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Restauração de manguezais no Brasil

By André Scarlate Rovai

Abstract

Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Biológicas. Programa de Pós-Graduação em EcologiaOs objetivos deste trabalho foram realizar uma revisão dos trabalhos de restauração de manguezais realizados no Brasil, avaliando o estado da arte desta ciência no país e, testar experimentalmente se bosques de mangue restaurados por meio do plantio isolado de espécies vegetais típicas de mangue funcionam como bosques referencia. Para tanto, dados brutos de estudos independentes, obtidos através de sites de busca e material impresso, foram combinados em uma única análise. Os resultados mostraram que apesar de abrigar a terceira maior área de manguezal do mundo, o Brasil está em quinto lugar considerando o número de publicações indexadas sobre aspectos relacionados ao ecossistema manguezal, porém sem registros de trabalhos envolvendo restauração. Em contrapartida, a produção de literatura cinza vem crescendo durante a duas últimas décadas: 42 publicações compostas primariamente por trabalhos de conclusão de curso de graduação e de pós-graduação. Em relação aos resultados destes trabalhos, 40% dos experimentos de plantio conduzidos apresentaram taxas de sobrevivência variando de 0 a 20%, com o restante estando distribuído igualmente entre as demais classes de sobrevivência. Em termos de extensão de área, entre 1994 e 2010 foram plantados cerca de 2.617 ha, equivalente apenas a 5% de toda a área de manguezal já perdida no país. Sobre os aspectos metodológicos, os estudos examinados careceram de delineamento experimental adequado, comprometendo quaisquer conclusões consistentes acerca da dinâmica populacional e/ou de comunidades, assim como dificultando o processo de aprendizagem baseado em tentativas pretéritas. O segundo capítulo consistiu em um teste de hipótese, cujo objetivo foi avaliar se bosques de mangue plantados apresentam funcionalidade similar a bosque referencia. Para verificar possíveis similaridades foram caracterizadas a estrutura florestal e variáveis ambientais (granulometria, matéria orgânica, carbono, nitrogênio, fósforo, salinidade, elevação do terreno, freqüência de inundação e compactação do solo) de bosques de mangue plantados a cerca de 10-12 anos e de bosques referência (bosques em regeneração natural com idade similar aos plantados e bosques maduros). As características estruturais dos bosques plantados diferiram significativamente quando comparado aos referências. A análise de correlação múltipla indicou variáveis ambientais relacionadas a elevação do terreno (pw=0.521) como responsáveis pelos padrões de distribuição observados para a estrutura florestal. Resultados mostraram que mesmo decorridos 10-12 anos do plantio, seguido pela regeneração natural da vegetação, bosques replantados exibem padrões limitados de sucessão secudária, evidenciando que o plantio isolado pode ser ineficiente se as características da área objeto de recuperação, bem como da paisagem, forem desconsideradas. Assim, o manejo inapropriado de áreas sujeitas a restauração podem surtir conseqüências negativas sobre serviços ecossistêmicos tanto a curto quanto a longo prazoIn this work the goals were to review available national literature on mangrove restoration, performing a evaluation of the state-of-the-art of this science and, to experimentally test if stands restored by isolated planting of mangrove species function as reference sites. Raw data from independent studies, found and retrieved both through specific and ordinary search engines websites and printed material, was combined into a single comprehensive analysis. We found that besides accounting for the third largest mangrove area in the world Brazil holds the 5th position in mangrove publishing with no records on restoration. On the other hand, national gray literature production has shown an increase in the past two decades: 42 publications composed primarily by undergraduate and graduate thesis. Regarding outcome studies, 40% of the restoration experiments conducted had lower survival rates ranging from 0 to 20% with the remaining distributed evenly among other classes. In terms of area plantings conducted from 994 to 2010 account for nearly 2,617 ha of restored area, equivalent only to ca. 5% of the area previously lost. Concerning methodological aspects, the tudies examined lacked experimental design, compromising any consistent conclusions in light of population/community dynamics, as well as making learning from past experiences somewhat unattainable. In a second approach it was hypothesized that secondary succession on restoration sites that have been managed by single planting of mangrove species may be compromised by residual stressors, thus leveling off ecosystem#s structural complexity and functioning at lower stages. To test this hypothesis forest structure and environmental characteristics of three replanted mangrove stands are compared with reference sites (natural regeneration stands of same age as replanted and natural old-growth forests). Structural attributes presented significant differences when comparing replanted and reference stands. Data sorted by height classes (cohorts) may be indicative of inferior regeneration potential in replanted stands. Multiple correlation analysis indicated variables related to elevation disruptions (pw=0.521) as the environmental drivers responsible for the patterns of distribution observed in forest structure. Results showed that after 10-12 years of planting followed by natural regeneration, restoration sites exhibited hindered patterns of secondary succession, evidencing that the isolated planting of single mangroves species can be ineffective if site and setting-specific characteristics are not considered. The inadequate management of restoration sites can, therefore, have implications on both immediate and long-term, large-scale ecosystem's services

Topics: Ecologia, Plantio, (Cultivo de plantas), Reflorestamento, Manguezais
Publisher: Florianópolis
Year: 2012
OAI identifier: oai:agregador.ibict.br.RI_UFSC:oai:repositorio.ufsc.br:123456789/96119
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