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SÍNDROME DE BURNOUT EM PROFISSIONAIS DA REDE DE ATENÇÃO BÁSICA EM SAÚDE
Introdução: As transformações que decorrem do contexto da sociedade refletem em mudanças no processo de trabalho e nos sujeitos envolvidos com ele. Desse modo, os profissionais necessitam desenvolver e aperfeiçoar suas habilidades, o que repercute tanto no domínio funcional, quanto no psicológico desses trabalhadores. Assim, surge a Síndrome de Burnout (SB) que é decorrente da tensão emocional crônica vivenciada pelo trabalhador, caracterizada por exaustão emocional, despersonalização e baixa realização pessoal, podendo acometer profissionais cuja atividade requeira contato direto com o público. Objetivos: Avaliar a prevalência da SB e fatores associados em profissionais de nível superior vinculados à Rede de Atenção Primária à Saúde. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura feita através da Scielo, PubMed e BVS de artigos publicados entre 2001 e 2020. Os critérios de elegibilidade foram: artigos na íntegra, em português ou inglês, encontrados com os descritores “Burnout”, “atenção primária” e “profissional de saúde”, estudos experimentais, transversais e longitudinais. Os critérios de exclusão foram artigos de revisão e artigos duplicados. Assim, foram encontrados 548 artigos, dos quais 16 compuseram a amostra final. Resultados e discussão: A partir das pesquisas, foi observada uma alta prevalência da Síndrome de Burnout em profissionais da atenção primária de saúde, resultante das cargas horárias excessivas, conflitos interpessoais, contato diário com doenças, condições precárias de trabalhado e cobranças excessivas. Nesse aspecto, os estudos realizados evidenciaram a relevância da prevenção quinquenária proposta pela comunidade médica em 2014 e que sugere prevenir o dano no paciente por meio da melhora da qualidade de vida do profissional de saúde. Conclusão: A SB está presente no ambiente de trabalho dos profissionais da rede de atenção em saúde, uma vez que esse ambiente sofre uma influência relevante de fatores psicossociais. Dessa forma, é importante que esses profissionais conheçam os fatores precursores da SB visando sua prevenção, melhora da qualidade de vida e das condições de trabalho. Assim, ações capazes de propor mudanças na rotina de trabalho demonstram-se importantes para evitar e/ou melhorar o quadro de SB
ANAIS I SECREMS - 2022
As residências multiprofissionais e em área profissional da saúde foram criadas em 2005, a partir da promulgação da Lei n° 11.129. Em termos técnicos, trata-se de um programa de cooperação intersetorial para favorecer a inserção qualificada dos jovens profissionais da saúde no mercado de trabalho, particularmente em áreas prioritárias do Sistema Único de Saúde.
Os princípios e diretrizes do SUS, inclusive, orientam as Residências, a partir de necessidades e realidades locais e regionais. Podemos dizer que a Residência Multiprofissional em Saúde é uma Pós-Graduação Lato Sensu como todo curso de especialização, só que voltada para a educação em serviço e destinada às categorias que integram a área de saúde.
Com duração mínima de dois anos, os programas têm ênfase na prática (por isso utiliza-se o termo educação em serviço). A carga horária prática é um diferencial e capacita o profissional de saúde para o exercício da sua função.
Nessa semana, iremos abordar vários temas sobre residências, editais, como se informar e pesquisar e como traçar um planejamento de estudo, recebendo vários palestrantes durante o dia 07 a 11 de Novembro de 2022.</jats:p
