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O Irão, os EUA e a geopolítica do Golfo Pérsico
A geopolítica da energia no Golfo Pérsico tem
sofrido alterações significativas. Por um lado,a dinâmica da oferta e da procura está a ser alterada pela emergência de novas potências; por outro, a relação privilegiada Arábia Saudita-EUA foi abalada pela tentativa americana de romper o modelo da OPEP no Iraque. Mas, mais importante, a transferência parcial do consumo do petróleo para o gás natural como hidrocarboneto mais procurado pelas economias desenvolvidas, está a criar uma mudança no grau de importância dos países produtores: a Rússia, o Irão e o Qatar, ricos em gás natural, tendem no longo prazo a sobrepor-
se à Arábia Saudita. Este artigo analisa
as consequências de todas estas alterações no
panorama de Médio Oriente, concluindo que
o futuro da região em muito dependerá das
opções estratégicas da potência ainda dominante na região, os Estados Unidos
O Irão de Ahmadinejad
O Presidente do Irão, Mahmoud Ahmadinejad,
reflecte a segunda geração herdeira da Revolução
Islâmica de 1979, que é, por natureza,
conservadora e anti-ocidental. A sua base de
apoio é um movimento que resulta da fusão
entre conservadores-extremistas religiosos,
grupos militares e para-militares (em particular
os Guardas Revolucionários e os basij), que se
propõem fazer cumprir os ideais da Revolução.
Todos eles abraçaram visões socialmente conservadoras
e internacionalmente conflituosas,
tendo alguns apoiado actividades violentas no
exterior. Na perspectiva externa, o estilo tem
sido mais agressivo, o que tem agravado as
tensões com Washington. Importa lembrar que
o Irão é governado por instituições complexas,
com vários centros de poder em competição,
favorecendo a continuidade à mudança. Nenhum
dos aspectos essenciais do comportamento
passado mudou: o regime está longe do
colapso, detém trunfos no que diz respeito
quer ao Iraque, quer à proliferação nuclear.
Além disso, apoia a actividade terrorista no
estrangeiro. Consequentemente, qualquer
possibilidade de mudança no seu comportamento
só poderá resultar de um esforço sério
e coordenado de integração do Irã
Las nuevos negocios de carne halal. Encuesta con los Carniceros Islamicos y sus clientes en el Barrio "Saint Michel" de Burdeos
Los expertos habían previsto una tendencia a la baja de las prácticas culturales y religiosas al nacer la segunda y la tercera generación de Magrebí en Francia y sin embargo asistimos por lo contrario al desarrollo de nuevas tendencias de compra y de prácticas culinarias respetuosas de los principios mulsumanes. Pero iríamos descaminados al pensar en un regreso de la tradición ..
O direito à Guerra Justa
A complexidade do ambiente estratégico contemporâneo torna difícil a aplicação da Teoria da Guerra Justa. Esta tradição secular parece funcionar como instrumento legitimador da acção do poder dominante. Como todas as teorias, foi evoluindo e ajustando os critérios às realidades de cada época. Actualmente e utilizando o caso prático da Guerra do Iraque, é impossível encontrar consenso sobre a justiça da Guerra. Sob uma análise imparcial, tentaremos perscrutar as causas desta Guerra e apresentar as várias perspectivas sobre este conflito
United States and Syria : to the end of cold war to contemporaneity
O artigo trata do relacionamento entre Estados Unidos entre o encerramento da Guerra Fria e os dias atuais. Em todo o período, as relações são caracterizadas por tensão, haja vista a diferença de regime político. Todavia,
em função do crescimento do extremismo, há a possibilidade de uma aproximação involuntária e temporária. _______________________________________________________________________________________________ ABSTRACTIn brief terms, the article deals with the relationship between the United States and Syria starting from the end of Cold War up to current days. Throughout this period, the relations are characterized by tension given the differences of both political regimes. However, because of the rising of the political radicalism, there is a possibility of an involuntary and temporary approximation
Europa Ocidental e Rússia: relações de poder
A II Semana Acadêmica de Relações Internacionais foi realizada em novembro de 2017, na Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), nas dependências do campus do Parque Tecnológico de Itaipu (PTI) e do campus Jardim Universitário (JU)O presente artigo visa analisar as relações de poder entre a Europa Ocidental e a Rússia, perpassando
pelos referenciais do pensamento geoestratégico ocidental, a Guerra Fria e chegando até os dias atuais,
em que a contra-ofensiva russa frente ao Ocidente se evidencia em iniciativas militares e econômicas. A
metodologia utilizada é a revisão bibliográfica de artigos e livros. O principal objetivo é traçar um
panorama da disputa geopolítica entre a Europa Ocidental e Rússia que, em última instância, trata-se de
um enfrentamento entre modelos político-civilizacionais distintosCentro Interdisciplinar de Integração e Relações Internacionais - CIIRI ; Programa de Pós-Graduação em Integração Contemporânea na América Latina - PPGICA
Base Política e Jurídica da “Operação Liberdade Iraquiana” e a necessidade de auto-preservação do Estado Liberal
Este artigo visa analisar a recente intervenção anglo-
-americana no Iraque a partir da sua conexão com o
Direito Internacional e com a política internacional.
Defenderei que do ponto de vista jurídico, a ‘operação
liberdade iraquiana’ assenta em bases muito frágeis. A
razão disso é que nem o amparo dos Estados Unidos na
legítima defesa preventiva, nem o britânico na ideia de
autorização implícita do Conselho de Segurança
têm respaldo nas normas que regulamentam o uso da
força nas relações internacionais. A melhor justificação
jurídica, no entanto, o direito à intervenção humanitária
unilateral, que, sem dúvida se adequaria à situação
reinante no Iraque, somente foi utilizada secundariamente,
ainda que tenha servido para aplacar as condenações
internacionais. De qualquer modo, submeto a
tese de que, mesmo a subsistirem dúvidas, quanto à
legalidade da intervenção, ela justifica-se do ponto de
vista da necessidade política, já que Estados liberais não
devem esperar serem atingidos para tomar medidas
contra agressores contumazes e tão pouco tolerar regimes
tirânicos que oprimem o seu próprio povo
Iraque : a emergência do conflito civil
O presente artigo busca analisar sobre o legado da presença norte-americana em solo iraquiano e especular possíveis conseqüências de sua retirada
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