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Tratament of old masonry walls with rising humidity problems
Os edifícios da zona mais antiga da cidade de Bragança apresentam, em alguns casos,
anomalias devidas à presença de humidade ascensional. Este estudo envolve a caracterização do
património construído do Centro Histórico e a realização de uma série de ensaios num edifício
seleccionado, com o objectivo de analisar o comportamento e modo de aplicação de produtos
comerciais destinados a solucionar problemas de humidade ascensional. Dois dos produtos impedem a
ascensão de água no interior da parede, enquanto que o terceiro produto facilita a sua evaporação.Robbialac, Cimpor, Secil Martinganç
Efeito da desidratação osmótica nas propriedades físico-químicas de castanha fatiada
A castanha é um produto com elevada importância económica para alguns países. A castanha é um fruto sazonal, a qual apresenta alguns inconvenientes no seu armazenamento, tais como, a fácil perda de peso e o desenvolvimento de fungos. Deste modo, é importante arranjar alternativas para a conservação deste produto. A desidratação osmótica tem sido bastante usada para preservar alimentos perecíveis e facilitar a sua comercialização em regiões distantes da sua zona de produção. Na desidratação osmótica a temperatura, concentração de solutos e tempo são variáveis a considerar. A fim de combinar e analisar o papel de alguns destes fatores e minimizar os erros de análise, foram desenvolvidas técnicas estatísticas e matemáticas a fim de melhorar e otimizar processos. A Metodologia de Superfície de Resposta (Response Surface Methodology) é uma dessas técnicas onde se tenta avaliar a influência de variáveis independentes (fatores) nas respostas de interesse. Além de ter a vantagem de analisar os efeitos das variáveis independentes e da sua interação, esta metodologia gera um modelo matemático que descreve os processos químicos ou bioquímicos a estudar.
O objetivo do presente trabalho foi o de avaliar o papel da temperatura (30; 45 e 60 ºC), tempo (2,5; 5 e 7,5 h) e concentração da solução osmótica (60, 70 e 80% de sacarose) sobre algumas propriedades físico-químicas da castanha (variação de cor, perda de peso, ganho de sólidos, perda de água, teor de humidade e teor de humidade normalizado).
Os modelos obtidos para estas propriedades apresentaram bons ajustes com coeficientes de determinação (R2) entre 0,850 e 0,976 e um R2-ajustado entre 0,715 e 0,954, permitindo prever os dados experimentais com bastante rigor. Verificou-se que a temperatura e a concentração de soluto tiveram um papel importante em todas as propriedades analisadas. Contudo, a concentração de soluto não influenciou significativamente a variação de cor. Já o tempo foi um fator importante para a variação de cor, ganho de sólidos, teor de humidade e teor de humidade normalizado. Tal como previsto, foram observadas maiores variações de cor a temperaturas e tempos mais elevados. O teor de humidade e o teor de humidade normalizado foram maiores para concentrações de soluto e temperaturas menores. Observou-se também uma maior perda de peso e maior ganho de sólidos, a concentrações de soluto, temperaturas e tempos mais elevados. A maior perda de água foi observada para as concentrações de soluto e temperaturas mais elevadas, não sendo afetada pelo tempo
Abordagem multi-física ao comportamento em serviço das estruturas de betão: monitorização dos campos intermos de humidade
No âmbito do projeto de investigação denominado SeLCo – “Comportamento em serviço de estruturas
de betão: uma abordagem multi-física das tensões autoinduzidas” – está a ser realizado um conjunto de
trabalhos conducentes ao estabelecimento de abordagens de simulação higro-mecânica para estudo do
carácter não uniforme das tensões associadas à retração de secagem em estruturas de betão armado. De
facto, a secagem do betão ocorre de forma progressiva da superfície para o interior, originando
deformações impostas. Para que possam ser simuladas as tensões decorrentes destes processos é
primeiramente necessário dispor de modelos capazes de simular os campos de humidade, devidamente
fundamentados em resultados obtidos através de medições experimentais. O presente artigo dedica
atenção ao último aspeto, apresentando um conjunto de trabalhos realizados com o intuito de melhor
compreender os desafios envolvidos na monitorização da humidade interna no betão. Apesar de haver
vários trabalhos na bibliografia relativamente a este assunto, são escassos os que comparam o
desempenho de metodologias e sensores para medição da humidade interna no betão. Neste trabalho
são apresentados vários conjuntos de experiências que comparam o desempenho de sensores e de
procedimentos de monitorização, explanando-se as principais ilações e estratégias a adotar no contexto
do programa experimental a conduzir no âmbito da investigação sobre tensões autoinduzidas no betão
Peletes de Acácia dealbata: uma oportunidade bioenergética?
Com as exigências financeiras que Portugal tem de enfrentar, a redução da importação de recursos energéticos é um dos imperativos do ponto de vista económico e energético. Pode também encarar-se como uma oportunidade de valorização de recursos com pouca aplicação, desenvolvendo novas fontes energéticas e comerciais.
Este trabalho tem por objetivo a criação de peletes de biomassa utilizando espécies com conotação de infestantes como a Acácia dealbata e as cascas de frutos secos.
Existem características importantes e que têm de se assegurar nos peletes. Assim, as características do material de base que interferem na qualidade dos peletes são a humidade, a força aplicada, a composição e a distribuição de partículas. Para os peletes, como matéria com interesse comercial, o importante é a humidade, a durabilidade mecânica e o quociente entre o comprimento e o diâmetro.
Para testar a Acácia dealbata e as cascas de frutos secos, várias misturas foram criadas. Os peletes obtidos, são testados de forma a obter-se valores referentes à durabilidade mecânica, humidade e quociente entre o comprimento e o diâmetro.
Os resultados obtidos apresentam um valor que permite a valorização industrial dos peletes produzidos. No entanto, estas matérias-primas podem ser mais estudadas posteriormente, desenvolvendo uma composição que permita a produção de peletes para uso doméstico
Estudo das cinéticas em diferentes sistemas de secagenm da pêra S. Bartolomeu
As peras de S. Bartolomeu foram secadas em diferentes estados de
maturação, em diferentes anos e por diferentes sistemas de secagem. Os
dados experimentais de variação da humidade ao longo do tempo de secagem
foram expressados na forma da variável adimensional “razão de humidade” e
foram depois ajustados a diferentes modelos cinéticos empíricos
frequentemente descritos na literatura como apropriados para descrever as
curvas de secagem de variados alimentos.
Dos resultados obtidos foi possível verificar que de uma forma geral todos
os cinco modelos testados se revelaram adequados para descrever a cinética
de secagem das peras de S. Bartolomeu nas condições ensaiadas, muito
embora uns se tenham revelado ligeiramente melhores que outros em
determinadas situações
Tratamento da humidade ascendente em paredes
O desempenho das paredes das edificações relativamente a humidade ascendente afecta directamente as construções e o património edificado. Ao longo do tempo, existe uma degradação progressiva das paredes, ate que deixam de conseguir cumprir as funções de impermeabilização, protecção e acabamento que lhe são exigidas.
A avaliação das diferentes metodologias de reparação de paredes afectadas por humidade ascensional tem sido desde o passado um problema de difícil resolução, tanto pela multiplicidade de factores intervenientes na sua ocorrência, como pela dificuldade de aferir quais as metodologias adequadas a cada caso. Nesta perspectiva, o conhecimento do fenómeno e as suas causas e fundamental.
Este trabalho pretende aprofundar o conhecimento existente sobre a utilização de métodos de tratamento de paredes com humidade ascensional, e propõe uma metodologia de análise a aplicabilidade das técnicas utilizadas, bem como a sua sensibilidade aos factores envolvidos nessa utilização
Efeitos do solo e clima numa vinha de uva de mesa com cultura de cobertura. Gestão da rega utilizando redes de sensores
[ENG] TThe use of mulches in vineyards and orchards is a traditional agricultural practice used with the aim of saving moisture, reducing weed growth and improving organic matter content in the soil. In table grape vineyards trained to overhead system in Puglia region (Southeastern Italy), plastic sheets covering the canopy are often used to either advance ripening or delay harvest. In this environment, the living mulches could contribute to the modification of the microclimate around the canopy below the plastic sheets. This condition has an influence on the climatic demand and on both the vegetative and productive activities, mainly in stages with a high evapotranspiration. However, the presence of living mulches could increase the demand of available water and nutrient resources and this could cause a lower yield. The aim of this study was to acquire a suitable knowledge to manage irrigation and verify the influences of living mulches on the vine by using wireless sensor networks to measure the vapor pressure deficit, soil water potential and content.[POR] A utilização de coberturas do solo em vinhas e pomares é uma prática agrícola tradicional, utilizada com o objetivo de preservar a humidade do solo, reduzir o crescimento de infestantes e melhorar o teor de matéria orgânica no solo. Em vinhas de uva de mesa, conduzidas em sistema de pérgula na região de Puglia (sudeste da Itália), são frequentemente usadas coberturas de plástico para promover o avanço da maturação ou o atraso da colheita. Neste ambiente a utilização de enrelvamentos pode contribuir para a modificação do microclima do copado. Esta condição pode influenciar a demanda atmosférica, bem como a atividade vegetativa e reprodutiva da videira, principalmente em períodos de elevada evapotranspiração. No entanto, a presença do enrelvamento pode originar um aumento da demanda dos recursos disponíveis, nomeadamente água e nutrientes, o que poderá provocar uma quebra de produção. O objetivo deste estudo foi adquirir conhecimento para a gestão da rega e, simultaneamente, verificar a influência dos enrelvamentos na atividade da videira, usando para o efeito redes de sensores “sem fio” para medir o déficit de pressão de vapor, o potencial e o conteúdo de água no solo.The development of this work was supported by: The Spanish Ministry of Science and Innovation through the project RIDEFRUT (ref. AGL2013-49047-C2-1-R), the “Fundacion Seneca, Agencia de Ciencia y Tecnologia” of the Region of Murcia under the “Excelence Group Program”, and the Technical University of Cartagena under the PMPDI Program
Efeito da embalagem nas propriedades físico-químicas de amêndoas durante o armazenamento
A qualidade dos alimentos é um conceito que tem vindo a despertar o interesse das Indústrias e dos consumidores, daí a preocupação em conservar os produtos sob condições adequadas, evitando alterações físicas e químicas que ponham em causa a integridade dos alimentos. Neste âmbito, foram realizadas avaliações de ordem física e química, de modo a averiguar os efeitos em amêndoas armazenadas sob determinadas condições de temperatura e humidade relativa do ar e diferentes tipos de embalagem.
As amêndoas utilizadas eram de diferentes origens (Espanha, Portugal e Estados Unidos) e os processos de conservação testados foram: armazenamento à temperatura ambiente; em estufa a 30 e 50 °C sem controlo sobre a humidade relativa; em câmara a 30 e 50 °C com humidade relativa de 90%; refrigeração e congelamento. Para a embalagem foram utilizados dois tipos de plástico: polietileno linear de baixa densidade (PEBDL) e polietileno de baixa densidade (PEBD). As propriedades avaliadas foram teor de humidade, atividade de água, cor e textura.
Os principais resultados obtidos mostram que as condições de armazenamento que melhor permitiram preservar as características das amêndoas foram as baixas temperaturas, uma vez que os tratamentos a elevadas temperaturas induziram em geral maiores alterações nas propriedades das amêndoas, particularmente humidade, atividade de água, dureza e friabilidade.
A partir dos resultados obtidos conclui-se que para uma boa preservação das amêndoas, durante o armazenamento deve ser utilizado um material de embalagem, de preferência PEBD, e que, com respeito às condições de armazenagem os melhores métodos são à temperatura ambiente ou, em alternativa, nos sistemas de refrigeração ou de congelação
Influência da incorporação de coberturas mortas e da mobilização no comportamento térmico da camada de ar acima de um Solo mediterrâneo pardo
A aplicação de coberturas mortas (mulches) à superfície do solo ou a simples mobilização deste influenciam directamente o respectivo balanço energético, modificando deste modo o ambiente térmico da camada superficial do solo e o da camada de ar imediatamente acima deste. O objectivo deste trabalho consiste em comparar o efeito de diferentes tipos de tratamentos à superfície do solo – mobilização, manutenção do restolho e aplicação de duas quantidades diferentes de palha no comportamento térmico da camada de ar acima de um solo Mediterrâneo pardo (Haplic Luvisol) semeado com trigo.
As experiências decorreram entre janeiro e maio de 2007 num campo semeado com trigo, na herdade da Revilheira, Reguengos de Monsaraz. A temperatura foi medida com termopares cobre-contantan colocados à superfície do solo e no topo da cultura. A humidade do solo e o crescimento da cultura foram também monitorizados.
Na fase mais precoce do ciclo vegetativo do trigo, as temperaturas médias diárias do ar no topo da cultura foram significativamente maiores em solo mobilizado que em solo coberto por palha ou por restolho. Com o desenvolvimento da cultura, o tipo de cobertura tem uma influência crescente na temperatura superficial do solo mas decrescente na temperatura no topo da cultura. Por outro lado, as temperaturas mínimas diárias do ar foram significativamente afectadas pelo tratamento superficial do solo, tendo sido menores nas parcelas onde a palha foi aplicada ou o restolho mantido. A manutenção do restolho é a prática que menos parece proteger a cultura das geadas
Efeitos da mobilização do solo e do controlo da vegetação no teor de água do solo em olivais no Alentejo.
Este trabalho compara o teor de água do
solo, entre Janeiro de 2004 e Abril de
2005, em resultado da aplicação de 3 técnicas de controlo da vegetação herbácea
em olivais jovens: cobertura com luzerna,
Medicago spp. (L), mobilização tradicional
(M) e não mobilização (N). A área em
estudo localiza-se na Herdade dos Lameirões (DRAAl), Safara, a leste de Moura,
envolvendo 6 parcelas de olival (var.
“Galega”) situadas numa encosta com
4-5% de declive, num Solo Calcário Vermelho Para Barro derivado de calcários
não compactos associados a xistos (Vc‘),
Cambissolo Vértico-Calcárico (Crómico)
na terminologia WRBSR. A humidade do
solo foi objecto de três tipos de monitorização: irregular (humidade gravimétrica),
principalmente na camada 0-10 cm; periódica, quase quinzenal, com sondas PR1
(Delta-T)* até aos 40 cm; e contínua, com
as mesmas sondas e profundidades anteriores. Atendendo às limitações das sondas
PR1 em solos argilosos, os resultados são
analisados comparativamente. O tratamento L teve uma redução mais rápida da humidade na camada 0 a 20 cm nos períodos com maior desenvolvimento vegetativo e durante o Inverno de 2005 (com temperaturas mínimas muito baixas, grandes
amplitudes térmicas diárias e extrema
secura). O tratamento M evidencia maior
descontinuidade do perfil hídrico dos
10-20 cm para os 20-30 cm, indiciando
menor drenagem para as camadas subjacentes aos 20 cm. O mesmo tratamento
registou maiores variações de humidade
entre os 0 e os 20 cm, durante o Verão de
2004, em que se manteve com solo nu,
diferença que pode dever-se a uma maior
intercepção e evaporação pelos resíduos
vegetais existentes à superfície nos tratamentos L e N. O tratamento N indicia um
perfil hídrico mais homogéneo: a ausência
de mobilizações permite uma maior variação da humidade nas camadas subjacentes
aos 20 cm do que no tratamento M e o controlo da vegetação (com herbicida na linha
e corte na entrelinha) origina menores perdas de humidade entre os 0 e os 20 cm do
que no tratamento L. (* Referência apenas
com fins informativos)
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