Controle de Digitaria insularis em função da aplicação de pyroxasulfone sobre diferentes níveis de palha de soja e de milho

Abstract

A palha sobre o solo, comum em áreas onde o plantio direto foi adotado, pode se tornar uma barreira para que os herbicidas aplicados atinjam seu destino, o solo. Não há informações sobre a capacidade do novo herbicida pyroxasulfone, quando aplicado sobre a palha, de superar essa barreira e promover controle eficaz das plantas daninhas em pré-emergência. Assim, objetivou-se avaliar a eficácia do pyroxasulfone no controle das plantas daninhas quando aplicado em diferentes níveis de palha comparando-o com herbicidas disponíveis no mercado brasileiro. Dois experimentos distintos foram conduzidos em casa de vegetação, um com palha de soja e outro com palha de milho. Os tratamentos foram compostos pela aplicação de pyroxasulfone (100 g ha-1), S-metolachlor (1960 g ha-1) e trifluralin (1125 g ha-1) sobre diferentes níveis de palha de soja e de milho (0, 1, 3 e 5 t ha-1). A planta daninha utilizada foi o capim-amargoso (Digitaria insularis). Os herbicidas foram aplicados após a semeadura e posicionamento dos níveis de palha sobre o solo. Os vasos foram irrigados por aspersão, recebendo uma lâmina de 30 mm de água. A eficácia de controle dos tratamentos foi verificada aos 7, 14, e 28 dias após a aplicação. Observou-se que o pyroxasulfone apresentou a capacidade de transpor a palha sobre o solo após uma precipitação de 30 mm, mantendo controle das plantas de capim-amargoso semelhante à aplicação no solo sem palha. Sob as mesmas condições, o S-metolachlor e a trifluralin reduziram sua eficácia no controle de capim-amargoso quando aplicados sobre maiores níveis de palha

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