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    Hibridação e pós-colonialismo

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    A hibridização refere-se a um modo de conhecimento e de ação associados com o híbrido. E esta última idéia denota os interstícios, a rede de relacionamentos, os lugares e as instâncias que, à medida que fundem as suas essências e experiências, geram novas produções e reproduções de si mesmos. O hibridismo é percebido por várias escolas de pensamento e por muitos autores literários como uma das principais armas contra o colonialismo. Isto é especialmente verdadeiro para os teóricos do pós-colonialismo, como Edward Said e Homi Bhabha. Se o entendimento do hibridismo é fundamental para a reflexão que os Estudos Pós-Coloniais empreendem sobre a nossa sociedade intercultural, também é verdade que essa escola de pensamento mostra-se, ela própria, híbrida desde as suas origens. Na verdade, na nossa era pós-colonial, os textos literários e até mesmo a escrita científica (histórica, sociológica, etc ) exibem uma natureza cada vez intercultural. Mas como podem estes ‘Estudos Híbridos’, de que uma manifestação recente é a Hibridologia, através de um historiador, um sociólogo, um antropólogo ou um crítico literário, detectar tais significados públicos polissémicos que conduzem a uma mais intensa comunicação intercultural? Uma das respostas possíveis pode ser a seguinte hipótese: além da leitura e escrita de saberes especializados, os conceitos comuns (um termo central na fenomenologia sociológica de Alfred Schutz), utilizados por pessoas comuns de diferentes origens culturais numa base diária, pode constituir uma das chaves para a compreensão mútua entre as diferentes culturas hoje interligadas nas nossas sociedades pós-coloniais globais

    Colonialismo e história

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    Assistimos hoje no campo da reflexão histórica mundial à veemência do reaparecimento do fenómeno colonial, que se tem vindo a impor não só pela sua natureza de ‘temática das minorias’ , mas também pelo duplo facto de, por um lado, permitir repensar em termos ‘pós-coloniais’, as identidades nacionais dos colonizadores e dos colonizados, cuja emancipação passou pela recuperação da sua própria história, pela afirmação da sua identidade histórica e pela preservação da sua memória, e por outro, exigir uma maior densidade interrogativa sobre a politização e a ideologização interna da História. Reflectindo sobre a importância da ‘democratização’ introduzida pela história contemporânea no palco da História, Pierre Nora (Rendez-vous de l’Histoire, 2011) sublinha uma evidência: a história mundial, que enraíza no eurocentrismo, se regista o laço apertado entre Europa/Ocidente e História, num movimento semelhante àquele que estabelece a relação profunda entre Nação e História, impõe o estudo do fenómeno colonial, cada vez mais considerado como núcleo estruturante dos processos de construção da História, das histórias nacionais (também) ocidentais. Se a articulação entre História e Ideologia regista o modo como a história do Ocidente ou a história ‘à ocidental’ foi objecto de manipulação do político e do ideológico, mostra também como as histórias das nações europeias se organizaram e se tornaram o eixo central a partir do qual se estratificou o resto da História e do Mundo. Mas o estudo do colonialismo que põe em evidência a natureza hegemónica do Ocidente, dando conta da inevitabilidade da ideologização do fabrico da História, revela hoje a necessidade de proceder à revisão da simples inscrição do colonialismo no grande registo da história nacional, reescrevendo-a à luz do fenómeno colonial. A renovação da historiografia portuguesa, a partir da década de 1840, na esteira das “mais avançadas historiografias europeias da época, fez emergir “um novo protagonista e referente identitário, a nação” (Matos, 2013) que se foi construindo baseado na ideia de uma superioridade racial/física, intelectual e cultural europeia e na organização de projectos e de práticas, que fixaram os ingredientes científico-culturais que permitiram, no século XX, materializar a hierarquização e a dominação do mundo. Escrever hoje sobre a relação entre a historiografia portuguesa e o fenómeno colonial que marcou intensamente a história nacional nos últimos dois séculos, representa uma tarefa complexa onde se cruzam silêncios e incomodidades, manipulações políticas e ideológicas, distorções documentais e fragilidades conceptuais, que exigem um trabalho árduo e crítico de reorganização de um passado marcado por preconceitos múltiplos, cujos sinais permanecem inscritos no Portugal contemporâneo

    Multiculturalismo e costituzione

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    Sommario: 1. La dimensione globale dei diritti. 2- Multiculturalismo e costituzione nel nuovo contesto - 3. Cosmopolitismo, identità, meticciato. - 3.1. Multiculturalismo irenico - 3.2. Colonialismo culturale. - 3.3. Costituzionalismo meticci

    The Integration of phoenician communities in the Iberian Peninsula during the Roman Empire from a postcolonial perspective

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    The goal of this paper is to research on the analysis of the process of integration experienced by the Phoenician-Punic communities of the Iberian Peninsula in the Roman world, from the end of the Second Punic War (206 BCE) until Flavian times (mid-1st Century CE). The main goal is to explain the process of identity construction among these communities and the changes that led to their gradual transformation into Roman ciuitates. This thesis tries to overcome the traditional one-way approaches applied the “Romanization” process in the Ulterior-Baetica province. In this regard, we reinterpret the so-called “Punic cultural resistances” as identitarian reworkings within the Roman world.Universidad de Málaga. Campus de Excelencia Internacional Andalucía Tech

    El Caribe: colonialismo y desarrollo

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    Colonialismo interno

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    El poder menos pensado: colonialismo y empoderamiento de trabajadores domésticos en el cine. El caso de "Parque vía"

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    Se presenta un análisis de la película "Parque vía" desde la perspectiva de los Estudios de la Cultura. El énfasis está puesto en una nueva forma de representar la relación entre el trabajador doméstico y la dueña de casa, marcada por un empoderamiento del trabajador sobre su empleadora que está presente en esta obra y en otras similares. Este empoderamiento cuestiona el colonialismo implícito en la relación laboral desde sus orígenes y se halla reflejado en la diferencia étnica como estrategia de representación. A pesar de que el cuestionamiento y empoderamiento desestabilizan las jerarquías de poder, no logran invertirlas definitivamente, preservándose el colonialismo en el interior de esta actividad

    Colonialism and intertextuality in James Cameron's Avatar

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    Avatar no es única y exclusivamente una película de ficción, sino que ésta es una alegoría de escenas y hechos pasados relevantes en la historia del mundo. En los siglos XVI y XVII, muchos europeos emigraron a América para colonizarla, una tierra que en aquellos tiempos estaba aún por descubrir. En el siglo XX hubo un intento de cambiar el orden establecido cuando un grupo de yihadistas atacaron el centro neurálgico de la economía y la democracia, los Estados Unidos de América. En este artículo se mostrará la relación que hay entre el antiguo colonialismo y el ataque reciente de las Torres Gemelas de América con la película de James Cameron, Avatar. A través de los textos de John Smith, Álvar Núñez Cabeza de Vaca y William Bradford descubriremos una serie de similitudes entre el antiguo colonialismo y un futuro muy cercano, el de Pandora en 2154.Departamento de Filología InglesaGrado en Estudios Inglese

    Colonial state terror in Puerto Rico: A research agenda

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    Este artículo propone el concepto de terrorismo de estado colonial como categoría para el análisis de los usos de la violencia política llevados a cabo por los gobiernos de Estados Unidos y Puerto Rico y por organizaciones pro-estatales en el conflicto colonial puertorriqueño. Para ello, el artículo está dividido en tres partes generales: en primer lugar, se presenta un análisis de la definición jurídico-política del colonialismo estadounidense a través del concepto del estado de excepción colonial; en segundo lugar, expone el concepto de terrorismo de estado colonial; y en tercer lugar, desarrolla una breve historia sobre los usos del terrorismo de estado colonial a lo largo de la historia del colonialismo estadounidense en Puerto Rico. De este modo, este artículo busca establecer una agenda de investigación para la mejor comprensión de la relación entre el colonialismo, la violencia política, el derecho y la despolitizaciónThis paper puts forth the concept of colonial state terror as a category for the analysis of the uses of political violence in the Puerto Rican colonial conflict by US and Puerto Rican governments and pro-state organisations. To this end, the paper is divided in three general parts: firstly, it provides an analysis of the legal and political definition of US colonialism through the concept of the colonial state of exception; secondly, it exposes the concept of colonial state terror; and thirdly, it develops a brief history of the uses of colonial state terror in the long history of US colonialism in Puerto Rico. In doing so, this paper seeks to establish a research agenda for the better understanding of the relationship between colonialism, political violence, law and de-politicisatio

    «Zonas de contacto» e o presente (pós)colonial

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    Este texto pretende fazer uma breve discussão do paradigma pós-colonial e das suas implicações na Geografia partindo da análise de duas imagens em resorts no «sul» global, procurando desta forma «materializar» algumas das ideias, conceitos e posturas que o pós-colonialismo nos traz, e usando em particular o termo ‘zonas de contacto’
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