Bem-estar ético-político: a necessidade de uma conceitualização para o campo da intervenção psicossocial no trabalho junto com mulheres em situação de pobreza e injustiça social

Abstract

In different parts of the world, many women's well-being is compromised. The concept of well-being is of fundamental relevance to the field of psychosocial interventions, especially in work aimed at women living in poverty and experiencing countless inequalities and social injustices. In this article, we propose the need to conceptualize a notion of ethical-political well-being that addresses the specific conditions of women in these situations and supports direct intervention work with them. The field of Positive Psychology, as a science that studies well-being, has shifted the emphasis from illness to a perspective centered on human flourishing. However, there are limitations in this literature, namely the lack of consideration of the role of class, gender and race dimensions, among others, which place well-being among the concepts that need to be reviewed in order to be applicable to specific contexts, in a way that contributes to promoting equity. The aim of this proposal is double. First, it contributes to decolonial practices, committed to the search for more dignified ways of life. Second, it combats structural violence experienced by women who face suffering caused by capitalism and other forms of oppression, such as patriarchy and colonial dominations that sustain relational models of superiority/inferiority. We seek to discuss the central dimensions and organizing axes of this conceptualization, as well as the main theoretical, methodological and empirical challenges to be faced.En distintas partes del mundo, el bienestar de muchas mujeres se ve comprometido. El concepto de bienestar es de fundamental relevancia en el campo de las intervenciones psicosociales, especialmente en el trabajo dirigido a mujeres que viven en situación de pobreza y experimentan numerosas desigualdades e injusticias sociales. En este artículo planteamos la necesidad de conceptualizar una noción de bienestar ético-político que tenga en cuenta las condiciones específicas de las mujeres en estas situaciones y sea capaz de orientar el trabajo de intervención directa con ellas. El campo de la Psicología Positiva, como ciencia que estudia el bienestar, ha desplazado el énfasis de la enfermedad a una perspectiva centrada en el florecimiento humano. Sin embargo, existen limitaciones en esta literatura, como la falta de consideración del papel de las dimensiones de clase, género y raza, entre otras, que sitúan al bienestar entre los conceptos que necesitan ser revisados para ser aplicables a contextos específicos, de forma que contribuyan a promover la equidad. El objetivo de esta propuesta es contribuir a las prácticas decoloniales, comprometidas con la búsqueda de formas de vida más dignas y con el combate a la violencia estructural experimentada por las mujeres que enfrentan el sufrimiento causado por el capitalismo y otras formas de opresión, como el patriarcado y las dominaciones coloniales que sustentan modelos relacionales de superioridad/inferioridad. Buscamos discutir las dimensiones centrales y los ejes organizadores de esta conceptualización, así como los principales desafíos teóricos, metodológicos y empíricos a ser enfrentados.Em diferentes partes do mundo, muitas mulheres têm o seu bemestar comprometido. O conceito de bem-estar é de fundamental relevância para o campo das intervenções psicossociais, sobretudo nos trabalhos voltados às mulheres em situação de pobreza e que vivenciam inúmeras desigualdades e injustiças sociais. Neste artigo propomos a necessidade da conceitualização de uma noção de bem-estar ético-político, que atenda às especificidades das condições das mulheres nestas situações e que seja capaz de orientar o trabalho de intervenção direta com as mesmas. O domínio da Psicologia Positiva, como ciência que estuda o bemestar, deslocou a ênfase na doença para uma perspectiva centrada no florescimento humano. Porém, há limitações nesta literatura, nomeadamente pela falta de consideração do papel de dimensões de classe, gênero e raça, entre outras, que colocam o bem-estar entre os conceitos que precisam ser revistos para serem aplicáveis a contextos específicos, de um modo que contribua para promover a equidade. Com esta proposta, pretende-se contribuir para práticas decoloniais, comprometidas com a busca por modos de vida mais dignos e com o combate de violências estruturais vivenciadas por mulheres que enfrentam sofrimentos provocados pelo capitalismo e outras formas de opressão, como o patriarcado e as dominações coloniais que sustentam modelos relacionais de superioridade/inferioridade. Buscamos discutir dimensões centrais e eixos organizadores desta conceitualização bem como os principais desafios teóricos, metodológicos e empíricos a enfrentar

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This paper was published in Universidad del Tolima: Portal der Revistas.

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