Toxoplasma gondii, Neospora caninum e Sarcocystis spp. em amostras de cérebro de cães com e sem sinais neurológicos no Sul do Brasil (2008-2023)

Abstract

Encephalitis can be associated with protozoa of the phylum Apicomplexa. Sarcocystis spp., Toxoplasma gondii, and Neospora caninum share morphological similarities that complicate differentiation in histopathology, leading to inaccurate diagnoses without complementary techniques. Clinical manifestations often associate with host immunosuppression secondary to other diseases. This study examined brain samples from dogs undergoing necropsy in Rio Grande do Sul, Brazil, from 2008 to 2023, using two groups: dogs with neurological signs caused by protozoa (G1) and dogs without neurological signs (G2). G1 aimed to verify if protozoa identified histopathologically matched molecular techniques. G2 observed the frequency of protozoa detection using PCR in dogs without neurological signs. A total of 230 samples were analyzed: 11 paraffin-embedded in G1 and 219 frozen in G2. DNA extraction used commercial kits, and all samples underwent PCR for the 18S rRNA gene. G1 samples also underwent Restriction Fragment Length Polymorphism (RFLP) analysis. Protozoal DNA was detected in six samples (6/11) from G1 with varying molecular identifications. In G2, 82 samples (82/219; 37.45%) were PCR-positive. These findings highlight the importance of molecular techniques for accurate etiological confirmation and diagnosis, extending epidemiological knowledge and emphasizing Toxoplasma gondii, Neospora. caninum, and Sarcocystis spp. as differential diagnoses for central nervous system diseases in dogs.Encefalites podem estar relacionadas a protozoários do filo Apicomplexa. Sarcocystis spp., Toxoplasma gondii e Neospora caninum compartilham semelhanças morfológicas que dificultam a diferenciação na histopatologia, o que pode levar a diagnósticos imprecisos sem técnicas complementares. As manifestações clínicas geralmente estão associadas à imunossupressão do hospedeiro, secundária a outras doenças. Este estudo examinou amostras de cérebro de cães submetidos à necropsia no Rio Grande do Sul, Brasil, entre 2008 e 2023, utilizando dois grupos: cães com sinais neurológicos causados por protozoários (G1) e cães sem sinais neurológicos (G2). O G1 teve como objetivo verificar se os protozoários identificados histopatologicamente correspondiam aos encontrados por técnicas moleculares. O G2 observou a frequência de detecção de protozoários por PCR em cães sem sinais neurológicos. Um total de 230 amostras foram analisadas: 11 em parafina no G1 e 219 congeladas no G2. A extração de DNA foi realizada com kits comerciais, e todas as amostras passaram por PCR para o gene 18S rRNA. As amostras do G1 também foram submetidas à análise de Polimorfismo de Fragmento de Restrição (RFLP). O DNA de protozoários foi detectado em seis amostras (6/11) do G1, com diferentes identificações moleculares. No G2, 82 amostras (82/219; 37,45%) foram positivas para PCR. Esses achados destacam a importância das técnicas moleculares para a confirmação etiológica precisa e o diagnóstico, ampliando o conhecimento epidemiológico e enfatizando Toxoplasma gondii, Neospora caninum e Sarcocystis spp. como diagnósticos diferenciais para doenças do sistema nervoso central em cães

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