A variação da posição do forame apical, somada às estruturas radiopacasda região óssea, quase sempre dificulta sua identificação por meio doexame das radiografias, podendo alterar o prognóstico do tratamento.O objetivo deste trabalho foi avaliar visual e radiograficamente a posiçãodo forame e a mensuração quando este não se posicionar no ápice.Foram utilizados 100 caninos superiores monorradiculados. Após arealização do acesso endodôntico os dentes foram explorados com umalima tipo K # 10 até sua observação no forame. Em seguida o dente foiradiografado e realizaram-se as medidas com um paquímetro digitaltanto no dente como no raio X. Os resultados mostraram que 58% dosdentes apresentaram raízes curvas, e em 22% a curva era por vestibular.Na análise radiográfica verificou-se que em 64% o forame localizava-seno ápice; já visualmente apenas 44% encontrava-se no ápice. Com relaçãoà distância visual versus radiográfica constatou-se que em 43% dos casoshavia correspondência entre elas, enquanto em 12% dos casos a distânciaradiográfica foi três vezes superior à visual. Conclui-se com o presenteestudo que a visualização radiográfica do forame no ápice nem semprecondiz com a realidade, devendo-se levar em consideração oconhecimento anatômico durante o tratamento endodôntico
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