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Mutualidade e conhecimento etnográfico
Um dos mais difíceis desafios colocados a um antropólogo é o de explicar a uma audiência de colegas de diversas áreas disciplinares como é que no processo de trabalho de campo vamos reorientando a nossa análise, hipóteses e interpretações. Contrariando a ideia de que esta reorientação resulta de uma espécie de transcendência da produção etnográfica, onde os imprevistos seriam simples experiências autorais, neste texto, onde lançamos o debate deste dossiê, salientamos a dimensão processualista e intersubjetiva do conhecimento onde os imprevistos se integram: o facto de a etnografia se produzir no seio de relações sociais. A mutualidade aparece aqui como um aparato conceptual que descreve o tipo de interlocução – de “revelação partilhada” – que sustenta o próprio conhecimento etnográfico.
It is commonly recognized that for anthropologists it is challenging to explain for an audience of scholars how the redirection of analysis occurs during fieldwork. Contrary to the idea that this reorientation results from a kind of transcendental principle where the unexpected is marginal, in this article, that launches this dossier, we contradict that idea of transcendence, calling attention to the processual and intersubjective nature of anthropological epistemologies – the fact that ethnography is constituted in relationships. Mutuality is here discussed as a conceptual tool that describes the specificity of those relationships – namely, the “shared revelation” – in the making of ethnographical knowledge
Filosofia Proudhoniana do Direito
Neste texto, a autora procura apresentar algumas reflexões sobre a importância do pensamento de Proudhon no contexto específico da filosofia do direito portuguesa, em especial, a que se produziu num momento histórico próximo ao tempo de vida deste autor, ou seja, no século XIX. Busca-se sobretudo um olhar para a sua obra que é feito à luz da filosofia do direito portuguesa, tentando identificar os aspectos que esta tenha porventura ido beber às leituras de Proudhon.
Todavia, acresce que não seria possível falar de forma coerente e substantiva sobre a influência da filosofia do direito de Proudhon em Portugal, no curto espaço de que dispomos, sem centrar a nossa análise no pen samento jurídico de um jusfilósofo em particular, Joaquim Maria Rodrigues de Brito, Professor da Faculdade de Leis da Universidade de Coimbra, no século XIX e autor de uma curta, mas interessante obra, cuja publicação criaria algumas "ondas de choque" no panorama da filosofia do direito portuguesa de então, dando origem, também no direito, a uma "questão coimbrã".info:eu-repo/semantics/publishedVersio
Dinámica familiar: percepción de familias de sobrevivientes de cancer de mama
O estudo teve como objetivo identificar as percepções de familiares sobre a dinâmica de suas famílias após o câncer de mama em um dos seus membros. Estudo de abordagem qualitativa que tomou como referencial teórico o modelo de funcionamento familiar saudável proposto por Barnhill (1979). Participaram 23 familiares constituintes de 10 famílias. Os dados foram coletados, no período de maio a junho de 2002, por meio de entrevistas, e submetidos à análise de conteúdo. Os resultados revelaram aspectos positivos na dinâmica das famílias. A percepção dos processos de identidade, através da individuação e mutualidade, favoreceram a compreensão da dinâmica familiar. Os achados mostraram que o câncer de mama tem a capacidade de provocar alterações na família, e esta se utilizou dos potenciais de cada membro em particular na busca da estabilidade familiar.The aim of this study was to identify the family members´ perceptions of their family dynamics, after breast cancer in one of its members. The study used a qualitative approach based on the theoretical model of healthy family function proposed by Barnhill (1979). There were 23 participants from 10 families. The data was collected by means of interviews and subsequent analysis of content that revealed positive aspects in the family dynamics in which the processes of identity, through individuality and mutuality favored the understanding of the family dynamics. The findings showed that breast cancer has the capacity to provoke changes in the family, which enables them to use the potential of each member in the search for stability.El estudio objetiva identificar las percepciones de familiares sobre la dinámica de sus familias, con cáncer de mama en uno de sus miembros. Estudio de abordaje cualitativo que tomó como referencial teórico el modelo de funcionamiento familiar saludable de Barnhill (1979). Participaron 23 familiares constituyentes de 10 familias. Los datos fueron obtenidos mediante entrevistas y sometidos a análisis de contenido. Los resultados revelaron aspectos positivos en la dinámica de las familias. La percepción de los procesos de identidad, a través de la individualización y mutualidad, favoreció la comprensión de la dinámica familiar. Según los resultados, el cáncer de mama tiene la capacidad de provocar alteraciones en la familia; por otro lado, éstas se utilizaron de los potenciales de cada miembro, en particular, en la búsqueda de la estabilidad familiar
Esboço sobre a vida e obra de Joaquim Maria Rodrigues de Brito
Da vida do professor de filosofia do direito não foi em grande abundância o que conseguimos apurar, esta “ofuscação” poder-se-ia dever ao facto de concentrar nos estudos todo o seu entusiasmo, segundo nos é testemunhado por Manuel Emídio Garcia2, e, por esse motivo, se ter afastado, conscientemente, de todo o contacto da vida pública, o que, diga-se de passagem, não facilita a pesquisa de dados sobre a sua existência.
É dado seguro que nasceu na freguesia de S. Cristóvão, que corresponde hodiernamente à freguesia de Almedina, em Coimbra aos 27 dias do mês de Junho de 1822, pensamos que na Rua das Fangas, pois nos anos de estudante o seu domicílio foi sempre nessa rua, nos números 10 (1837), 11 (1838) e 35 (1840 a 1843) e enquanto lente era aí, também, o seu aposento, neste caso nos números 28 (1855), 23 (1861) e 18 (1865). Em 1873 foi dessa artéria, ainda, que partiu o préstito fúnebre.
Era filho do lente de leis Joaquim José Rodrigues de Brito e de Josefa Benedita Freire Ventura de Brito e sobrinho do Desembargador João Rodrigues de Brito, este último deputado nas Cortes vintistas
Refletindo a formação continuada do professor que ensina matemática nos anos iniciais do ensino fundamental através de atitudes colaborativas
O estudo e a discussão a respeito da formação dos professores e de forma especial da formação dos professores que ensinam matemáticanos anos iniciais do Ensino Fundamental vem ganhando grande destaque no cenário nacional e internacional e isto ocorre por diversos motivos, dentre eles, porque avaliações externas mostram que os alunos apresentam baixo índice de aproveitamento em Matemática. Diante disso, é necessário pensarmos alternativas, e uma possibilidade é investir na formação docente. Neste trabalho apresentamos uma pesquisa de doutorado que busca compreender de que forma os processos formativos vinculados à participação de professores que ensinam matemática nos anos iniciais do ensino fundamental num grupo de estudo/pesquisa, caracterizado por um ambiente de mutualidade, de troca, de partilha e de trabalho colaborativo refletem no processo de ensino da Matemática, bem como a percepção dos professores neste processo e para isto buscamos o auxílio da literatura existente nesta fase de dados iniciais do trabalho
Fenómeno relacional na emergência da aprendizagem e desenvolvimento em crianças com NEE
Este artículo presenta los resultados de la investigación-acción, cuasi-experimental, en el campo de la psicología, que quiere probar el Modelo psicoterapéutico Relacional dialógico (Leal, 1981, 1.985, 2.001, 2.003, 2.007, Aires, 2001, 2004), y validar la hipótesis del formato clínico y la (re) organización socio-emocional y (re) aprendizaje escolar mental, 16 niños, de primer ciclo, con repetido fracaso escolar, necesidades educativas especiales (NEE), área mental sin defectos neurológicos o sensoriales conocidos, marcos en la estructura de la personalidad de la matriz vs. clasificación del DSM-IV-TR / ICD10, a saber: i) Psicosis afectiva (desintegrativo Segunda Infancia disturbada; Desorden orgánico mental o sintomatología no especificada; ii) Psicopatía Inmaduro / Humillación (Disturbios de Oposición / Perturbación Comportamiento; trastorno de la personalidad con la inestabilidad emocional / personalidad disocial / Trastorno paranoide de la personalidad; Trastorno de Desafío / Oposición; iii) psicopática con Hiperactividad (Déficit de Atención e Hiperactividad con Perturbación; Trastornos de la Actividad / atención. El contenido de análisis / procesamiento estadístico de los instrumentos, desarrollado para esta investigación, en términos comparativos del grupo experimental (GE) / grupo de control (GC), los tiempos inicial / final de la intervención en GE, muestran en ambos formatos cambios dinámicos producidos en las reacciones inadecuadas, alientan el aprendizaje de aprendizaje (re) organización socio-emocional. La escuela, como la intervención fue fundamental en el desarrollo mental. Además, confirma la génesis de la incapacidad de aprender si hay disfunciones en aspectos emocionales, de la personalidad, y dificultades en la relación Yo-Cuidador. En general, demuestra la resolución de problemas reales, y las virtudes del cambio de paradigma en la visión del desarrollo mental y la escuela de aprendizaje.This article presents the results of the research-action, quasi-experimental, in the field of psychology, who wants to test the Modelo Psicoterapêutico Relacional Dialógico (Leal, 1981, 1985, 2001, 2003, 2007; Aires, 2001, 2004), and validate the hypothesis of clinical format and (re)organization socio-emotional/(re)school learning/mental development, 16 children, 1st cycle, with repeated school failure, special educational needs (NEE), mental area, without neurological/ sensory defect known, frames in personality structure of the matrix vs. classification of DSM-IV-TR/ICD10, namely: i) Affective Psychosis (Disintegrative Second Childhood Disturbed; Organic Mental Disorder or Symptomatic Unspecified; ii)Psychopathic Immature/Humiliation (Disturbance Opposition/Disturbance Behaviour; Personality Disorder with Emotional Instability/Dissocial Personality/Paranoid Personality; Disorder of Challenging/ Opposition; iii) Psychopathic with Hyperactivity (Disturbance Attention Deficit with Hyperactivity; Disorders of Activity/Attention. The analysis content/statistical processing of instruments, developed for this research, in comparative terms experimental group(GE)/control group(GC), initial/end times of intervention in GE, show that both dynamic format produced changes in inadequate reactions, encourage the learning of (re)organization socio-emotional and school learning, as the intervention was instrumental of mental development. In addition, confirm the genesis of the inability to learn is emotional-relational dysfunctional aspects of personality, and difficulties in the relationship I-Cuidador. In general, demonstrate the resolution of real problems, and the virtues of paradigm shift in vision of mental development and learning school.No domínio psicológico, apresenta-se os resultados da investigação-acção, quasi-experimental. Testa o Modelo Psicoterapêutico Relacional Dialógico (Leal, 1981, 1985, 2001, 2003, 2007; Aires, 2001, 2004), valida a hipótese relação formato clínico e (re)organização socioemocional/(re)aprendizagem escolar/desenvolvimento mental, em 16 crianças, 1º ciclo, insucesso escolar repetido, Necessidades Educativas Especiais (NEE), área mental, sem defeito neurológico/ sensorial conhecido, enquadráveis nas estruturas de personalidade da matriz vs classificação do DSM-IV-TR/ICD10, a saber: i) Psicose Afetiva (Perturbação Desintegrativa de Segunda Infância; Transtorno Mental Orgânico ou Sintomático não especificado; ii) Psicopatia Imatura/Humilhação (Perturbação Oposição/Perturbação Comportamento; Transtorno Personalidade com Instabilidade Emocional/Personalidade Dissocial/Personalidade Paranoide; Distúrbio Desafiador/Oposição; iii) Psicopatia com Hiperatividade (Perturbação de Hiperatividade com Défice Atenção; Distúrbios de Atividade/Atenção. A análise de conteúdo/tratamento estatístico dos instrumentos, elaborados para a investigação, nos termos comparativos grupos Experimental(GE)/ Controle(GC), instantes Inicial/Final de intervenção no GE, comprovam que tanto o formato dinâmico produz modificações nas reações desadaptadas, potenciando a aprendizagem da (re)organização socioemocional e escolar, como é instrumental do desenvolvimento mental. Ademais, confirmam na génese da incapacidade de aprender aspetos emocionais-relacionais disfuncionais de personalidade, e dificuldades na relação Eu-Cuidador. Em suma, demonstram tanto a resolução dos problemas reais como as virtudes da mudança de paradigma na visão do desenvolvimento mental e da aprendizagem escolar.peerReviewe
Direito dos Seguros: fundamentos de Direito Civil, Direito Empresarial e Direito do Consumidor
Divulgação dos SUMÁRIOS das obras recentemente incorporadas ao acervo da Biblioteca
Ministro Oscar Saraiva do STJ. Em respeito à lei de Direitos Autorais, não disponibilizamos a
obra na íntegra.Localização na estante: 347.764 D598
Interacção, mediação, identidade
Citação bibliográfica: SILVA, Bento & Caldas, José (2002). Interacção, Mediação, Identidade. In José Pacheco, Palmira Alves et. al. (orgs.). Actas V Colóquio sobre Questões Curriculares (I colóquio luso-brasileiro). Braga: Universidade do Minho, Cdrom, pp. 918-930O tempo escolar dos jovens preenche uma parte significativa das suas vidas. A Escola, como
espaço de experiências de vida, é um factor de socialização das crianças e dos jovens. Dos diferentes
microcontextos da Escola, o espaço “sala de aula” assume particulares características pelo formalismo
e elevada estruturação das relações entre os participantes: professor e alunos. Que influência tem as
vivências de sala de aula na construção da identidade dos alunos?
Procuraremos reflectir sobre os diferentes dinâmicas de interacção na sala de aula, ao nível do
relacionamento interpessoal – professor/aluno e aluno/aluno e ao nível do relacionamento
mediatizado. Quais as influências da utilização dos meios tecnológicos de comunicação na mediação
das interacções na sala de aula?
Concluímos a nossa análise por identificar o papel relevante dos media como factor
privilegiado de promoção das interacções na sala de aula. Eles permitem “romper” com os limites da
sala de aula, estabelecendo ligações com o contexto sócio-cultural. Promovem uma relação mais
simétrica entre os alunos e o professor, têm um efeito desinibitório e democratizante na sala de aula.
A utilização dos media, pela forte influência que exercem nas dimensões de interacção na sala
de aula contribuem de forma significativa na construção das identidades individuais e grupais. A
utilização das Tecnologias da Informação e da Comunicação na Educação (TICE) flexibiliza ainda
mais as interacções pedagógicas, contribuindo, também, para essa construção identitária
O mutualismo como forma de gestão de risco na agricultura.
A agricultura é, notadamente, uma atividade que apresenta grau elevado de risco. Fenômenos climáticos extremos, por exemplo, podem afetar, de forma negativa, a produtividade e a rentabilidade do setor. Para protegerem-se desse risco os produtores utilizam mecanismos que buscam mitigá-lo, dos quais o mutualismo é uma das formas mais antigas. Este artigo enfoca, de maneira analítica, as principais iniciativas dos produtores de criar, por meio de suas cooperativas, sociedades mútuas que os assegurem contra eventos aleatórios adversos
O problema da tributação do rendimento das cooperativas - reflexão a partir do direito português
Em Portugal, o sector cooperativo tem um regime fiscal específico desde 1888. Ao longo da evolução deste regime, algumas características foram-se sedimentando. Uma delas é a existência de dois regimes distintos consoante uma divisão das cooperativas por ramos cooperativos. Para um grupo de ramos cooperativos, no qual se incluem, entre outras, as cooperativas agrícolas e as de consumo, e que é o objeto deste estudo, o regime consiste numa isenção dos excedentes cooperativos e na tributação dos rendimentos provenientes das operações com terceiros bem como dos provenientes de atividades alheias aos “próprios fins da cooperativa”. Sendo a questão dos benefícios fiscais concedidos às cooperativas um tema de grande atualidade, importa determinar se os excedentes cooperativos são rendimento das cooperativas. Se não são, não há que falar de isenção de imposto nem, consequentemente, da existência de um benefício fiscal. Quanto aos rendimentos de atividades alheias aos “próprios fins da cooperativa”, interessa determinar o significado da expressão, nomeadamente através da consideração dos diversos graus de proximidade e da diversidade de nexos possíveis entre as atividades extracooperativas e o objeto da cooperativa.info:eu-repo/semantics/publishedVersio
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