20 research outputs found

    Border Governance: Reframing political transition in Myanmar

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    Borderlands and bordering processes are central to politics and the governance of people, goods, and territories, not only as markers of territorial-administrative control but also as practices that shape the dynamics of inclusion and exclusion, mobility/immobility, and relations of power and authority. This special issue focuses on Myanmar, where political governance is deeply entangled with ethnicity, territory, borders, and bordering processes. We attempt to untangle these relationships by adopting an approach that combines consideration of how borderlands are governed with recognition of the ways in which borders, borderlands, and border populations shape governance and administration. We define this approach as ‘border governance’, by which we mean governance in, of, and through borderlands. In this introduction, we explore the meaning and significance of border governance as it relates to Myanmar, its ethnic border states, and their relations to other nations bordering the country. In doing so, we engage with and develop scholarly debates in three primary areas: (i) Borders, territoriality, and bordering processes; (ii) Plural governance and everyday bordering; (iii) Peacebuilding and the borders of transition. The articles in this special issue were written prior to the military coup of February 2021. Nevertheless, the central arguments presented here remain relevant, as does our conclusion: to achieve lasting peace in Myanmar, the borderlands must be at the centre

    Mutual Transformations of State and Traditional Authority. The renewed role of chiefs in policing and justice enforcement in Mozambique

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    This article explores the renewed role of chiefs in policing and justice enforcement from the perspective of every-day practices and modes of organising the relationship between chiefs and local state institutions. Based on ethnographic material from Dombe in Sussundenga District, in Mozambique, it asks what the newly forged relationship implies for local state and traditional authority. The article shows that the Decree 15/2000 was appropriated by the local tiers of state police not as a benign recognition of already existing chiefly practices, but as a means to regulate chiefs and bolster state authority in the former war-zone of Dombe.Este artigo explora o renovado papel dos chefes na aplicação da justiça e da lei a partir da perspectiva das pråticas quotidianas e modos de organização das relaçÔes entre os chefes e as instituiçÔes estatais locais. Baseado em material etnogråfico recolhido em Dombe, distrito de Sussundenga, em Moçambique, questiona-se quais as implicaçÔes das novas relaçÔes quer para o Estado local quer para as autoridades tradicionais. O artigo demonstra que o Decreto 15/2000 foi apropriado pelos membros locais da polícia estatal não como um reconhecimento benigno das pråticas jå existentes dos chefes mas sim como um meio para controlar os chefes e proteger a autoridade do Estado na antiga zona de guerra em Dombe

    Autoridades tradicionais em África: um universo em mudança

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    O presente nĂșmero da revista Cadernos de Estudos Africanos consubstancia os resultados cientĂ­ficos debatidos na conferĂȘncia internacional Autoridades Tradicionais em África: um universo em mudança, realizada no Ăąmbito de uma parceria entre o CEA do ISCTE, a ARDA-LISA de Barcelona, e o Chr. Michelsen Institute de Bergen, e que se desenrolou no ISCTE, entre os dias 1 e 2 de Março de 2007. A conferĂȘncia reuniu pela primeira vez em Portugal um vasto leque de especialistas, nacionais e internacionais, sob o tema das relaçÔes entre o Estado africano e as autoridades tradicionais, tema esse concebido em torno dos actuais e mĂșltiplos processos de mudança social que ocorrem neste continente. Nesse sentido, pode afirmar-se que o debate em torno da problemĂĄtica das autoridades tradicionais africanas Ă© mais actual do que nunca e tem-se vindo a consolidar na agenda dos estudos sobre o polĂ­tico em África. Por conseguinte, pode dizer-se que nos Ășltimos quinze anos, e sobretudo a partir das transiçÔes para o liberalismo multipartidĂĄrio, um nĂșmero crescente destas autoridades de poder local tem vindo a preencher progressivamente um espaço na paisagem polĂ­tica e social africana, sobretudo em contexto rural. Contrariamente ao que muitos autores tĂȘm afirmado, estes actores polĂ­ticos locais nĂŁo desapareceram do campo polĂ­tico apĂłs as independĂȘncias, e sempre estiveram presentes nos seus contextos locais

    Preface

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