Racializando a Língua de Eulália: a releitura de conceitos a partir do Sul Global

Abstract

This article aimed to produce considerations about the book "A Língua de Eulália: novela sociolinguística", by Marcos Bagno (2006), with regard to the analytical categories of Language and Race. Almost three decades after the publication of this book, it is necessary to reflect on the non-use of the category Race as an element to describe the character Eulália. To do this, we used as theoretical reference authors such as Gonzalez (1988), Makoni and Meinhof (2006) and Nascimento (2019, 2022), as well as the Raciolinguistic perspective of Rosa and Flores (2017). The methodological characteristics of this study refer to a qualitative approach of a bibliographical nature, used to analyze the aforementioned work. From this perspective, some general conclusions show that racializing Eulália's Language: a sociolinguistic novel, inserting the category Race into the focus of the discussion in relation to the category Language, from the epistemological perspectives of the Global South, could lead to the construction of meanings about the linguistic productions of the character Eulália, in which she could be recognized as a speaker of "pretoguês" (Gonzalez, 1988), which we argue are uses of varieties of Portuguese spoken by black people in Brazil, resulting from traces of history marked by the enslavement of African peoples.Este artículo tuvo como objetivo producir consideraciones sobre la obra "A Língua de Eulália: telenovela sociolinguística", de Marcos Bagno (2006), en relación a las categorías analíticas Lengua y Raza. Dicho esto, casi tres décadas después de la publicación de este libro, es necesario reflexionar sobre la no utilización de la categoría Raza como elemento importante para caracterización del personaje Eulália. Para eso, utilizamos como marco teórico autores como Gonzalez (1988), Makoni y Meinhof (2006) y Nascimento (2019, 2022), además de la perspectiva raciolingüística de Rosa y Flores (2017). Las características metodológicas de este estudio remiten a un enfoque cualitativo de carácter bibliográfico, utilizado para analizar la obra mencionada. . Algunas conclusiones generales muestran que racializar "A língua de Eulália: novela sociolingüística", insertando la categoría Raza en el foco de la discusión en relación ala categoría Lengua, desde las perspectivas epistemológicas del Sur Global, podría proporcionar la construcción de significados sobre las producciones lingüísticas del personaje Eulália, la cual podría ser reconocida como hablante de "pretoguês" (Gonzalez, 1988), que defendemos como el uso de variedades del portugués hablado por negros en Brasil, resultantes de rasgos históricos marcados por la esclavización de los pueblos africanos.O presente artigo objetivou produzir considerações acerca da obra "A Língua de Eulália: novela sociolinguística", de autoria de Marcos Bagno (2006), no tocante às categorias analíticas Língua e Raça. Dito isso, após quase três décadas da publicação desse livro, torna-se necessário refletir sobre o não uso da categoria Raça como um elemento para caracterizar a personagem Eulália. Para isso, utilizamos como referencial teórico autores como Gonzalez (1988), Makoni e Meinhof (2006) e Nascimento (2019, 2022), além da perspectiva Raciolinguística de Rosa e Flores (2017). As características metodológicas deste estudo referem-se a uma abordagem qualitativa de caráter bibliográfico, utilizadas para analisar a obra referida. Nessa perspectiva, algumas conclusões gerais mostraram que racializar a Língua de Eulália: novela sociolinguística, inserindo a categoria Raça no foco da discussão em relação à categoria Língua, a partir de perspectivas epistemológicas do Sul Global, pôde propiciar a construção de sentidos acerca das produções linguísticas da personagem Eulália, que poderia ser reconhecida como uma falante de "pretoguês" (Gonzalez, 1988), o qual defendemos tratar-se de usos de variedades do português faladas por pessoas negras no Brasil, resultantes de traços da história marcados pela escravização de povos africanos

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