This article analyzes the construction of the professional identity of course coordinators at Colleges of Technology within the context of Vocacional and Technological Education. Considering the coordinator as a mediating agent between institutional policies, the teaching staff, and student demands, the study investigates the extent to which institutional documents — especially internal regulations and Pedagogical Course Projects (PPCs) — formally define their professional identity. The research adopts a qualitative approach based on Bardin’s (2016) content analysis, involving the reading and categorization of normative documents and interviews with six course coordinators from a public institution in the state of São Paulo. The theoretical framework draws on authors such as Hall (2003a, 2003b), Dubar (2009), Placco and Almeida (2015), and Libâneo (2015), who conceive identity as a dynamic, socially constructed process, shaped by tensions between what is prescribed and what is experienced. The results reveal that the coordination role is characterized by identity ambiguity, resulting from the predominance of administrative tasks and the lack of specific training for pedagogical management. Although institutional documents emphasize technical expertise as a requirement for the position, the interviews highlight that relational, communicative, and formative competencies are central to its effective performance. The study concludes that the identity of course coordinators in Vocacional and Technological Education takes on a hybrid form — between the technical and the pedagogical, the manager and the educator — thus requiring institutional policies that acknowledge its formative dimension and adequately prepare coordinators for educational leadership.O presente artigo analisa a construção da identidade profissional do coordenador de curso em Faculdades de Tecnologia, no âmbito da Educação Profissional e Tecnológica (EPT). Considerando o coordenador como agente mediador entre políticas institucionais, corpo docente e demandas discentes, o estudo investiga em que medida os documentos institucionais — especialmente regulamentos internos e Projetos Pedagógicos de Curso (PPCs) — definem formalmente sua identidade profissional. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa, fundamentada na análise de conteúdo de Bardin (2016), envolvendo a leitura e categorização de documentos normativos e entrevistas com seis coordenadores de curso de uma instituição pública paulista. O referencial teórico dialoga com autores como Hall (2003a, 2003b), Dubar (2009), Placco e Almeida (2015) e Libâneo (2015), que compreendem a identidade como um processo dinâmico, socialmente construído e atravessado por tensões entre o prescrito e o vivido. Os resultados revelam que a função de coordenação é marcada por ambiguidade identitária, decorrente do predomínio de tarefas administrativas e da ausência de formação específica para a gestão pedagógica. Embora os documentos enfatizem a expertise técnica como critério para o cargo, as entrevistas evidenciam que as competências relacionais, comunicativas e formativas são centrais para o desempenho da função. Conclui-se que a identidade do coordenador de curso na EPT se configura de modo híbrido — entre o técnico e o pedagógico, o gestor e o educador —, demandando políticas institucionais que reconheçam sua dimensão formadora e o preparem adequadamente para o exercício da gestão educacional
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