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ARTE E NATUREZA : CIRCUITOS FILOSÓFICOS INTEGRADOS

By ADRIANA MARIA RAPOSO ITALO

Abstract

Minha pesquisa tem por objetivo examinar a suposta distinção entre arte e natureza no interior de uma análise crítica da chamada crise de fundamentos. Isto é, a crise do projeto fundacionista moderno, a rejeição pós-moderna à metafísica em geral e à idéia de fundamento em particular, suas relações com as rupturas impostas pelas novas tecnologias e suas conseqüências na visão de mundo e de humanidade. Arte e natureza não constituem domínios fundamentalmente distintos, ou ainda, não há heterogeneidade ontológica entre aquilo que se faz por si mesmo (natureza) e aquilo que se fabrica (arte). Com efeito, a enorme dificuldade em determinar e definir precisamente a realidade designada pelo termo natureza levou ao reconhecimento de que a eficácia da idéia de natureza é proporcional à sua imprecisão. A quebra do Tabu do Natural, isto é, a suspensão da crença de que nada do que é tecnicamente fabricado pode igualar-se à essência dos trabalhos da natureza, significou um convite à reavaliação das fronteiras entre natural e artificial. Do cálculo ao algoritmo, e destes às tecnologias da informação e biotecnologias, metáforas transformaram-se em máquinas e ferramentas, e máquinas em potentes metáforas cujo valor heurístico apresenta-se, em última instância, na indiscernibilidade entre natureza e cultura. A tecnologia contemporânea revela e disponibiliza a realidade como artefato. Isto é, como arte e fato. Ars gratia artis.The purpose of my research is to examine the presumed distinction between Art and Nature within a critical analysis of the so called crisis of foundations. I.e., the crisis of the foundationlist modern project, the post- modern rejection of metaphysics in general and of the idea of a foundation in particular, its relationships with the ruptures imposed by the new technologies and its consequences on the perception of the world and of humanity. Art and Nature do not constitute fundamentally different domains, or yet, there is no ontological heterogeneity between that which is self-made (Nature) and that which is manufactured (Art). In effect, the great difficulty in precisely determining and defining the reality referred to by the term nature has led to the acknowledgement of the fact that the efficacy of the idea of nature is proportional to its imprecision. The lifting up of the Taboo of the Natural, that is, the suspension in the belief that nothing which is technically manufactured can be put on a par to the essence of nature`s doings, was an invitation to a re-assessment of the frontiers between natural and artificial. From calculus to algorithms, and from these to information technology and biotechnology, metaphors transform themselves into machines and tools, and machines into powerful metaphors whose heuristic value lies, in last instance, in the indiscernibility between nature and culture. Contemporary technology reveals and makes reality available as an artifact - i.e. art and fact. Ars gratia artis

Topics: ARTE, ART, TECNOLOGIA DA INFORMACAO, INFORMATION TECHNOLOGY, NATUREZA, NATURE, ARTIFICIAL, ARTIFICIAL, NATURAL, NATURAL, FILOSOFIA
Publisher: PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO
Year: 2004
OAI identifier: oai:agregador.ibict.br.BDTD_PUC_RIO:oai:MAXWELL.puc-rio.br:5262
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