O objetivo deste artigo é discutir os desafios da prática do autocuidado na sociedade pós-moderna. Desde os anos 1960, as questões identitárias ganharam destaque nos novos movimentos sociais, que enfatizam a representatividade e o "lugar de fala". No entanto, essa ênfase desvia a atenção das lutas de classes. A exclusão dessas lutas da agenda pós-moderna fragmenta os movimentos e os limita aos interesses do capital. É necessário retomar a luta contra o capital, em vez de aceitá-lo como um limite, para evitar o irracionalismo pós-moderno, que busca apenas humanizar e pluralizar a sociedade capitalista. Atualmente, vivemos sob uma representação política superficial dentro do Estado. Este estudo utiliza o método imanente, uma abordagem filosófica crítica que analisa o objeto de estudo a partir de suas características e relações internas, sem recorrer a fatores externos. Essa metodologia é útil nas ciências sociais e na crítica cultural, pois permite uma compreensão profunda das estruturas, dinâmicas e contradições dos fenômenos analisados. As conclusões destacam que a visão do homem pós-moderno, influenciada por Lacan e Foucault, intensifica a sensação de miséria e falta de sentido na sociedade capitalista. Lacan, com sua teoria do sujeito dividido e a busca incessante por um objeto inatingível, e Foucault, com sua análise das microestruturas de poder e identidades fragmentadas, reforçam um cenário de desorientação e alienação
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