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Quality of life of HIV-infected women

By Ana Eliza Rios de Araujo Mathias

Abstract

Introdução: O interesse em medir a qualidade de vida surge à medida que os avanços no cuidado com pessoas infectadas pelo HIV têm proporcionado queda nas taxas de mortalidade e aumento na expectativa de vida. Objetivo: Avaliar a qualidade de vida de mulheres com infecção pelo HIV e os fatores associados. Métodos: Tratou-se de um estudo de corte transversal. As mulheres foram convidadas a participar em dois ambulatórios (Ginecologia e Infectologia) de um hospital universitário do Estado de São Paulo-Brasil. Utilizou-se o HIV/AIDS - Targets Quality of Life Instrument (HAT-QOL) para avaliar a percepção das mulheres sobre 42 questões divididas em nove domínios, que representam aspectos relevantes da qualidade de vida e uma ficha com dados sociodemográficos e clínicos elaborada para o estudo. Para comparar os escores dos domínios do questionário de qualidade de vida em função das variáveis sociodemográficas e clínicas foi aplicado o teste não-paramétrico de Mann-Whitney. Resultados: Participaram 176 mulheres, a média de idade foi de 40 anos, mais da metade se classificou como não branca e cerca da metade tinha completado mais de sete séries na escola. A renda per capita média foi de um salário mínimo e meio, e pouco mais da metade trabalhavam, tinham companheiro e relataram manter vida sexual ativa. Os valores médios das dimensões do HAT-QOL variaram de 43,4 a 92,4. Os domínios que apresentaram maiores escores foram: 'confiança no médico', 'questões relativas à medicação' e 'atividades gerais'. Os menores escores foram para 'preocupação financeira', 'preocupação com o sigilo sobre a infecção' e 'atividade sexual'. Mulheres mais velhas, com maior escolaridade, que trabalham, melhor renda per capita e que consideram que sua qualidade de vida não modificou tiveram maiores escores nos domínios 'preocupação com a saúde' e 'satisfação com a vida'. A 'preocupação com a saúde' também foi maior quanto menor o tempo de terapia antirretroviral e menor a contagem de células CD4, mas estes fatores clínicos não modificaram a 'satisfação com a vida'. O domínio 'preocupação com o sigilo sobre infecção' foi mais relevante para as mais jovens, de pele não branca, menor escolaridade, para aquelas com companheiro, menor tempo de diagnóstico, que fazem uso de terapia antirretroviral e após infecção por via não sexual. Conclusão: A qualidade de vida das mulheres portadoras do HIV mostrou-se afetada mais pelas características sociais e afetivo-sexuais e pela sua própria percepção de que o diagnóstico impactou sua qualidade de vida do que pelas suas condições clínicas. Esses resultados ratificam a necessidade de uma abordagem integral à saúde dessas mulheres, que lhes possa ajudar a lidar com essa condição em que atuam fatores culturais e psicológicosIntroduction: The interest in assessing quality of life arises with the advances in medicine which have reduced mortality rates and increased expectancy of life. Objective: To evaluate de quality of life of HIV positive women and associated factors. Methods: A cross sectional study was carried out. Women were invited to participate in two outpatient clinics (Gynecology and Infectious Diseases) of a university hospital in the state of São Paulo - Brazil. In order to evaluate these women perception among 42 questions over nine domains which represent relevant aspects of quality of life, it was used the HIV/AIDS - Targets Quality of Life Instrument as well as a questionnaire on socio-demographic and clinic data which was elaborated for this study. Mann-Whitney's non parametric test was applied to compare the scores of the nine domains according to socio-demographic and clinical variables. Results: 176 women took part on the research; the mean age was 40, over half them declared to be non-white, and around half of them completed seventh grade of elementary school. The per capita income average was one and a half minimum salary and over half of the women had a paid work, a partner and was sexually active. Mean scores of the HAT-QOL dimensions varied from 43.4 to 92.4. The domains which presented the highest scores were: 'provider trust', 'medication concerns' and 'overall function'. The lower scores were observed for 'financial worries', ' disclosure worries' and 'sexual functiona'. Older women, those with a higher level of graduation, workers, with better income, and the ones who perceived that their global quality of life had not changed after diagnosis had better scores for 'health worries', and 'life satisfaction'. The topic 'health worries' was higher scored as antiviral therapy, and lower CD4 counts were shorter, but these clinical indicators did not modify 'life satisfaction'. The domain 'disclosure worries' was more relevant for the youngest, non-white skin, lower levels of schooling, those who had a partner, with a shorter time from diagnosis, under HAART and after non-sexual infection. Conclusion: The quality of life of HIV positive women was mainly more affected by social, affective-sexual characteristics as well as for their perception on how the diagnosis had impacted their quality of life than by clinical conditions. These results confirm the need for a global approach to the health of these women, which may help them to cope with a condition which can be affected by multiple cultural and psychological factor

Topics: Qualidade de vida, HIV (Virus), Mulher, Questionarios, Quality of life, HIV, virus, Women, Questionnaire
Publisher: Universidade Estadual de Campinas . Faculdade de Ciências Médicas
Year: 2010
OAI identifier: oai:agregador.ibict.br.BDTD_UNICAMP:oai:unicamp.br:000479740
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