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Noções da alteridade, do “outro”
Na perspectiva de Dussel (1997 apud Guareschi, 2002), desenvolvida por
Pedrinho Guareschi (2002), a alteridade é analisada segundo uma dimensão
relacional pois, a existência do Um implica a do “Outro” dentro do contexto da
relação social entre seres humanos. Por outro lado, o “outro” é construído sob
duas formas: na primeira “outro” como “di-ferente”, na segunda como dis-tinto”
(Dussel, 1997a apud Guareschi, 2002). Em que o “outro” como “di-ferente”
provém do latim, sendo que, “dis (…) significa divisão ou negação; ferre
significando levar com violência, arrastar. Nesse sentido, o diferente é o arrastado
desde a identidade original e coloca-se como o oposto” (Dussel, 1997a apud
Guareschi, 2002:157). Por outro lado, “outro” visto como “dis-tinto”, de dis e
tinguere em latim, porém nessa concepção, ainda que ele seja um “outro”, não é
“arrastado para fora”, pelo contrário, possui a sua identidade e estabelece com o
“‘mesmo’ relações de diálogo, construtivas, de conversão” (Dussel, 1997a apud
Guareschi, 2002:157).Pode-se ver que, se na primeira dimensão do “outro”, este é visto como um ser
dissociado do Um, cuja acção não influencia em nada a do Um, sendo somente
um ser cuja identidade é um resultado da acção do Um; na segunda dimensão,
ele é visto como um “outro” que além de participar na construção da identidade
do Um, eles constrõem as suas identidades na interacção social que
estabelecem entre si, sendo ambos essenciais à própria dinâmica da interacção.
Ou como afirma Guareschi (2002: 161-162) “Damos conta de que o outro é
alguém essencial em nossa existência, no nosso próprio agir. Ele se torna
necessário, alguém imprescindível para a própria compreensão de mim mesmo”.
Joffe (2002:109), por outro lado, introduz o conceito de “outro” segundo a
abordagem feminista e cultural, na qual, o conceito é remetido “somente àqueles
que estão excluídos, e implicitamente subordinados ao grupo de pessoas que
supostamente se consideram possuidoras e donas das ideias dominantes”.
Nessa visão, o “outro” é tido como um ser que, simultaneamente, é um
depreciado, repudiado e um ser que por suscitar desejo, é desejado
O outro
Publicação PedagógicaTexto de introdução ao pensamento de Jacques Lacan, comunicado aos alunos da opção "Teorias do inconsciente ou Estudos lacanianos
Literatura de viagens e aprendizagem do outro
[Resumo] Face a umha literatura de viagens relacionada com a expansom colonial europeia com visos de apropriaçom de realidades alheias, o nacionalismo galego do primeiro terço do século XX foi quem de avivecer um discurso alternativo focado na viagem como aprendizagem apartir do conhecimento intercultural
O respeito pelo outro: migrantes e saúde
Comunicação proferida no âmbito do Congresso “O respeito pelo outro”, realizado no dia 28 de Novembro de 2018, no Hospital-Escola da Universidade Fernando PessoaEsta parte do debate sobre o respeito pelo outro, organizado pela Comissão de Ética
para a Saúde do Hospital-Escola da Fundação Fernando Pessoa, toca um assunto específico e
sensível. A saúde, como bem essencial e valor jurídico eminente, deve ser universalmente
garantida. Como atuar, contudo, perante casos em que a situação social e jurídica da pessoa é
específica, como a situação dos migrantes? Pode esta situação dificultar o acesso ou a
concretização dos cuidados de saúde? Como evitar eventuais condicionamento, num contexto
em que a sociedade e as práticas administrativas já são sobremaneira burocratizadas e lentas?
Há formas de acelerar os processos, e de fazer jus ao princípio da universalidade dos cuidados
de saúde?
Antes de mais, é preciso definir o conceito de migrante, e apontar com um rigor que
não será exaustividade os problemas que são colocados. Aquilo que preocupa, nesta
contribuição, é sobretudo os modos como os profissionais da saúde devem ser informados,
para ter a possibilidade de responder aos desafios, num plano ético e tomando em
consideração o quadro jurídico mais global.info:eu-repo/semantics/draf
POR UMA VIDA BONITA: O RECONHECIMENTO DO OUTRO COMO LEGÍTIMO OUTRO, A LIDERANÇA ÉTICA E SERVIDORA E O CUIDADO DE SI - REFLEXÕES ACERCA DA EDUCAÇÃO E DA GESTÃO DE PESSOAS MEDIADAS POR MATURANA E FOUCAULT
Este texto pretende tecer conversações entre Humberto Maturana (2009) e o conceito foucaultiano do “cuidado de si”, a fim de pensar uma Educação que tenha como prerrogativa a aceitação do “outro como legítimo outro”. Busca relacionar os conceitos de Maturana e de Foucault acerca de uma vida ética, que reconhece o outro como legítimo outro, e que cuida de si cuidando do outro também num processo de gerir pessoas através da liderança ética e servidora. Pensa-se em uma educação cujo anseio seja o de promover subjetividades que se constituam a partir das práticas éticas de convivência. Por uma sociedade mais harmônica e igualitária, uma educação que aposte na formação de sujeitos construtores de si mesmo e de uma vida mais bela no coletivo da escola, com um processo iniciado na gestão de pessoas das instituições, e no caso específico deste artigo, o projeto “Novos Rumos da DGP”, que entende o gestor como líder que inspira e influencia a outras pessoas por entender que liderar é servir, é cuidar de si e do outro numa relação que promove uma vida bonita, porquanto transformada
New record of Abelisauroid Theropods from the Bauru group (upper cretaceous), São Paulo State, Brazil
Isolated bones of abelisauroid theropods from the Bauru Group (Late Cretaceous, Brazil), are described. They correspond to three individuals represented by fused ischia and part of the ilium, a partial axis, and a right fi bula, respectively. The fossils come from different sites in the municipalities of Ibirá (axis and fi bula) and Monte Alto (ilium and ischia), São Paulo State, from Maastrichtian beds of the São José do Rio Preto and the Marília formations (Bauru Group), respectively. The specimens provide new information on abelisauroids which are still poorly known in the Brazilian fossil record, and on the distribution of this diverse group of theropod dinosaurs in South America. These discoveries indicate that abelisauroids were the most common large predatory dinosaurs in the outcrops where they come from.Ossos isolados de terópodes abelissauroides do Grupo Bauru (Cretáceo Superior), Brasil, são descritos. O material consiste de restos de três indivíduos, um representado pelos ísquios fusionados e parte do ílio, outro por um fragmento de áxis e outro por uma fíbula direita. Os fósseis, oriundos dos municípios de Ibirá (áxis e fíbula) e Monte Alto (ílio e ísquios fusionados), Estado São Paulo, foram descobertos em depósitos maastrichtianos das formações São José do Rio Preto e Marília (Grupo Bauru), respectivamente. Os espécimes fornecem novas informações sobre abelissauroides, ainda são pouco conhecidos no registro fóssil brasileiro, e sobre a distribuição deste grupo diverso de dinossauros terópodes na América do Sul. Estas descobertas indicam que os abelissauroides foram os grandes dinossauros predadores mais comuns nos afl oramentos de onde eles provêm.Fil: Méndez, Ariel Hernán. Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas. Centro Científico Tecnológico Conicet - Patagonia Norte. Instituto de Investigaciones en Biodiversidad y Medioambiente. Universidad Nacional del Comahue. Centro Regional Universidad Bariloche. Instituto de Investigaciones en Biodiversidad y Medioambiente; ArgentinaFil: Novas, Fernando Emilio. Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas. Oficina de Coordinación Administrativa Parque Centenario. Museo Argentino de Ciencias Naturales "Bernardino Rivadavia"; ArgentinaFil: Iori, Fabiano V.. Universidade Federal do Rio de Janeiro; Brasi
Alterity, Otherness and Journalism: From Phenomenology to Narration of Modes of Existence
In a theoretical reflection, the aim of this paper is primarily to discuss alterity in journalism. We believe that journalism plays a fundamental role in the construction of knowledge on similarities and differences between human beings, stressing social diversity as one of its purposes. We associate the concept of otherness, understood as a singular mode of existence of the “other”, with the purpose of journalism and with actions of empathy, sympathy and compassion. Based on a phenomenological perspective, we discuss the importance of the meeting between the "self" and the "other", as well as the ability of journalists to perceive and narrate on the aspects that shape the identities of human beings. Moreover, we discuss otherness in journalistic narratives, approaching the relation between the lifeworld and the world of text..
A entrevista biográfica na (re)construção de cinco histórias de ser e se tornar idoso(a)
A velhice, à semelhança de outras fases da vida, não é adquirida mas sim
construída e reconstruída através daquele que a vive e do contexto onde se
vive, sendo por isso auto e hetero construída. Partindo desta premissa, esta
comunicação, pretende dar a conhecer a heterogeneidade do ser idoso. Uma
heterogeneidade formada a partir de subjectividades, de idiossincrasias, de
diferentes caminhos e escolhas exemplificadas em cinco idosos estudados.
O estudo que suporta esta apresentação foi realizado no âmbito do Mestrado
em Educação e Diversidade Cultural. O mesmo busca conhecer e
compreender o mundo subjectivo dos idosos através do entendimento dos
factos na perspectiva do outro – Metodologia Etnográfica. A etnografia é
uma forma de investigação que recolhe dados com a preocupação de
compreender o outro. Esse outro não tem necessariamente de ser um outro
submisso ou subalterno, esse outro pode ser o outro banal ou familiar que se
encontra ao nosso lado ou no meio de nós, e neste caso a “[…] etnografia
permite ao investigador ver-se naquilo que já pensava conhecer,
evidenciando o seu etnocentrismo” (Caria, 2003: 12). As entrevistas
biográficas foram as ferramentas usadas para captar o mundo interior dos
cinco idosos.
As entrevistas demonstram que a identidade do idoso é um processo que se
constrói e reconstrói ao longo do tempo, inserindo-se numa trajectória
biográfica. Esta trajectória é marcada pelos recursos existentes e por uma
busca de sentido para a vida. Assim, a trajectória de vida dos idosos é
influenciada pela procura de projectos e por uma alternância de escolhas e de
opções. Nesta alternância busca-se um equilíbrio entre o que se tem e o que
se é e o estabelecimento de estratégias que permitem inventar-se diferente. É
nesta proporção, entre ser o que se é e inventar-se diferente, que reside a
qualidade de vida dos idosos
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