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Cultivo e conservação in vitro de Hancornia speciosa Gomes

By Paulo Augusto Almeida Santos

Abstract

A mangabeira é uma espécie nativa do Brasil que apresenta potencial econômico devido à produção de polpas, sorvetes e doces a partir de seus frutos. Apesar desse potencial, a espécie ainda está em processo de domesticação e as populações naturais vêm sofrendo erosão genética. O cultivo e a conservação in vitro por meio da criopreservação são alternativas para a propagação em larga escala bem como a preservação da diversidade vegetal da espécie. O presente estudo teve como objetivos: (i) investigar o cultivo in vitro (germinação de embriões zigóticos, enraizamento in vitro e aclimatização) e (ii) desenvolver protocolos de criopreservação de ápices caulinares. Para os experimentos de micropropagação, embriões zigóticos de mangabeira foram excisados e desidratados em câmara de fluxo laminar por diferentes tempos e inoculados em meio WPM. Foi investigada a formulação MS e WPM, com 8,87 µM de benzilaminopurina (BAP) para a regeneração de ápices caulinares. No enraizamento in vitro, foram avaliados os efeitos de diferentes auxinas AIA, ANA, AIB em diferentes concentrações. Na aclimatização foram avaliados diferentes substratos. Para a criopreservação, foram testados diferentes tempos de imersão em uma solução de carregamento rica em sacarose, seguida ou não pela imersão em PVS2. Os ápices caulinares foram pré-cultivados ou não em meio WPM com 0,3 M de sacarose por 0, 24 e 48 horas foram imersos em PVS2 a 0 °C, por diferentes períodos antes da imersão em nitrogênio líquido. Foi observado que embriões zigóticos de mangabeira perdem a viabilidade com o aumento do período de desidratação. O emprego de 9,84 µM das auxinas avaliadas promoveu um maior desenvolvimento em termos de massa das raízes. A aclimatização pode ser realizada com sucesso, independente dos substratos utilizados. Os experimentos de criopreservação demonstraram que 20 minutos de tratamento em solução de carregamento com a posterior imersão em PVS2 permitiu a criopreservação dos ápices. Ambas as técnicas de droplet vitrification e vitrificação permitiram a criopreservação de ápices caulinares de mangabeira. Foi observado que o tempo de 24 horas de pré-cultivo dos ápices permitiu uma maior porcentagem de retomada de crescimento após a criopreservação. O meio WPM acrescido de 3,33 µM de BAP, 0,27 µM de ANA permite uma maior retomada de crescimento dos ápices após a criopreservação.Tese apresentada à Universidade Federal de Lavras, como parte das exigências do Programa de Pós-Graduação em Fisiologia Vegetal, para a obtenção do título de Doutor

Topics: Mangabeira, Espécie nativa, Rizogênese in vitro, Conservação in vitro, Criopreservação, Mangaba tree, In vitro rooting, Native species, In vitro conservation, Cryopreservation
Year: 2013
OAI identifier: oai:agregador.ibict.br.RI_UFLA:oai:localhost:1/1028
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