The article critically analyzes the Amparo Sentence 6/2017 issued by the Mercedes Court in Uruguay, which ordered the suspension of a voluntary abortion procedure (VAP) authorized by law. The judge constructs an axiological gap in the law by interpreting that the man's consent, not provided for in the norm, is legally relevant. The analysis highlights the construction of an axiological gap and gender discrimination in the judicial decision. The article suggests that this case exemplifies how the judiciary can create obstacles to the effectiveexercise of legally recognized rights, undermining the legislative commitment to women’s autonomy. It further warns of the need to critically examine conservative strategies that seek to obstruct advances in sexual and reproductive rights.El artículo analiza críticamente la Sentencia de Amparo 6/2017 dictada por el Juzgado Letrado de Mercedes, Uruguay, que ordenó suspender un procedimiento de interrupción voluntaria del embarazo (IVE) autorizado por la ley. La jueza construye una laguna axiológica en la ley al interpretar que el consentimiento del hombre, no previsto en la norma, resulta jurídicamente relevante. El análisis muestra la construcción de una laguna axiológica y la discriminación de género en la decisión judicial. El artículo sugiere que el caso ilustra cómo el poder judicial puede construir obstáculos al acceso efectivo a derechos reconocidos legalmente, desafiando el compromiso legislativo con la autonomía de las mujeres, y advierte sobre la necesidad de analizar críticamente las estrategias conservadoras que buscan frenar conquistas en materia de derechos sexuales y reproductivos.Este artigo analisa criticamente a Sentença de Amparo 6/2017, proferida pelo Juizado de Mercedes, Uruguai, que ordenou a suspensão de um procedimento de interrupção voluntária da gravidez (TPV) autorizado por lei. A juíza cria uma lacuna axiológica na lei ao interpretar que o consentimento do homem, não previsto na norma, tornase juridicamente relevante. A análise revela a construção de uma lacuna axiológica e a discriminação de gênero na decisão judicial. O artigo sugere que o caso ilustra como o judiciário pode construir obstáculos ao acesso efetivo a direitos legalmente reconhecidos, desafiando o compromisso legislativo com a autonomia das mulheres. Também alerta para a necessidade de analisar criticamente estratégias conservadoras que buscam dificultar conquistas em direitos sexuais e reprodutivos
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