“BODY CAMS” E OS OPERADORES DO DIREITO: solicitação de imagens das ações policiais na justiça de São Paulo

Abstract

Based on a review of research on body-worn cameras used by police officers, we identified that few studies address how legal practitioners are dealing with this project; specifically, to what extent they have activated (or not) this technology to assess potential reports of police violence, torture, and fabricated arrests. Most studies focus on evaluating the impact of cameras on policing, especially regarding violence. Therefore, this research seeks to explore how legal practitioners have activated and/or requested police body-camera footage, in which types of cases, and which actors request such evidence, using a database of cases from 2022 concentrated in the city of São Paulo. The findings indicate that judges and public defenders are the primary requesters of footage, especially in cases involving drug trafficking and robbery, with significant variations in the flow of access and responses from the Military Police. In some instances, the footage contributed to defendants’ acquittals or challenged police narratives, while in others, judicial authorities disregarded the recordings. The study concludes that although body-worn cameras can serve as evidence and generate disputes within legal proceedings, their impact is still limited by the centrality of police narratives and the lack of standardized procedures for requesting and using footage.A partir del balance de las investigaciones realizadas sobre las cámaras corporales en los uniformes de los policías, identificamos que aún son pocos los que tratan cómo los operadores del Derecho están abordando dicho proyecto, es decir, en qué medida han utilizado (o no) esta tecnología para evaluar posibles denuncias de violencia policial, tortura y flagrante forjado. Se observa que la mayoría de los estudios tienen como objetivo evaluar el impacto de las cámaras en el trabajo policial, sobre todo en lo que respecta a la violencia. Así, la presente investigación busca explorar cómo los operadores del Derecho han utilizado y/o solicitado las imágenes de las cámaras corporales de los policías, en qué casos, así como qué actores las solicitan, a partir de una base de datos de procesos del período 2022, concentrados en la ciudad de São Paulo. Los resultados indican que los jueces y los defensores públicos son los principales solicitantes de las imágenes, especialmente en casos de tráfico de drogas y robo, con una gran variación en los flujos de acceso y en las respuestas de la Policía Militar. En algunos casos, las imágenes permitieron la absolución de los acusados o el cuestionamiento de las narrativas policiales, pero en otros fueron descartadas por las autoridades judiciales. Se concluye que, aunque las cámaras corporales pueden actuar como elemento de prueba y generar disputas en los procesos, su impacto sigue estando limitado por la centralidad de la narrativa policial y la ausencia de estandarización en los procedimientos de solicitud y uso de las imágenes.A partir de balanço de pesquisas realizadas sobre câmeras corporais nos uniformes dos policiais, identificamos que ainda há poucos que tratem como os operadores do Direito estão lidando com tal projeto, ou seja, em que medida eles têm acionado (ou não) essa tecnologia para avaliarem possíveis denúncias de violência policial, tortura e flagrante forjado. Percebe-se que a maioria dos estudos visa avaliar o impacto das câmeras no trabalho policial, sobretudo na questão da violência. Assim, a presente pesquisa busca explorar como os operadores do Direito têm acionado e/ou requisitado as imagens das câmeras corporais dos policiais, em quais casos, bem como quais atores as solicitam, a partir de um banco de dados de processos do período de 2022, concentradas na cidade de São Paulo. Os resultados apontam que juízes e defensores públicos são os principais solicitantes das imagens, especialmente em casos de tráfico de drogas e roubo, com grande variação nos fluxos de acesso e nas respostas da Polícia Militar. Em alguns casos, as imagens permitiram a absolvição dos réus ou o questionamento das narrativas policiais, mas em outros foram desconsideradas pelas autoridades judiciais. Conclui-se que, embora as câmeras corporais possam atuar como elemento de prova e gerar disputas nos processos, seu impacto ainda é limitado pela centralidade da narrativa policial e pela ausência de padronização nos procedimentos de solicitação e uso das imagens

Similar works

This paper was published in Revista Brasileira de Segurança Pública.

Having an issue?

Is data on this page outdated, violates copyrights or anything else? Report the problem now and we will take corresponding actions after reviewing your request.

Licence: https://creativecommons.org/licenses/by/4.0