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    Videolaparoscopic cholecystectomy. Analysis of the clinical and functional aspects of mechanical lifting of the abdominal wall Colecistectomia videolaparoscópica. Análise de aspectos clínicos e funcionais da suspensão mecânica da parede abdominal

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    Background - Mechanical lifting of the abdominal wall, a method based on traction and consequent elevation of the abdominal wall, is an alternative procedure to create enough intra-abdominal space necessary for videolaparoscopic surgery, dispensing the need for intraperitoneal gas insufflation. Objective - This study aims to evaluate the technical feasibilility of this procedure to carry out a videolaparoscopic cholecystectomy, while analyzing the clinical and functional aspects of this technique. Patients and Methods - In the Digestive Tract Surgery Discipline of the Medical School at the University of São Paulo, São Paulo, SP, Brazil, was created the equipment to perform videolaparoscopic surgery using this method. The equipment has two sections: an external part which consisted of a frame attached to the operating table, inside which there is a sliding steel cable, moved by a ratched which is located at the lower end of one of the frame rods; the internal rod, the support, has an "L" shape, and its horizontal branch is made up of three turning rods and which is connected to the steel cable after insertion into the abdominal cavity. Ten patients underwent videolaparoscopic cholecystectomy using this equipment. The time taken to install the equipment, the operating area characteristics, the interference from the lifting equipment on surgical movements and on the intra-operative cholangiography, the measurements made of the force used during traction and extension of the abdominal wall elevation, and the medication required for post-operative analgesia were all evaluated. Results - There were no intra-operative complications, and in none of the cases was it found necessary to convert to open surgery. We considered the insertion a safe and uncomplicated procedure, and the traction system efficient. Apart from the elevation of the abdominal wall, the distribution of the viscera inside the abdominal cavity is fundamental for the operating area. Depending on the position of the epigastric trocar, the lifting equipment can interfere with the surgical instruments mobility. It may be necessary to reposition the support to perform the intra-operative cholangiography. The tensional force applied to the peritoneal surface by the lifting rods is small, and no additional post-operative pain was observed using this procedure. Conclusion - These results show that using the equipment described in this study, mechanical lifting of the abdominal wall is a feasible alternative for undertaking videolaparoscopic cholecystectomy.<br>Racional - A suspensão mecânica da parede abdominal, método baseado no mecanismo de tração e conseqüente elevação da parede abdominal, é procedimento alternativo para a criação de adequado espaço intra-abdominal necessário à cirurgia videolaparoscópica, prescindindo-se da insuflação gasosa intra-peritonial. Objetivo - Avaliar a viabilidade técnica desse procedimento para realização da colecistectomia videolaparoscópica, com a análise de aspectos clínicos e funcionais da suspensão mecânica da parede abdominal. Pacientes e Métodos - Na Disciplina de Cirurgia do Aparelho Digestivo da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo foi criado equipamento para realização de cirurgia videolaparoscópica por esse método, constituído de duas partes: a externa consiste em um pórtico acoplado à mesa operatória, no interior do qual desliza um cabo de aço que é tracionado por um sistema de catraca presente na extremidade inferior de uma das hastes do pórtico; a interna, o dispositivo suspensor, tem o formato em "L", cujo ramo horizontal é constituído de três hastes giratórias, o qual é conectado ao cabo de aço após introdução na cavidade abdominal. Com esse equipamento 10 pacientes foram submetidos a colecistectomia videolaparoscópica; em um deles foi associada hiatoplastia e fundoplicatura. Foram avaliados o tempo de instalação do equipamento, as características do campo operatório, a interferência provocada pela presença do equipamento de suspensão nos movimentos operatórios e nas imagens da colangiografia intra-operatória; foram medidas a força aplicada na tração e a extensão da elevação da parede abdominal e, por fim, a necessidade de medicação para analgesia pós-operatória. Resultados - Não houve qualquer complicação intra-operatória, não sendo necessária conversão para cirurgia aberta em nenhum caso. Observou-se facilidade e segurança na introdução do suspensor, bem como eficácia do sistema de tração. No campo operatório, além da elevação da parede abdominal, desempenha papel fundamental o nível de distribuição das vísceras no interior da cavidade. Dependendo da posição do trocarte epigástrico, a presença do equipamento de suspensão pode interferir na movimentação dos instrumentos. Para realização da colangiografia intra-operatória pode ser necessário o reposicionamento do suspensor. É pequena a força tensional aplicada na superfície peritoneal pelas hastes do suspensor, não se observando qualquer indicativo de maior dor pós-operatória com esse procedimento. Conclusão - Em face desses resultados, a suspensão mecânica da parede abdominal, realizada com o equipamento descrito nesse trabalho, é alternativa viável para realização da colecistectomia videolaparoscópica
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