A primeira parte do estudo procura demonstrar que o desnudamento do corpo feminino se constitui como tópica genérica da poesia elegíaca latina. Para o ponto de vista da tradição latina, a tópica parece ter sido inaugurada por Calímaco, que será retomado como modelo pelos poetas elegíacos augustanos, como Sulpícia, Propércio e Ovídio. A segunda parte do estudo procura, uma vez demonstrada a ocorrência da tópica no gênero elegíaco, discutir sua presença fora da elegia, em dois poemas hexamétricos: Catulo 64 e Metamorfoses 3, Em ambas passagens, a tópica funciona como diálogo entre os gêneros e produz o efeito de enquadramento genérico, além de estabelecer um diálogo com a produção de Calímaco
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