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    Alimentação, Nutrição e Saúde em Programas de Transferência de Renda: Evidências para o Programa Bolsa Família

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    Este artigo avalia o impacto do Programa Bolsa Família (PBF) sobre a segurança alimentar dos domicílios beneficiários e sobre indicadores da saúde de crianças de zero a seis anos: medidas antropométricas (altura/idade, peso/idade, peso/altura e índice de massa corporal) e mortalidade infantil. Utilizamos dados da Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde de 2006 do Ministério da Saúde. A segurança alimentar foi medida pela escala brasileira de insegurança alimentar (EBIA), os indicadores antropométricos seguem os padrões da OMS e a mortalidade infantil foi avaliada no nível domiciliar. A estratégia de identificação adotada foi o propensity score matching. Os resultados apontam que o PBF contribui para que os domicílios saiam da condição de insegurança alimentar leve. Estimou-se também que o PBF eleva a probabilidade de a criança ter peso adequado para sua idade e para sua altura, quando comparado a crianças com sobrepeso. O mesmo efeito não é encontrado para crianças abaixo do peso. Finalmente, o programa não se mostrou estatisticamente importante para explicar a mortalidade infantil.Bolsa Família, Segurança Alimentar, Medidas Antropométricas, Mortalidade Infantil

    A mortalidade infantil na tríplice fronteira Brasil, Argentina e Paraguay: cartografias & reflexões

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    Anais do VI Encontro de Iniciação Científica e II Encontro Anual de Iniciação ao Desenvolvimento Tecnológico e Inovação – EICTI 2017 - 04 a 06 de outubro de 2017 - temática Ciências HumanasA mortalidade infantil (mi) é considerada um importante parâmetro de avalia- ção sócio espacial, pode ter abordagem multidisciplinar e, em relação às suas cau- sas, contribuem diversos eventos e processos sociais. Neste contexto, exige-se uma reflexão teórica e crítica, sobre esse grave problema social – o das altas taxas de mortalidade infantil – dentre elas, as taxas de mortalidade infantil (tmi) na tríplice fronteira Brasil-Argentina-Paraguai entre os anos 2000 e 2014Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila); Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq); Fundação Araucária; Parque Tecnológico Itaipu (PTI) e Companhia de Saneamento do Paraná (SANEPAR

    Sistema de vigilância de morbilidade pediátrica no Hospital Geral do Bengo

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    Angola tem registado avanços significativos na redução da mortalidade infantil. Não obstante, verifica-se ainda a necessidade de implementar novas medidas no sentido de reduzir a morbimortalidade infantil. Para atingir este objectivo foi implementado um Sistema de Vigilância de Morbilidade (SVM) no serviço de Pediatria do Hospital Geral do Bengo (HGB). O objectivo deste trabalho é a identificação das doenças mais frequentes detectadas no serviço de urgência do HGB

    Mortalidade infantil no Distrito Federal, Brasil : tendência temporal e desigualdades sócio-econômicas

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    O objetivo deste estudo é verificar a tendência da mortalidade infantil no Distrito Federal, Brasil, no período de 1990 a 2000 e descrevê-la, entre 1996 e 2000, nas cinco áreas do Distrito Federal estratificadas de acordo com a renda familiar média. Foi realizado um estudo ecológico de série temporal utilizando-se os Sistemas de Informação sobre Nascidos Vivos e Mortalidade produzidos pelo Ministério da Saúde. O coeficiente de mortalidade infantil (CMI) reduziu 45,2% entre 1990 e 2000, passando de 26,3 para 14,4 por mil nascidos vivos, sendo a taxa anual de decréscimo de 5,34% (R2 = 0,9397; p < 0,0001). Ocorreu no período maior proporção de óbitos no período neonatal, porém, o maior decréscimo ocorreu no componente pós-neonatal (-59%, R2 = 0,8452; p < 0,0001). Quando avaliado o CMI nas diversas áreas do Distrito Federal, observa-se que houve uma redução na diferença entre as regiões no que diz respeito a seus componentes, porém foram mantidas distorções importantes quanto à variável renda. Os resultados sugerem que há necessidade de intervenção efetiva nos determinantes da mortalidade infantil e seus componentes que resulte na melhoria da saúde materno-infantil em todos os grupos sócio-econômicos do Distrito Federal.This study examined the trend in the infant mortality rate in the Federal District of Brazil (or Greater Metropolitan Brasilia, the national capital) from 1990 to 2000, analyzing the rate according to 5 administrative areas stratified by mean family income, from 1996 to 2000. An ecological time-series study was conducted using the Information Systems on Live Births and Mortality, produced by the Brazilian Ministry of Health. The infant mortality rate (IMR) decreased by 45.2% from 1990 to 2000, from 26.3 per 1000 live births to 14.4, or a mean annual reduction of 5.34% (R2 = 0.9397; p < 0.0001). During this period there was a higher proportion of neonatal deaths. However, a higher percentage change occurred in the post-neonatal period (-59.0%, R2 = 0.8452, p < 0.0001). Investigation of the IMR in the various areas of the Federal District showed a reduction in differences among the regions with respect to the component rates; however, substantial disparities persisted in relation to the income variable. The results suggest the need for effective interventions in the determinants of neonatal and post-neonatal mortality in order to improve maternal and infant health in all socioeconomic groups in the Federal District

    What do we know about adult mortality and data quality in Peru? Mortality coverage levels and trends from recent decades

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    Accurate knowledge of adult mortality levels and trends in the developing world is hampered by its widespread lack of complete vital registration systems. Although knowledge of infant and child mortality was once affect by the same problem, survey-based techniques have been more successful in estimating child and infant than adult mortality. The main objective of this paper is to estimate mortality rates for the population aged 5 and above, in Peru by sex. The study evaluates the degree of coverage, and corrects the level of mortality, when necessary, using different methodologies. The literature does not indicate the best method to investigate mortality data problems. Thus, the implementation of alternative methods will improve the understanding of the mortality levels and trends in Peru in recent decades.Peru, adult mortality, demographic methods

    Living conditions and infant mortality in the municipality of Embu, São Paulo, Brazil

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    OBJETIVO: Descrever a distribuição do coeficiente de mortalidade infantil e seus componentes no município do Embu, São Paulo, no período de 1995 a 1998, segundo os estratos de condições de vida. MÉTODOS: Estudo descritivo com análise por conglomerados,dos 135 setores censitários do município de Embu, agrupados em quatro estratos de condições de vida: estrato 1, com melhores condições de moradia, renda e escolaridade; estratos 2 e 3, intermediários; estrato 4, no qual todas as moradias eram aglomerados subnormais ou favelas. Foram calculados os coeficientes de mortalidade infantil, neonatal e pós-neonatal, a proporção entre óbitos neonatais e pós-neonatais, o risco atribuível populacional e mortalidade proporcional por causas, para os anos de 1995 a 1998, segundo os quatro estratos de condições de vida estabelecidos. RESULTADOS: O estrato 4 apresentou maiores coeficientes de mortalidade infantil e risco atribuível populacional em relação aos estratos intermediários, em todos os anos do estudo. Esse estrato apresentou, também, as menores proporções entre mortalidade neonatal e pós-neonatal. O risco atribuível populacional no estrato 4 foi maior que os demais estratos para as afecções perinatais (159,4), doenças respiratórias (271,4) e doenças infecciosas (415,6). Identificaram-se dados demográficos semelhantes em áreas próximas aos limites geograficamente constituídos pelo estudo e heterogeneidade de eventos num mesmo território. CONCLUSÕES: Identificou-se uma relação entre desigualdades sociais e mortalidade infantil, segundo os critérios de condições de vida estabelecidos para este estudo, entretanto, não houve distribuição homogênea nos quatro estratos populacionais, revelando dificuldades em utilizá-los como parâmetros para desigualdades sociais em grandes centros urbanos.OBJECTIVE: To describe the infant mortality coefficient and its components in the municipality of Embu, São Paulo, Brazil, between 1995 and 1998, according to strata of living conditions. METHODS: A cross-sectional descriptive study was conducted using cluster analysis in the 135 census session of the municipality of Embu, grouped into four strata of living conditions: stratum 1, with the best living, income and schooling conditions; strata 2 and 3 with regular conditions; and stratum 4, in which all houses were subnormal agglomerates or slums. The neonatal, post-neonatal and infant mortality rates, the population's ascribable risk, the ratio between neonatal and post-neonatal deaths and the mortality due to ascribable causes were calculated for 1995 to 1998, for each stratum. RESULTS: In all studied years, the stratum 4 presented the highest infant mortality rates and higher population's ascribable risk compared to intermediate strata. This stratum has also presented the lowest ratio between neonatal and post-neonatal mortality. The population's attributable risk in the stratum 4 was higher for perinatal affections (159.4), respiratory (271.4) and infectious (415.6) diseases. Similar demographic data in areas close to the geographically limits of the study and heterogeneity of events in the same territory were present. CONCLUSIONS: Relationship between social inequality and infant mortality was identified according to the living conditions criteria. However, heterogeneous distribution was shown within each stratum, precluding its use for evaluating social inequalities in big urban centers

    Um estudo do status de saúde nos estado da região nordeste do Brasil, através da taxa de mortalidade infantil, no período 1991-2000- uma investigação por dados em painel

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    Saúde é a base para aprodutividade do trabalho, para a capacidade de crescer intelectual, física e emocionalmente contribuindo para a redução da pobreza e para o desenvolvimento econômico de longo prazo. A taxa de mortalidde infantil, por estimar o número de crianças que sobreviverão ao seu primeiro ano de vida, é um bom indicador da qualidade de vida e do status de saúde de toda a população. A necessidade de investigação dos efeitos de políticas públicas diretamente na área de saúde, planejamento familiar, educação e geração de renda - para o estado de saúde da população - fazem com que este estudo tenha como objetivo verificar quais fatores foram determinantes do status de sáude, numa análise através da taxa de mortalidade infantil, de cada estado da região Nordeste do Brasil no período 1991-2000. A partir de uma revisão da literatura da economia da saúde e da seleção de modelos teóricos e trabalhos empíricos que revelam os principais determinantes da redução da mortalidade infantil, utilizou-se a taxa de mortalidade infantil como proxy para o estatus de saúde, tendo como variáveis dependentes- os serviços e cuidados médicos, os serviços de saneamento e saúde pública disponíveis, e o status socioeconômico da população. Através do uso de 'dados em painel', com dados do Programa das Nações Unidades para o Desenvolvimento (PNUD), empregados para culcular o IDH e de gastos com saúde e saneamento da Secretaria do Tesouro para os anos de 1991 e 2000, dos municípios dos estados de Alagoras, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe, foram obtidos resultados que corroboram os resultados encontrados na literatura, onde o maior acesso à educação, redução da taxa de fecundidade, aumento da renda, e do acesso à água encanada foram os principais determinantes da redução da taxa de mortalidade infantil e melhora do status de saúde da população da Região Nordeste do Brail. Conclui-se, portanto, que políticas públicas de inclusão social, como acesso a saneamento, educação, programas de planejamento familiar, e de aumento da renda, são os meios mais eficazes de reduzir as taxas de mortalidade infantil, e assim melhorar o status de saúde e o bem-estar de toda a população.

    Diagnóstico da mortalidade infantil em Pelotas no período 2005-2008: fatores de risco e tendências

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    Não apresenta abstract.Sem bolsaNão apresenta resumo

    Epidemiologia

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    O objetivo deste módulo foi motivar e instrumentalizar você para utilizar os conceitos e ferramentas da Epidemiologia no desenvolvimento de suas atividades na Unidade de Saúde e junto à comunidade. Por isso, você conheceu os conceitos básicos e os principais usos e aplicações da Epidemiologia. Além disso, você estudou a respeito: dos conceitos de incidência e prevalência (importantes medidas de ocorrência de doenças e eventos relacionados à saúde); de alguns dos principais indicadores de saúde que podem ser utilizados na sua prática diária como profissional da saúde; e de como são calculados e interpretados os indicadores de mortalidade geral, proporcional, infantil e materna. Por fim, conhecemos alguns dos principais Sistemas de Informações em Saúde do Brasil, suas características, quais indicadores de saúde eles produzem e aprendemos a acessar seus dados através da internet. Esperamos que você tenha aprendido que uma base de dados atualizada e bem estruturada provê aos profissionais de saúde suporte para o planejamento e a avaliação de ações e políticas, além de ser uma importante ferramenta de cidadania e um mecanismo de participação popular. A partir desses conhecimentos você poderá construir diversos indicadores de saúde que deverão ser incorporados pelas Equipes de Saúde da Família e pelos Núcleos de Apoio à Saúde da Família para o planejamento local e para a avaliação de ações e políticas de saúde.1.0Ministério da Saúde/OPAS/OM

    Mortalidade infantil no Brasil : tendências, componentes e causas de morte no período de 2000 a 2010

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    Objetivos: Descrever a tendência da mortalidade infantil e dos seus componentes entre 2000 e 2010, destacando as características dos óbitos ocorridos no primeiro dia de vida e as causas de morte dos óbitos infantis. Métodos: Para o calculo da taxa de mortalidade infantil (TMI) e de seus componentes foram utilizados os dados sobre nascimentos do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc) e sobre óbitos infantis do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) para os anos de 2000 a 2010, corrigidos por fatores obtidos por pesquisa de busca ativa realizada em 2008. Foram analisados o peso ao nascer e a duração da gestação para os óbitos ocorridos no primeiro dia de vida. Para a analise de causas de morte utilizou-se uma lista reduzida especifica de tabulação de óbitos infantis. Resultados: A TMI caiu de 26,6 para 16,2 por mil nascidos vivos entre 2000 e 2010, mas ainda persistem importantes desigualdades regionais. Uma queda mais acentuada no período pós-neonatal, especialmente no Nordeste, foi constatada. O período neonatal apresenta maior risco (11,2/1000 NV) e concentrou 69% dos óbitos infantis em 2010. A prematuridade e as malformações congênitas são as principais causas de morte no período neonatal precoce, bem como as infecções da criança – principalmente pneumonias e diarréias – e as malformações congênitas, no pós-neonatal. Verificaram-se diferentes perfis de mortalidade por causas segundo as regiões e a cor-raça do recém-nascido. Nas regiões Norte e Nordeste, as infecções da criança representam a principal causa de mortalidade pós-neonatal, ao contrario das demais regiões, onde as malformações congênitas foram mais importantes. Entre os brancos, as malformações congênitas representam a principal causa de óbito; entre os pardos e negros, a prematuridade alcança uma importância relativa maior; entre os indígenas, são as infecções da criança que representam a principal causa de mortes infantis. Conclusão: Persistindo a tendência de queda da TMI, o Pais devera alcançar a Meta 4 dos Objetivos do Milênio em 2015. Entretanto os níveis ainda elevados e as persistentes desigualdades regionais e segundo a cor-raca do recém-nascido evidenciam a necessidade da melhoria do acesso e da qualidade da atenção a saúde da mulher na gestação e no parto e na atenção ao recém-nascido e a criança
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