Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES)
Doi
Abstract
Artisanal fishing remains essential for many traditional communities along the coastline of Brazil; however, environmental damage has depleted fish stocks and made working conditions difficult in some regions. As a result, fewer young people are interested in continuing this tradition. This study looks at how fishing is practiced in Santiago do Iguape, a quilombola community in Recôncavo Baiano, analyzing both the current situation and the challenges fishermen face by applying an ethicist-emicist perspective. Data were obtained using semi-structured interviews conducted with 104 fishers recruited through the snowball sampling method until theoretical saturation was achieved. This approach was supplemented by field observations and an online questionnaire targeting community youth. The findings reveal that the growth of large enterprises, chemical waste pollution, and ongoing ecosystem degradation have intensified current challenges. While 75% of young individuals have experience in fishing, a substantial number are discouraged from entering the field due to economic uncertainty, adverse working conditions, and limited resources. Despite the sociocultural legacy valued by the community, the risk of diminishing traditional knowledge transfer remains significant. As such, securing legal rights and government protection is imperative to enhance both economic and environmental outcomes and to promote the continued practice of artisanal fishing.A pesca artesanal é uma fonte vital de renda para comunidades tradicionais na costa brasileira, mas a degradação ambiental tem reduzido os recursos pesqueiros e tornado as condições de trabalho inviáveis em algumas localidades, o que acentua o desinteresse das novas gerações em manter essa tradição. Este estudo analisa a pesca na comunidade quilombola de Santiago do Iguape, no Recôncavo Baiano, focando no estado atual da atividade e nos desafios enfrentados, a partir de uma abordagem eticista-emicista. Os dados foram coletados por meio de entrevistas semiestruturadas com 104 pescadores selecionados pela técnica snowball sampling (bola de neve) até a saturação teórica, complementadas por observações de campo e questionário online aplicado aos jovens da comunidade. Os resultados indicam que grandes empreendimentos, contaminação por resíduos químicos e degradação do ecossistema têm agravado a situação. Embora 75% dos jovens tenham experiencia em alguma modalidade de pesca, muitos não pretendem seguir na profissão devido à insegurança econômica, às condições insalubres de trabalho e a escassez de recursos. Apesar de a comunidade possuir um rico patrimônio sociocultural, há riscos de perdas na transmissão desse conhecimento. Portanto, é essencial garantir direitos e proteção governamental para melhorar a situação econômica e ambiental, além incentivar a continuidade da pesca artesanal
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