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A biodiversidade
"[…]. O estudo da diversidade biológica – ou biodiversidade – e da ecologia está intimamente relacionado com a promoção da conservação da natureza. O termo "biodiversidade" nasceu no forum "BioDiversity" em Washington, em 1986, e foi pela primeira vez publicado em 1988 pela National Academy Press (Wilson, 1988 a, b). Rapidamente, o conceito tornou-se popular e segundo Wilson (1992) pode ser definido como: "... a variedade de organismos considerados a todos os níveis, desde a genética às espécies e aos ecossistemas1" (ver igualmente Reaka-Kudla et al., 1996). Esta definição incorpora três escalas de diversidade (genes, espécies, ecossistemas) que são actualmente consideradas como interdependentes, embora continuem a ser estudadas empiricamente em separado. Uma visão diferente do que consiste a biodiversidade foi recentemente apresentada por Hubbell (2001) que considera que este termo é sinónimo de "... riqueza em espécies e abundância relativa de espécies no espaço e no tempo2". Por outro lado, o conceito de diversidade funcional implica que as comunidades mais diversas não sejam necessariamente aquelas que possuem mais espécies, mas sim as que possuem maior número de grupos funcionais (isto é, guildes3) (Hector, 1998; Gaston e Spicer, 2004). Por exemplo, embora não sejam particularmente ricas em espécies, as florestas naturais dos Açores funcionam de forma eficaz, já que possuem o número de espécies suficiente nos vários grupos funcionais realizando funções únicas. […].
Valor da biodiversidade
Além do valor intrínseco da biodiversidade (a natureza funcionando como ela é; as espécies são o produto de longa história evolutiva continuada por meio de processos ecológicos e, desse modo, têm também direito à vida), a biodiversidade também desempenha papel fundamental como serviços do ecossistema, na manutenção de processos ecológicos. O valor econômico ou utilitário da biodiversidade se apóia na dependência do homem sobre a biodiversidade, produtos que a natureza supre: madeira, fibras, resinas, produtos químicos orgânicos, genes, assim como conhecimento para aplicação em biotecnologia, incluindo medicamentos e subprodutos cosméticos. Compreende também os serviços ecossistêmicos, tais como a regulação do clima, hábitats alimentares e reprodutivos para a pesca comercial, alguns organismos que contribuem para a fertilidade do solo por meio de ciclos interativos complexos, com a participação de organismos do solo (minhocas, cupins, bactérias, fungos) que atuam na ciclagem de nitrogênio, fósforo e enxofre, tornando-os disponíveis para serem absorvidos pelas plantas. Esses serviços são os benefícios que recebemos indiretamente da função dos ecossistemas naturais - manutenção da qualidade do ar, clima regional, qualidade de água, ciclagem de nutrientes, hábitats reprodutivos de peixes comerciais, com seus valores econômicos relacionados. ____________________________________________________________________________________ ABSTRACTIn addition to its intrinsic value (nature working as it is; species are the product of a long history of continuing evolution by means of ecological processes, and so they have the right to continued existence), biodiversity also plays a fundamental role as ecosystem services in the maintenance of natural ecological processes. The economic or utilitarian values of biodiversity rely upon the dependence of man on biodiversity; products that nature can provide: wood, food, fibers to make paper, resins, chemical organic products, genes as well as knowledge for biotechnology, including medicine and cosmetic sub-products. It also encompasses ecosystem services, such as climate regulation, reproductive and feeding habitats for commercial fish, some organisms that can create soil fertility through complex cycles and interactions, such as earthworms, termites and bacteria, in addition to fungi responsible for cycling nutrients like nitrogen, phosphorus and sulfur and making them available to plant absorption. These services are the benefits that people indirectly receive from natural ecosystem functions (air quality maintenance, regional climate, water quality, nutrient cycling, reproductive habitats of commercial fish, etc.) with their related economic values
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Leptodactylus syphax
Number of Pages: 9Integrative BiologyGeological Science
A bryophyte checklist of the ecological reserve of Gurjaú, Pernambuco, Brazil
A bryophyte checklist of the Ecological Reserve of Gurjaú (08º10’00'’-08º15’00"S; 35º02’30"- 35º05’00"W), a remnant of the Atlantic Forest in the State of Pernambuco, has been compiled. The Reserve covers an area of approximately 1362 ha, including several forest fragments of diverse sizes and stages of conservation. Specimens collected during the years 2000 and 2001, and voucher specimens from the UFP Herbarium at the Federal University of Pernambuco (UFPE) were analyzed. Bryophytes were collected on live and dead trunks, rocks, leaves and soil. The studied bryoflora is composed of 53 species of liverworts, 37 species of mosses and one hornwort. Among the twenty-three registered families, Lejeuneaceae (41 spp.) was the most representative one with the highest generic and specific richness, which confirms its status as predominant in tropical rain forests. Fissidens (7 spp.), Lejeunea and Cheilolejeunea (6 spp.), and Calymperes (4 spp.) were the most representative genera. The studied bryoflora is predominantly composed of species of neotropical distribution, widely spread throughout Brazil. The presence of an endemic species of the Atlantic Forest, Vitalianthus bichlerianus (Pôrto & Grolle) Schust. & Giancotti, and some other exclusively Brazilian species, e.g., Riccardia regnellii (Ängstr.) Hell have been recorded from the site
Biodiversidade marinha dos Açores
"O ARQUIPÉLAGO DOS AÇORES localiza-se perto da crista meso-atlântica estando as ilhas dos grupos central e oriental localizadas na microplaca dos Açores e as do grupo ocidental na placa americana. A latitude média do Arquipélago ronda os 39ºN, ou seja, quase a mesma de Lisboa ou de Nova Iorque. Nestas cidades, os Invernos e Verões são rigorosos, mais em NY do que em Lisboa mas a amplitude térmica das nossas ilhas é baixa e as temperaturas variam entre valores de conforto térmico tanto no Inverno como no Verão. Por outro lado, a água do mar raramente desce abaixo dos 17ºC no Inverno e atinge médias de 23-24ºC no Verão. É precisamente esta característica climatérica que permite que a diversidade marinha dos Açores apresente aspectos únicos, nesta região do Atlântico, transformando-a, simultaneamente, num conjunto faunístico de características marcadamente subtropicais. […]
2010 ANO internacional da biodiversidade.
bitstream/item/32427/1/Ano.internacional.biodiversidade.pd
The effect of habitat fragmentation in the diet of pine marten
Tese de mestrado. Biologia (Biologia da Conservação). Universidade de Lisboa, Faculdade de Ciências, 2012The european pine marten Martes martes (Linnaeus 1758) is a member of the Mustelidae family, comprising such members as weasels, stoats, polecats, mink, marten, fishers, wolverines, otters, badgers and others. This family of carnivores has a high influence in the food chain of many habitats and its protection depends on finding a compromise on the degree of human actions in the environment. With the increase of forest fragmentation all around the globe in the last century, it becomes essential to understand the role played by habitat fragmentation in forest-type habitats. This project regards the possible differences between the diet of European marten (Martes martes) in a fragmented and a non-fragmented area in the northeast of France, specifically in the Ardennes region. This work’s objectives are: (i) to understand the results obtained within the general theme of forest management and conservation of pine marten; (ii) to compare pine marten diet in a fragmented and a non-fragmented area, regarding one of the pine marten’s basic resource (rodents); (iii) To speculate about resource availability, regarding the results. To accomplish the objectives of we performed transects in two different kinds of habitat to retrieve pine marten droppings. After a genetic analysis of the droppings, the eating habits of the species were studied through the verification of the content of the droppings and related to the variation of types of prey on both sites. The results we obtained allow us to conclude that the pine marten explores other trophic resources in fragmented areas such as the consumption of seeds and that it goes outside of its preferred habitat to feed therefore adapting to an high degree of habitat fragmentation.Salvar a biodiversidade teve, nas últimas décadas, uma atenção especial nos níveis mais baixos da biodiversidade. Menos atenção tem sido dada à identificação dos processos ambientais que ameaçam a biodiversidade, e como estes são susceptíveis de se alterarem num futuro próximo (Debinski e Holt, 2000). A perda e fragmentação de habitat, em termos de conservação da biodiversidade, está entre as principais preocupações ambientais actualmente, mas os mecanismos subjacentes a fenómeno são difíceis de identificar e compreender, tal como os respectivos impactos. Esta importância relativamente a estes fenómenos prende-se pelo efeito negativo proveniente dos mesmos. Existem vários exemplos desses efeitos como um aumento no índice da mortalidade de indivíduos que se deslocam entre zonas de habitat e uma redução do tamanho de populações locais originando uma maior vulnerabilidade à extinção (Fahrig e Merriam, 1994). O conhecimento profundo dos factores prejudiciais para a biodiversidade deve ser o componente mais importante do planeamento de conservação e, como tal, a falta desse mesmo conhecimento, especialmente no que toca à relação entre os efeitos da fragmentação de habitats sobre as populações de mamíferos no topo da cadeia alimentar, provoca um entrave à conservação das espécies. A espécie estudada, a marta (Martes martes) é um carnívoro de médio porte cuja dieta é predominantemente carnívora (Jedrzejewski et al 1993, Baltrûnaitë 2002, Caryl 2008). Na região escandinava, a marta é frequentemente categorizada como uma espécie especialista, porque está dependente de manchas de floresta antiga com possíveis locais de descanso e de nidificação, a fim de estar protegida contra predadores. Esta espécie está distribuída por toda a França e está, supostamente, regredindo ao longo dos séculos como resultado de envenenamento por armadilhas e fragmentação florestal (Maurin, 1992). Alguns tópicos de ecologia da marta como dieta (Nyholm 1970, Garzon et al. 1980, Reig e Jedrzejewski 1988, Jedrzejewski et al. 1993, Clevenger 1993, Pulliainen & Ollinmaki 1996, Helldin 2000), área vital (Zalewski et. al. 1995, Caryl 2008) e preferências de habitat (Brainerd e Rolstad 2002) foram dissecados ao longo dos anos, mas a nossa percepção dos elementos que limitam a densidade e distribuição da marta europeia permanecem em grande parte inexplicados (Helldin 1998). O papel ecológico preenchido pela espécie é muito importante e é bastante diversificado. É principalmente um predador, mas é também um necrófago e complementa sua dieta com material vegetal, portanto, pode ser classificada como omnívora (Marchesi e Mermod 1989). A marta foi escolhida como modelo de estudo devido ao impacto que a espécie tem nos vários degraus da cadeia trófica e também devido à sua matriz de necessidades ecológicas. Outras influências que levaram a esta escolha foram as de que esta era uma espécie pertencente a um projecto de conservação decorrendo na região e que este estudo nos pode mostrar como a população local de marta subsiste contra uma alta percentagem de fragmentação do seu habitat. Satisfazer as necessidades alimentares de cada espécie é uma das questões fundamentais da ecologia. Isso ocorre porque o alimento é o principal agente regulador das populações e, portanto, ao estudar a disponibilidade de recursos alimentares e como as espécies as aproveitam, podemos usar essas informações para ajudar a preservar a espécie. Neste trabalho, os nossos objectivos foram os de identificar possíveis diferenças na alimentação da marta variando de uma zona de floresta contínua para uma com elevado grau de fragmentação e de integrar os resultados obtidos no espectro de informações sobre a ecologia e conservação da marta. Os nossos dois locais de estudo, uma área de floresta fragmentada e outra de floresta contínua, foram assim divididos em forma de grelha e em cada quadrado foi realizado um transecto de 2 km através de zonas de floresta, para a recolha de dejectos. As zonas de floresta foram definidas através do programa ArcView 3.2 por um especialista com conhecimento do terreno. Os dejectos recolhidos foram então enviados para o laboratório na Universidade de Lyon para identificação das espécies utilizando marcadores moleculares. Os dejectos que foram identificados positivamente como marta foram depois analisados em laboratório de forma a conhecer a dieta da espécie. Os elementos que encontrámos foram categorizados em cinco classes de acordo com os vestígios encontrados: "Roedores", "Aves", "Sementes", "Insectos" e "Outros mamíferos". A classe – “Outros mamíferos” incluiu carcaças e animais insectívoros. Os resultados foram expressos em termos de ocorrência relativa dividindo-se o número de dejectos em que a presa ocorreu com o número total de dejectos analisados. As diferentes classes de alimento foram classificadas quanto à sua importância no espectro de alimentos. A classe "Sementes" apenas estava presente no local de estudo com floresta contínua com uma classificação de "uso constante", devido à sua percentagem de ocorrência (11%) e foi a diferença mais notável entre os dois locais de amostragem. Foram identificadas duas espécies nesta categoria: Rosa canina L. e Prunus avium, duas espécies não florestais. A classe – “Roedores” foi a mais representada tendo uma percentagem de ocorrência total de perto de 50% em ambas as áreas enquanto a classe – “Aves” também ela estava bem representada na dieta com valores a rondar os 30%. Ambas as classes são consideradas recursos básicos na dieta da marta. As restantes classes, - “Insectos” e – “Outros mamíferos”, representaram cerca de 11 e 2 % respectivamente, tendo esta última apenas elementos encontrados no local de estudo com floresta contínua. Com os dados obtidos testámos a hipótese nula das dietas não serem diferentes e, não tendo rejeitado essa hipótese, fomos verificar se o mesmo acontecia relativamente à classe – “Roedores” tendo obtido o mesmo resultado de não-rejeição da hipótese em teste. Face a estes resultados fomos então verificar se a proporção de "Roedores" é homogénea, ou seja, se cada recurso desta classe é explorado de igual forma onde o resultado foi altamente significativo. Para complementar os resultados anteriores decidimos avaliar a amplitude da exploração de recursos calculando o índice de Shannon-Wiener (Krebs 1999) de amplitude de nicho trófico (H ') e recorrer a uma comparação estatística da amplitude ambos os nichos. O teste t resultante não rejeitou a hipótese nula de nichos não diferentes. Finalmente usamos o índice de Pianka (Pianka 1973 em Krebs 1999) para ver como ambos os nichos se sobrepõem. O resultado obtido foi uma sobreposição quase total (0,97) dos mesmos. Finalmente, a fim de adquirir uma melhor compreensão sobre os hábitos alimentares da marta, foram usados os dados adquiridos relativamente ao local de floresta fragmentada. Nessa análise separaram-se os elementos da classe – “Roedores” em 2 grupos usando as suas preferências de habitat como critério de escolha. Comparou-se então os dois grupos usando a percentagem de habitat correspondente a cada grupo para o cálculo no número de elementos que se esperaria ter encontrado se o uso de habitat fosse igual. O teste revelou que a marta mostra preferência por zonas de floresta mas que explora habitats não florestais em busca de presas. Como tal as principais conclusões deste estudo são de que a marta é um animal que se adapta bem a ambientes altamente fragmentados, saindo do seu habitat preferencial para explorar os recursos tróficos existentes noutros habitats. Outra conclusão que os dados nos permitem retirar é de que os elementos da classe – “Sementes” são usados como complemento da dieta da marta em habitats fragmentados levando a uma especulação de que os recursos básicos da sua dieta não são suficientes para as suas necessidades ecológicas. As limitações deste trabalho prenderam-se pela proporção de dejectos encontrada em ambos os locais (5 para 1 a favor do local com fragmentação florestal) levando a uma comparação dieta muito menos robusta do que a que poderia ter sido feita. Outra limitação foi o facto de não termos procedido à identificação de espécies de aves como foi feito noutros trabalhos que poderia dar-nos indicações relativamente a possíveis efeitos da fragmentação de habitat neste recurso essencial na dieta da marta. Finalmente o número de dejectos analisados poderia ter sido maior para prevenir a possível ausência de certas presas do espectro alimentar analisado e para melhorar a nossa análise em relação à sua robustez. Uma medida necessária para aumentar o nosso conhecimento sobre o tema é o de se realizar um estudo sobre o uso da paisagem por martas em um habitat altamente fragmentado, a fim de maximizar os esforços de conservação. Seria também importante caracterizar um espectro elevado de fragmentos florestais (diferentes tamanhos, formas, espécies vegetais) no que toca aos dois factores mais importantes na ecologia da marta: a existência de locais de descanso e nidificação e a disponibilidade de presas. O conjunto de informações obtido nestes estudos seria essencial para a conservação da espécie
Contribution of shredder macroinvertebrates and aquatic hyphomycetes to litter decomposition in remote insular streams
Dissertação de Mestrado, Biodiversidade e Biotecnologia, 31 de janeiro de 2019, Universidade dos Açores.É bem conhecido que os trituradores desempenham um papel crucial no processamento de matéria orgânica. Nos sistemas oceânicos dulçaquícolas, onde os ribeiros são caracterizados por uma baixa densidade e riqueza de trituradores, os microrganismos (hifomicetes aquáticos) parecem ser os principais decompositores da folhada. No entanto, o que aconteceria se a densidade de trituradores fosse maior? Contribuiriam ativamente para a decomposição da folhada? Aqui tentamos responder a estas questões avaliando os efeitos dos trituradores e hifomicetes aquáticos na decomposição da folhada em ribeiros insulares. Três espécies de folhas com características físicas e químicas distintas, Alnus glutinosa, Clethra arborea e Cryptomeria japonica, foram colocadas em sacos de rede com malha grossa e fina para permitir e evitar a entrada de macroinvertebrados, respectivamente, e incubadas em seis ribeiros ao longo de um gradiente de Limnephilus atlanticus (Trichoptera) na ilha de São Miguel. Na presença de trituradores, a perda de massa foliar foi maior nos sacos de malha grossa. No entanto, nenhuma diferença significativa foi encontrada na perca de massa entre os tipos de sacos em ribeiros sem L. atlanticus. A decomposição da folhada na presença de trituradores foi significativamente mais rápida para A. glutinosa do que C. arborea e C. japonica. Os resultados mostram que, quando L. atlanticus está presente em densidades altas, pode ter um papel significativo no processamento de matéria orgânica, enquanto que a decomposição da folhada é principalmente mediada por microorganismos quando a densidade de L. atlanticus é baixa, ou estão ausentes, mesmo na presença de outros trituradores. Além disso, a decomposição depende da qualidade da folhada, sendo as folhas com alta concentração de nutrientes e baixa concentração de compostos secundários preferidas pelos trituradores e hifomicetes aquáticos.ABSTRACT: It is well known that shredders play a crucial role in organic matter processing. In oceanic freshwater systems were streams are characterized by low shredder density and richness, microbes seem to be the main litter decomposers. However, what would happen if the densities of shredders were greater? Would they contribute actively to litter decomposition? Here we try to answer these questions by evaluating the effects of shredders and aquatic hyphomycetes on litter decomposition in insular streams. Three leaf species differing in physical and chemical characteristics, Alnus glutinosa, Clethra arborea and Cryptomeria japonica, were enclosed in bags of coarse and fine mesh to allow and avoid macroinvertebrate access to the litter, respectively, and incubated in six streams along a gradient of Limnephilus atlanticus (Trichoptera) density in São Miguel island. In the presence of shredders, leaf mass loss was higher in coarse mesh bags. However, no difference in litter mass loss was found between bag types in streams with no L. atlanticus, despite the presence of other shredder taxa. Litter decomposition in the presence of shredder was significantly faster for A. glutinosa than C. arborea and C. japonica. These results suggest that when L. atlanticus are present at relatively high densities they may have a significant role on organic matter processing, while microbes mainly drive litter decomposition when L. atlanticus density is low, or they are absent. Moreover, litter decomposition depend on litter quality, with leaves with high nutrient concentration and low concentration of secondary compounds being more preferred by shredder and aquatic hyphomycetes
The role played by exotic plants in urban ecosystems: comments on Spennemann, 2019
The article written by Dirk HR Spennemann, and published in the European Journal of Ecology, addresses the role played by a palm tree species native to the Canary Islands as food source for several frugivore species found in Australian cities. This palm tree bears fruit throughout the year; therefore, it is a reliable food source in winter and helps increasing wildlife support. Spennemann avoids the native versus exotic dogmatic simplism; instead, he assesses the palm tree species based on its positive environmental impact
Modelling tools to predict potential distribution of forest species : using Pico Island and the Azores as study case
Tese de Doutoramento, Biologia, 16 de novembro de 2018, Universidade dos Açores.Os modelos de distribuição de espécies (SDMs) têm sido aplicados em diferentes áreas da ecologia, nomeadamente para modelar a distribuição potencial de espécies invasoras, para avaliar espécies prioritárias no âmbito da conservação e para apoiar o planeamento florestal. Um SDM é uma descrição matemática da distribuição de uma espécie no espaço ambiental, a qual pode ser utilizada para prever a distribuição da espécie no espaço geográfico. O avanço ao nível da capacidade computacional disponibilizou uma diversidade de métodos estatísticos, que anteriormente não era possível utilizar. Esta diversidade de métodos reflete-se num número crescente de publicações direcionadas ao estudo e aplicação dos SDMs e também numa variedade crescente de métodos de modelação. Nos Açores, a abundância crescente de dados corológicos, a diversidade geomorfológica do arquipélago e os diferentes padrões espaciais que é possível encontrar em diferentes ilhas e em diferentes espécies, contribuem para que o arquipélago seja um bom modelo para a comparação de diferentes abordagens de modelação, bem como para testar possíveis constrangimentos inerentes ao processo de modelação. As perguntas de investigação a que pretendemos responder nesta tese foram as seguintes: (i) As abordagens de modelação, baseadas em diferentes fundamentos teóricos, originam resultados semelhantes, ao nível da distribuição potencial das espécies florestais estudadas? (ii) Existe alguma diferença relevante, entre o cálculo de Modelos Lineares Generalizados (GLMs) usando métodos de máxima verossimilhança ou métodos bayesianos? (iii) Existe alguma vantagem, no uso de um campo aleatório relativo à estrutura espacial dos dados, em comparação com os modelos que incluem apenas os efeitos fixos das variáveis ambientais? (iv) As diferentes abordagens de modelação originam resultados consistentes, em particular quando o número de variáveis ambientais utilizadas na modelação é reduzido? (v) As diferentes técnicas de modelação são afetadas de um modo relevante pela dimensão da amostra, pelo tipo de distribuição da espécie e pelas alterações no uso do solo? Para responder a estas questões, foram desenvolvidos três exercícios de modelação: (i) Uma comparação da Análise Fatorial do Nicho Ecológico (ENFA) e da modelação baseada na Máxima Entropia (MaxEnt), utilizando dados relativos à presença de três espécies (Pittosporum undulatum, Acacia melanoxylon e Morella faya) em três ilhas (Pico, Terceira e São Miguel), e incluindo o efeito da redução da dimensão da amostra; (ii) A comparação de modelos com efeitos fixos ou mistos, utilizando a plataforma R para o cálculo de GLMs e da aproximação de Laplace (INLA), permitindo o cálculo da estrutura espacial dos dados (função de covariância de Matérn), baseada em dados de duas ilhas (Pico e São Miguel) para duas espécies (P. undulatum e M. faya), e incluindo o efeito da redução da dimensão da amostra; e (iii) A comparação de GLMs e de uma seleção de algoritmos de autoaprendizagem (Machine Learning), usados para modelar as possíveis alterações nas áreas de distribuição de P. undulatum, A. melanoxylon e M. faya nas três ilhas, resultantes das alterações climáticas previstas para 2100. Em relação ao primeiro exercício, ambas as abordagens originaram cenários semelhantes, particularmente quando a quantidade de informação explicada pela ENFA era elevada; os resultados da modelação foram afetados pela redução do tamanho da amostra; os modelos com melhor capacidade de previsão incluíam um conjunto variado de variáveis ambientais (topográficas, climáticas e de uso do solo); e os modelos eram afetados pela transferência para um novo habitat (i.e. ilha). Os resultados do segundo exercício de modelação indicaram que os GLMs, calculados através de métodos de máxima verossimilhança ou métodos bayesianos originaram resultados similares, mesmo nos casos em que a dimensão da amostra era reduzida; e que a adição de um campo aleatório aumentou o ajustamento dos modelos, particularmente para a árvore menos abundante, M. faya, embora a estrutura do campo aleatório fosse claramente afetada pela dimensão da amostra. O terceiro exercício de modelação revelou que existem várias limitações quando se modela o efeito das alterações climáticas na distribuição das espécies, uma vez que os melhores modelos incluíram variáveis topográficas, demonstrando que a modelação baseada somente no clima poderá não ser fiável; verificou-se igualmente que o ajuste dos modelos variava de forma relevante entre as diferentes abordagens de modelação, e que o algoritmo Random Forest apresentou, em geral, os melhores resultados. De uma forma geral, os resultados desta investigação poderão ser aplicados como forma de apoio à gestão da floresta açoriana. Poderão ser replicados em outros sistemas insulares e noutras regiões florestais, não somente em projetos direcionados para a ecologia das espécies florestais, mas também em questões de investigação relacionadas com a previsão do sucesso e expansão das plantas invasoras, a deteção de áreas adequadas para projetos de restauro, a modelação baseada em dados de deteção remota e a modelação do efeito potencial das alterações climáticas.ABSTRACT: Species distribution models (SDMs) have been used in different areas within ecology, namely to model the potential spread of invasive species, to evaluate and manage priority species for conservation and to support forest management. An SDM is a mathematical description of the species distribution in the environmental space that can be used to predict the distribution of the species in the geographic space. The advances in computational capabilities have provided increasingly greater and more intensive statistical algorithms than was previously possible, as reflected by the increasing number of publications addressing SDMs and also the growing variety of modelling approaches. In the Azores, the growing abundance of the species distribution data, the diversity on island size and morphology, and the different spatial patterns that are possible among islands and species, make the archipelago a good model for the comparison of different modelling approaches and to test possible modelling constraints. Overall, the results of this research can be expanded to support Azorean forestry management, and could be replicated in other island systems and forest regions, not only in projects addressing the ecology of particular forest species, but also when handling research questions related with the prediction of plant invader success and expansion, the detection of areas potentially suited for restoration projects, modelling based on remote sense data, and modelling of the potential effect of climate change
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