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Os fundamentos da objetividade das representaÃÃes em Kant

By Juliano Tomasel

Abstract

Este trabalho tem o intuito de discutir as reflexÃes e respostas de Kant para o problema da objetividade das representaÃÃes. Tal assunto, que à tema central da AnalÃtica transcendental da CrÃtica da RazÃo Pura, à delineado pela distinÃÃo de Kant entre as condiÃÃes sensÃveis e intelectuais, intuiÃÃes e conceitos, os quais se constituem nos elementos fundamentais da nossa experiÃncia. A experiÃncia à determinada pelo modo como nossas representaÃÃes sÃo referidas aos objetos. Os objetos da experiÃncia sÃo os conteÃdos objetivos das nossas representaÃÃes, constituÃdos por intuiÃÃes e conceitos. As primeiras sÃo representaÃÃes imediatas e singulares dos objetos, os segundos sÃo regras mediatas que determinam os dados das intuiÃÃes por caracterÃsticas gerais. Por isso, à necessÃrio que as intuiÃÃes sejam descritas por conceitos, que sÃo representaÃÃes universais. Pelos textos da DeduÃÃo metafÃsica e da DeduÃÃo transcendental pretendi reconstruir os argumentos fornecidos por Kant para fundamentar a ideia de que a referÃncia Ãs intuiÃÃes à realizada necessÃria e universalmente por meio das regras que derivam a priori do entendimento e nÃo por simples acaso. Estas regras sÃo os conceitos puros do entendimento ou categorias. A DeduÃÃo metafÃsica à o argumento utilizado por Kant para apresentar a lista completa destas categorias da derivaÃÃo das funÃÃes lÃgicas universais do pensamento. Estas funÃÃes sÃo as formas elementares dos juÃzos, pois os juÃzos representam a forma pensamento ou as relaÃÃes pelas quais diferentes representaÃÃes sÃo conduzidas à unidade do pensamento. Na DeduÃÃo transcendental, Kant visa num primeiro momento demonstrar que os conceitos puros do entendimento sÃo regras a priori da referÃncia do pensamento aos objetos de uma intuiÃÃo sensÃvel em geral. Num segundo momento, o argumento à diretamente direcionado as condiÃÃes especÃficas da nossa intuiÃÃo sensÃvel, com a intenÃÃo de asseverar que todas as representaÃÃes sensÃveis devem ser determinadas na prÃpria intuiÃÃo pelas categorias.This work is intended to discuss Kant's reflections and responses to the problem of the objectivity of representations. This issue that is the central theme of the Transcendental Analytic of the Critique of Pure Reason, is strongly focused on the distinction between sensible and intellectual conditions, intuitions and concepts, which constitute the fundamental elements of our experience. The experience is determined by the way our representations are referred to objects. The objects of experience are the objective contents of our representations, constituted by intuitions and concepts. The first ones are immediate and singular representations of objects the latter are mediate rules that determine the data of intuitions by general characteristics. Therefore, itâs necessary that intuitions are described by concepts, which are universal representations. By means of writings of Metaphysical Deduction and Transcendental Deduction, I intended to rebuild the arguments provided for Kant to support the idea that reference to intuitions is necessary and universally held by the rules that derive a priori of the understanding and not by mere accident. These rules are the pure concepts of understanding or categories. The Metaphysical Deduction is the argument used by Kant to present the complete list of these categories by derivation of the universal logical functions of thought. These functions are the elementary forms of judgments because the judgments represent the forms of thought or the relations in which different representations are brought to unity of thought. In the Transcendental Deduction, at first, Kant seeks to demonstrate that the pure concepts of understanding are a priori rules of the reference of thought to objects of a sensible intuition in general. Secondly, the argument is directly addressed to the specific conditions of our sensible intuition, with the intention of asserting that all sensible representations must be determined in own intuition by means categories

Topics: Transcendentalismo, Teoria do conhecimento, LÃgica transcendental, MetafÃsica, Kant, Immanuel, 1724-1804, Filosofia moderna, Filosofia contemporÃnea, FILOSOFIA, DeduÃÃo transcendental, DeduÃÃo metafÃsica, Categorias, Objeto (Filosofia), RepresentaÃÃo (Filosofia), Representation, Object, Categories, Metaphysical deduction, Transcendental deduction, FILOSOFIA
Publisher: Universidade Estadual do Oeste do Parana
Year: 2012
OAI identifier: oai:agregador.ibict.br.BDTD_UNIOESTE:oai:unioeste.br:935
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