o tumor necrosis factor alpha (TNF-α) e a adiponectina.
A adiponectina é uma adipocitocina maioritariamente produzida pelo tecido adiposo que circula em níveis relativamente elevados na corrente sanguínea. Exibe potentes efeitos anti-inflamatórios e ateroprotetores no tecido vascular, além da sua ação sensibilizadora para a insulina nos tecidos periféricos. Os níveis séricos de adiponectina diminuem em estados de obesidade e demonstrou-se uma associação entre os níveis de adiponectina circulante e a função endotelial. No entanto, os mecanismos subjacentes ao efeito benéfico da adiponectina na função endotelial não estão completamente esclarecidos.
O objetivo deste estudo é investigar os efeitos da adiponectina na disfunção endotelial associada à síndrome metabólica, e caraterizar alguns dos principais mecanismos de ação associados. Assim, os potenciais benefícios terapêuticos desta adipocitocina no endotélio vascular serão avaliados após administração de adiponectina a modelos animais obesos.
A síndrome metabólica será analisada em modelos animais obesos, nos quais a obesidade é induzida com uma dieta rica em gordura (DIO). Serão avaliados os benefícios terapêuticos da adiponectina em diferentes marcadores de stress oxidativo sistémicos e na parede das artérias e os níveis de expressão de diferentes proteínas associadas ao processo aterosclerótico. Avaliaremos o impacto da administração de adiponectina nos níveis de diferentes biomarcadores metabólicos, hormonais e inflamatórios.
É esperado que na presença deste composto seja normalizada a disfunção endotelial e substancialmente reduzida a IR e o stress oxidativo
Plantando, colhendo, vendendo, mas não comendo: práticas alimentares e de trabalho associadas à obesidade em agricultores familiares do Bonfim, Petrópolis, RJ.
Objetivo: verificar a prevalência de obesidade entre adultos das 86 famílias agricultoras de um bairro de Petrópolis, RJ, e analisar seus determinantes socioculturais. Métodos: estudo quantitativo e qualitativo sobre nutrição, práticas alimentares e de trabalho realizado em 2008. Dados antropométricos foram coletados por inquérito nutricional domiciliar e o material qualitativo por observação participante e entrevistas. Resultados: a prevalência de obesidade foi baixa (9,3%) entre os homens, mas bastante elevada entre as mulheres (29,9%). A prática agrícola local implica em atividade física leve para mulheres e intensa para homens. Essa diferença não é acompanhada na dieta, semelhante para homens e mulheres, com predomínio de alimentos de alto valor calórico. A produção familiar objetiva essencialmente a venda. A agricultura mercantil e a decorrente especialização dos cultivos favorecem comprar alimentos no mercado em vez de produzir para autoconsumo. Conclusão: os aspectos socioculturais e ocupacionais estudados podem ter contribuído para elevar a prevalência de obesidade nas mulheres e podem ser úteis no estudo de outros grupos com características semelhantes. Esta pesquisa ratifica a importância de estudar a obesidade em nível local, integrando abordagens quantitativas e qualitativas para identificar possíveis limitações e portas de entrada para ações de intervenção localmente relevantes
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