O Glaucoma Agudo de Ângulo Fechado (GAAC) é uma emergência oftalmológica potencialmente ameaçadora à visão, caracterizada por um aumento súbito da pressão intraocular (PIO) devido à obstrução do ângulo da câmara anterior, que compromete o escoamento do humor aquoso. Se não for tratado de forma imediata, pode causar danos irreversíveis ao nervo óptico e perda permanente do campo visual. Predisposições anatômicas — como ângulos estreitos, espessamento do cristalino e fatores hormonais — juntamente com fatores externos, como o uso de medicamentos anticolinérgicos, contribuem para sua fisiopatologia e reforçam a importância do diagnóstico precoce. O tratamento imediato visa a rápida redução da PIO por meio de medicamentos, incluindo inibidores da anidrase carbônica, beta-bloqueadores, alfa-agonistas e prostaglandinas. Em casos graves, pode-se recorrer à paracentese da câmara anterior. Após a estabilização da PIO, a iridotomia periférica a laser é a abordagem preventiva padrão, sendo segura e eficaz para restaurar o fluxo do humor aquoso e prevenir recorrências. Em casos refratários ou com complicações anatômicas, opções cirúrgicas como a iridectomia são consideradas. Avanços em tecnologias de imagem — como a tomografia de coerência óptica e a gonioscopia — têm melhorado significativamente a precisão diagnóstica e a compreensão da dinâmica do segmento anterior. Apesar dos avanços terapêuticos, o GAAC continua sendo um desafio clínico, especialmente em populações com predisposição genética. O acompanhamento regular e a conscientização sobre os fatores de risco são fundamentais para a detecção precoce, intervenção oportuna e redução da cegueira associada ao glaucoma
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