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Etiologia infecciosa da mastite ovina em diferentes lactações.
A inflamação da glândula mamária conhecida como mastite tem origem principalmente infecciosa. Essa doença tem sido responsável por grandes prejuízos na produção de ovinos, pois pode levar à diminuição da produção de leite das fêmeas, alterações nas composições químicas e físicas do leite, além de alterações no tecido glandular, que acarretam o descarte prematuro de ovelhas e interferem diretamente no desenvolvimento dos cordeiros. O presente trabalho teve como objetivo investigar os agentes etiológicos isolados de casos de mastite ovina dos mesmos animais em duas lactações diferentes, de forma a acompanhar a manutenção de fontes de infecção no rebanho. Foram colhidas 132 amostras de leite provenientes de 33 ovelhas da raça Santa Inês oriundas do rebanho da Embrapa Pecuária Sueste, localizada na cidade de São Carlos, São Paulo, com um total de 66 amostras em cada lactação. As amostras de leite foram colhidas em duplicatas de cada glândula mamária, semeadas sobre placas de Petri com agar base com sangue ovino e incubadas por 24 a 48 horas a 35ºC. Em seguida, os microrganismos foram isolados e identificados. Do total de animais estudados, 63,3% não apresentaram mastite infecciosa nas duas lactações, 12,1% apresentaram mastite somente na primeira lactação, 15,2% tiveram a doença apenas na segunda lactação. Quando a mastite foi constatada apenas em uma das lactações, estafilococos coagulase negativa e spp foram os agentes etiológicos causadores da doença. Um percentual de 9,4% dos animais apresentaram a doença nas duas lactações estudadas, sendo que em um animal a doença foi causada por nas duas lactações. Em dois animais, estafilococos coagulase negativa foram os agentes etiológicos isolados na primeira lactação, porém, na lactação seguinte, leveduras e coliformes foram os microrganismos identificados como causadores da mastite. A mastite foi causada por diferentes microrganismos, o que torna importante o conhecimento da etiologia da mastite infecciosa. Isso contribuirá na implementação de medidas de controle dos microrganismos comuns ao rebanho levantado, auxiliando na redução dos prejuízos na produção de ovinos de corte
Etiologia infecciosa da mastite ovina em rebanhos do Estado de São Paulo.
A mastite é a inflamação da glândula mamária causada por vanos agentes etiológicos, principalmente infecciosos. Esta enfermidade é classificada de acordo com as características de sua manifestação e severidade em mastite clínica, no qual os sintomas da inflamação são evidentes, e mastite subclínica, que é a forma mais prevalente da doença, cujo diagnóstico não pode ser feito visualmente já que não há alterações aparentes nas glândulas mamárias. Contudo, o leite secretado em casos subclínicos apresenta elevada concentração de células somáticas, principalmente leucócitos, o que torna a contagem destas células uma ferramenta para diagnosticar esta forma da doença. A mastite acarreta alterações químicas e fisicas no leite, além da redução da produção. Pelo leite ser um alimento fimdamental para o desenvolvimento dos cordeiros, a modificação de sua composição original pelos agentes bacterianos e a diminuição de sua produção podem interferir diretamente no crescimento dos cordeiros. O presente trabalho teve como objetivo verificar quais são os agentes etiológicos mais freqüentes envolvidos nos casos de mastite em ovinos
Eficácia de três métodos empregados no controle da mastite estafilocócica em cabras leiteiras criadas no município de Santa Maria da Boa Vista, PE.
A mastite é a inflamação da glândula mamária, com alterações físicas, químicas e microbiológicas no leite e alterações no tecido da glândula mamária, o que promove prejuízos econômicos aos criatórios leiteiros. Dada a relevância dos estudos acerca das lternativas para o tratamento e controle da mastite, objetivou-se avaliar métodos de controle da enfermidade em pequenos ruminantes. Foram utilizados animais portadores de mastite subclínica, distribuídos em quatro grupos: grupo um (n = 15) foi o controle cujos animais não receberam nenhum tratamento contra a mastite. No grupo dois (n=11), fez-se a aplicação de uma vacina comercial usada para bovinos leiteiros (Mastaph® ). No grupo três (n=13), empregou-se antimicrobiano (cloxacilina) de aplicação intramamária e no grupo quatro (n=14), fez-se a aplicação da vacina comercial associada ao antimicrobiano cloxacilina. Na associação vacina e antibiótico (grupo 04), observou-se redução significativa (P<0,05) no número de tetos infectados. A utilização apenas do antibiótico cloxacilina (grupo 03) também foi eficiente em reduzir significativamente (P<0,05) a taxa de infecção. O antibiótico a base de cloxacilina pode ser usado isoladamente ou em associação a vacinas anti-mastíticas para controle da mastite estafilocócica em pequenos ruminantes
Atividade de bioterápicos para o tratamento de mastite subclínica bovina.
Objetivou-se avaliar a eficiência de bioterápicos administrados por meio da ração para o tratamento de mastite subclínica bovina causada por Staphylococcus aureus. O bioterápico na potência 12 CH foi produzido a partir de amostras de leite dos quartos infectados e administrado na dosagem de 0,5g do produto em pó por animal, espalhado sobre o alimento oferecido no momento da ordenha, duas vezes ao dia, durante 30 dias. Um grupo controle foi mantido nas mesmas condições recebendo placebo. Análises microbiológicas e CMT (California Mastitis Test) foram realizados 15 e 30 dias após o início do tratamento. Observou-se que a taxa de eficiência do tratamento foi maior no grupo tratado quando comparado ao grupo controle (p< 0,05), no 30º. dia de tratamento. Foi observado um aumento na reação ao CMT em índices superiores no grupo tratado (p<0,05) . Os resultados do presente experimento permitem concluir que a homeopatia apresentou-se satisfatória para tratamento de mastite subclínica em bovinos, entretanto, houve interferência negativa na resposta ao CMT com aumento das reações no decorrer do tratamento
Investigação de perfis de resistência aos antimicrobianos em Staphylococcus aureus isolados na ordenha de vacas em lactação.
Os perfis de resistência de Staphylococcus aureus isolados a partir do leite de vacas com mastite, óstios papilares dos tetos e das teteiras foram estudados. As amostras de leite e dos óstios foram obtidas antes da ordenha dos animais e as das teteiras antes e durante a ordenha. Os testes de sensibilidade in vitro foram realizados de acordo com a técnica de Kirby e Bauer, utilizando-se 12 princípios ativos, com confirmação prévia de todas as amostras de S. aureus por técnicas moleculares. O perfil de resistência mais comum de S. aureus isolados no leite, óstios e insufladores foi à penicilina (48,3%, 36,8% e 25,9%, respectivamente). Além disso, em todas as fontes estudadas encontrou-se S. aureus com resistência à oxacilina, com características de ultiresistência a outros antimicrobianos. O tratamento da mastite bovina deve ser realizado somente após o conhecimento da sensibilidade dos microrganismos responsáveis pela etiologia da doença aos diversos antimicrobianos. O isolamento de estirpes resistentes à oxacilina ilustra os riscos de transmissão destes patógenos pelo leite
Mastite bovina: causas e consequências na produção e qualidade do leite do gado mestiço da microrregião de Juiz de Fora - MG.
São apresentados, resumidamente, resultados de três experimentos visando ao controle da mastite bovina nas condições da Zona da Mata de Minas Gerais, componentes da programação de pesquisa do Centro Nacional de Pesquisa de Gado de Leite.bitstream/item/81870/1/Mastite-bovina.pd
Influência da mastite subclínica bovina sobre as frações protéicas do leite.
Avaliou-se a influência da mastite subclínica bovina causada por Staphylococcus aureus sobre as frações protéicas do leite pela comparação entre quartos mamários doentes e sadios. O estudo foi realizado em propriedade leiteira com rebanho experimental de vacas holandesas e o diagnóstico da mastite subclínica foi previamente realizado pelo ?California Mastitis Test? (CMT). Determinou-se as frações de proteína total, proteína verdadeira, caseína, soroproteínas, nitrogênio não protéico e nitrogênio não caséico, além da contagem de células somáticas (CCS) do leite dos quartos mamários. Os animais selecionados foram distribuídos em dois grupos de acordo com o estágio de lactação e classificados em Grupo ?1?, composto por animais em estágio inicial de lactação compreendido entre os dez dias e os dois meses após o parto, e Grupo ?2?, formado por animais em estágio de lactação compreendido entre o início do terceiro mês após o parto até o nono mês de lactação. A CCS dos quartos infectados dos animais pertencentes a ambos os grupos foi superior à encontrada para os quartos sadios (P < 0,0001). O conteúdo de soroproteínas e de nitrogênio não caséico no leite de quartos mamários com mastite subclínica por S. aureus foi significativamente superior em animais acima dos 60 dias em lactação, quando comparados com quartos mamários sem mastite
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