TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Socioeconômico, Relações Internacionais.No século XXI, o sistema internacional passou a considerar a cultura como um
elemento central das relações internacionais, ampliando seu papel para além do soft
power e consolidando-a como um componente estratégico da diplomacia. Nesse
cenário, o Brasil se destacou no início do século como um ator relevante em
diversos debates da agenda global, incluindo a cultura, em sintonia com as
transformações promovidas no plano doméstico. O Governo Lula (2003-2010)
adotou uma agenda de reforma social que incorporou a cultura como um eixo
estruturante do desenvolvimento nacional, promovendo-a não apenas como um
direito, mas também como um ativo econômico e diplomático. Assim, a diplomacia
cultural brasileira foi fortalecida por meio da valorização e difusão dos bens e
manifestações culturais endógenos, articulando-se com políticas externas voltadas
para a inserção do Brasil no cenário global. Além disso, a economia da cultura
tornou-se um elemento relevante dentro dessa estratégia, tanto como um
instrumento de projeção internacional quanto como um setor beneficiado por essas
iniciativas. Nesse contexto, este trabalho busca analisar a relação entre cultura e
política externa durante os Governos Lula, investigando como as ações de
diplomacia cultural contribuíram para a consolidação da cultura como uma
ferramenta de inserção internacional do Brasil e para o fortalecimento do setor
cultural no país
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