Este artigo analisa o discurso publicitário-oficial nos dizeres da Embratur sobre a Amazônia, buscando compreender como a promoção do destino como “uma jornada interior” para o turista estrangeiro silencia constitutivamente os sentidos que revelam as condições de produção da interdição, as quais impedem o acesso de sujeitos locais. Secundariamente, investiga como as formações imaginárias veiculadas acentuam as desigualdades sociais. O estudo utiliza o ferramental teórico-metodológico da Análise do Discurso de base materialista, mobilizando noções como, discurso, formações ideológica e discursiva, silêncio constitutivo, formações imaginárias, entre outras de igual potencial heurístico para o real do mencionado discurso, a saber, as barreiras geoeconômicas e logísticas. O corpus de análise é o texto publicitário “PROMOÇÃO INTERNACIONAL: Embratur lança campanha nos EUA dedicada a promover destinos da Amazônia”, publicado em 06 de setembro de 2024. Os resultados demonstram que o discurso publicitário-oficial, ao focar no turismo de alto padrão, mascara o abismo geoeconômico e a inação do Estado na infraestrutura regional a partir de deslocamentos de sentidos e processamentos metafóricos. Após o percurso analítico percorrido, sopesa-se como o sujeito brasileiro da infraestrutura é interditado materialmente, sendo apagado em favor de um sujeito ideal (o turista com capital), o que reitera e disciplina o acesso ao território segundo o capital financeiro e mantém a desigualdade
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