This article analyzes the relationship between Critical Environmental Education (CEE) and Geography teaching at the Casa Escola da Pesca (CEPE), located on Caratateua Island, in Belém, Pará, within a context of socio-environmental conflicts in the insular Amazon. Grounded in historical-critical pedagogy, the study adopted a qualitative approach based on semi-structured interviews, observations, document analysis, and fieldwork conducted in 2023 and 2024, involving teachers, fishing technicians, students, and local residents. Thematic content analysis showed that Geography teaching, articulated with the lived territory, integrates scientific and traditional knowledge through interdisciplinary practices, community projects, and field activities in rivers and mangroves, fostering critical reflection on water pollution, environmental degradation, and the impacts of port and tourism expansion. The study concludes that CEE, mediated by Geography teaching, strengthens socio-environmental awareness, student protagonism, and the formation of subjects committed to environmental justice and
territorial transformation.Este artigo analisou a relação entre a Educação Ambiental Crítica (EAC) e o ensino de Geografia na Casa Escola da Pesca (CEPE), localizada na Ilha de Caratateua, em Belém/PA, em um contexto marcado por conflitos socioambientais e transformações territoriais na Amazônia insular. Fundamentado na pedagogia histórico-crítica, o estudo adotou abordagem qualitativa, com entrevistas semiestruturadas, observações, análise documental e trabalhos de campo realizados em 2023 e 2024, envolvendo professores, técnicos de pesca, estudantes emoradores. A análise de conteúdo revelou que o ensino de Geografia, articulado ao território
vivido, integra saberes científicos e tradicionais por meio de práticas interdisciplinares, projetos comunitários e atividades nos rios, manguezais e comunidades ribeirinhas, favorecendo a problematização de questões como poluição hídrica, degradação ambiental e impactos de empreendimentos portuários e turísticos. Conclui-se que a EAC, mediada pela Geografia,fortalece a consciência socioambiental crítica, o protagonismo estudantil e a formação de sujeitos comprometidos com a justiça socioambiental e a transformação de suas realidades
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